A Oposição Anti-Portugal

 

 

Este grupo de vesgos e ignorantes oposicionistas assinaram um manifesto anti-eólicas:

 

Mira Amaral, Alexandre Relvas, António Borges, Augusto Barroso, Demétrio Alves, Fernando Santo, Francisco Van Zeller, Henrique Neto, João Duque, João Salgueiro, Luís Campos e Cunha, Valente de Oliveira, Avelino de Jesus, Miguel Cadilhe, Miguel Horta e Costa, Pedro Ferraz da Costa e Pedro Sampaio Nunes.

 

Estão contra a política de fomento da produção de energia eléctrica com base no vento.

Dizem as bestas que as eólicas são caras.

São capazes de ser, mas o seu êxito mundial torna este tipo de produção energética relativamente mais caro porque está a tornar mais baratos os dois grandes combustíveis poluentes utilizados na produção de