12 comentários:
De Xulos capturam Portugal a 12 de Abril de 2010 às 13:48
Para lá da adjectivação
por João Rodrigues, em ionline 12 de Abril de 2010

Accionistas e gestores de topo aliaram-se para extrair dividendos à custa do esforço da esmagadora maioria dos trabalhadores

Vencimento de António Mexia ? "Imoral. Obsceno. Chocante"
. É preciso chegar ao extremo do presidente da EDP, que ganha num mês o que um trabalhador aufere, em média, ao longo de 25 anos, para que o consenso do empresarialmente correcto dê alguns sinais de enfraquecimento num dos países mais desiguais da Europa.

Nas últimas duas décadas consolidou-se uma cultura pública que ignorou os custos sociais das desigualdades económicas: da ausência de mobilidade social aos níveis persistentes de pobreza, passando pela desmotivação no trabalho, pela erosão da confiança e acabando na arrogância do dinheiro concentrado, que se transmuta com tanta facilidade em poder político e em corrupção.

Infelizmente, a hegemonia do empresarialmente correcto não se dissolve num dia e a indignação moral, o "estupor público", para usar a apta expressão da socialista Ana Gomes, não se transforma automaticamente em reformas igualitárias.

Sócrates, um representante do bloco central, já se sabe, incensa os ricos e os seus elogios a Mexia, que justamente indignaram Ana Gomes, são talvez a expressão da crença bizarra de que os níveis de remuneração reflectem o mérito e não o poder.

Enquanto isso, demasiados críticos continuam presos à ideia de que as remunerações elevadas dos gestores só são uma questão política quando se trata de empresas públicas ou participadas pelo Estado.

Na realidade, a questão de quem se apropria do quê e porquê em toda a economia - envolva directamente o Estado ou não - é demasiado importante para ser deixada, por exemplo, à sorte da aliança que se formou entre accionistas e gestores de topo para extrair bónus e dividendos à custa do esforço da esmagadora maioria dos trabalhadores, reduzidos a um mero custo a economizar.

Isto tem-se traduzido, à escala europeia, numa quebra dos rendimentos do trabalho a favor dos rendimentos do capital, num aumento das desigualdades salariais, numa quebra do investimento criador de capacidade produtiva adicional e de emprego.
Os crescentes lucros têm sido precisamente apropriados, sob a forma de dividendos, pelos impacientes accionistas.

Este regime gerador de crises só pode ser superado com mudanças corajosas das regras que enquadram as actividades dessa criação da lei a que chamamos empresa e os poderes dos diferentes actores que nela coexistem.
Neste contexto, é mais do que justificado taxar punitivamente os prémios e outros benefícios que os gestores de topo das empresas capturam.

Adicionalmente, é preciso instituir mecanismos que permitam que os trabalhadores tenham uma participação activa na gestão das empresas, incluindo na definição das remunerações dos seus diferentes intervenientes.

É claro que, enquanto a liberdade sem freios dos capitais continuar em vigor, estas reformas necessárias continuarão a ser politicamente difíceis.


De fossa e tachistas do centrão ... a 31 de Março de 2010 às 14:28
A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou.

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de varias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVAVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha politica do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do centrão.

Entretanto o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num pais com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para niveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nivel da subsistência.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar, (desde que não congelem o dele, claro).

Quanto a FERNANDO GOMES, mais um comissário político do PS, recebeu em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o " comissário PS " for para a reforma. Claro que isto não vai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-politicos que perante a crise " assobia para o ar ", sempre com os bolsos cheios com os milhões de euros que vão recebendo anualmente.

Estes senhores não têm vergonha ?
Reenvia aos teus contactos, divulguemos mais esta afronta...


De trabalhadores vs gestores e 'gurus' a 31 de Março de 2010 às 14:08
Não divulgar, é cumplicidade!

O que é pior é, que mesmo os que criticam estas e outra situações inaceitáveis como estas, quando a elas acedem, já acham que está tudo bem…

É preciso que se saiba
"... que os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro,
mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" que chamam a nossa atenção, "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".


De 'duques'... deste Reino de P... a 30 de Março de 2010 às 18:08
PODE NÃO PARECER, MAS ESTES SÃO VALORES MENSAIS !! !!....

... Ora cá vão uns uns salariozitos de remediados:

-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 euros,
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola !! )
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros
-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim! E pedem contenção!!
Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, Mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
TUDO NOSSO DINHEIRO QUE ALIMENTA ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde há aumentos PARA SEMPRE Amigos


De ... é fartar v.... a 30 de Março de 2010 às 18:16
Alojamento: Quatro ministros e nove secretários de Estado pedem apoio
Governantes com subsídio para casa
Quatro ministros e nove secretários de Estado vão receber por mês 1400 euros de subsídio de alojamento para viver em Lisboa. A ajuda de custo foi concedida pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, segundo dois despachos publicados ontem em Diário da República.


Desde que residam a mais de 100 km da capital, os governantes têm direito, por lei, a um subsídio de alojamento que corresponde a 47 euros por dia. Ou seja, 1400 euros por mês. Em Lisboa, o arrendamento de um apartamento T2 ou T3 varia, em média, entre os 750 e os 900 euros.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, que declara residência permanente no Funchal, solicitou pela segunda vez o subsídio de alojamento. No anterior Governo, Luís Amado recebeu cerca de 16 mil euros por ano.
Com residência em Bruxelas, a ministra do Trabalho, Helena André, também irá receber ajudas de custo. Assim como os ministros da Agricultura, António Serrano (residente em Évora), e da Justiça, Alberto Martins (residente no Porto).
Nove secretários de Estado, entre os quais Laurentino Dias e Carlos Zorrinho, irão auferir também ajudas de custo. Por ano, cada um dos governantes vai receber cerca de 17 mil euros de subsídio de alojamento.
O presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, e o seu chefe de gabinete, Fernando Santos Pereira, também têm direito a 1400 euros/mês e 940 euros/mês, respectivamente.

SAIBA MAIS
O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO
A lei determina que aos membros do Governo que não tenham residência permanente em Lisboa ou numa área circundante de 100 km pode ser concedida habitação por conta do Estado ou atribuído subsídio de alojamento.
4821€
Os ministros têm um vencimento-base de 4821 euros, ao qual acresce um abono mensal de mais de 1900 euros para despesas de representação.
4450€
O vencimento dos secretários de Estado é de 4450 euros mas têm ainda direito a um abono mensal de mais de 1500 euros para despesas de representação.

TEIXEIRA DOS SANTOS TAMBÉM TEM DIREITO
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que concedeu o subsídio de alojamento aos colegas de Governo, também tem direito a ajudas de custo para viver em Lisboa. Apesar de morar há mais de dez anos na capital, o governante tem residência permanente em Paranhos, junto à Faculdade de Economia do Porto, onde deu aulas antes de integrar o anterior Executivo de José Sócrates.
Em 2005, Teixeira dos Santos solicitou o subsídio, tendo recebido mais de 1300 euros/mês, mas neste ano poderá voltar a pedir. O despacho de autorização terá de ser assinado por Sócrates.

BENEFICIÁRIOS
MINISTROS
Luís Amado, Negócios Estrangeiros
Alberto Martins, Justiça
António Serrano, Agricultura
Helena André, Trabalho
SECRETÁRIOS DE ESTADO
Laurentino Dias, Desporto
Maria Manuel Leitão Marques, Modernização Administrativa
José Junqueiro, Administração Local
Fernando Serrasqueiro, Comércio
Bernardo Trindade, Turismo
Carlos Zorrinho, Energia
Manuel Pizarro, Adjunto e da Saúde
Óscar Gaspar, Saúde
Alexandre Ventura, Educação
CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL
José Silva Peneda, Presidente
Fernando Santos Pereira, Chefe de gabinete

--
visite estes blogs: cyberteca
e jornal despertar


De Izanagi a 30 de Março de 2010 às 20:50
Vejam a diferença entre os políticos na Suécia em
http://www.youtube.com/watch?v=ZxruR3Q-c7E
e aquilo que aqui está escrito.



De bombeiro a 30 de Março de 2010 às 17:39

é mesmo isso
vamos ver se continuam a gozar os 'zés papalvos' quando a 'mustarda' e os 'coktails' chegarem à Assembleia da República, aos tribunais, ... aos condomínios fechados e ...


De anti-nepotismo e sacanice a 30 de Março de 2010 às 17:28
A maioria destes são 'barões' de m...treta, cujo grande 'mérito' é serem familiares, amantes, sócios e afins de dinossauros políticos e ex-governantes, que sacanearem o Povo Português com demagogias leis e despachos e se bandearam para o serviço dos grandes empresários e capitalistas apátridas e estrangeiros.


De ex-militante a 30 de Março de 2010 às 17:16
por estas razões (e porque não consigo tachos nem esquemas de fuga a impostos, se tivesse dinheiro mais do que suficiente),
aconselho todos a lutarem com as armas que têm:
nas eleições (em partidos ou movimentos, fora do centrão de interesses);
nos partidos (e que inscrevam e militem com cabeça);
nos sindicatos (idem);
nas manifs;
nas associações cívicas e comunitárias;
nos blogs;
... ou a porem os pés ao caminho da estrangeiro (UE, Canadá, Nova Zelandia, ...)


De marcadores a 30 de Março de 2010 às 13:58
Será legítimo, em plena crise, aumentar consideravelmente as despesas com os gabinetes dos membros do Governo?
E aumentar as despesas da Presidência da República em 4%?
E se for legítimo, é moral?
Numa altura em que se pede sacrifícios aos portugueses, não será também legítimo perguntar quais portugueses? Será que os membros do Governo e a Presidência da República são chineses?
Quem é que tão maus exemplos vindos de 'cima', de quem pede, está à espera de compreensão e de bons resultados?


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 30 de Março de 2010 às 12:17
Faço meu o comentário anterior, nomeadamente n' "Os papalvos que pagam impostos, onde me incluo, por inépcia minha seguramente, e que suportam tudo isto."


De Izanagi a 30 de Março de 2010 às 11:12
Uns, PT, obtêm lucros da situação de privilégio de quase monopólio, e claro, dos elevados preços que praticam fruto dessa “beness”, generosamente(?) concedida pelos sucessivos governos. Os outros, (BCP e quejandos) obtiveram lucros(?) virtuais, fruto de supostas ilegalidades e das tão em voga engenharias financeiras (que mais não são do que mentiras encapotadas; que enganam ou accionistas ou eleitores) e que agora, todos os papalvos que pagam impostos, onde me incluo, por inépcia minha seguramente, suportam tudo isto.


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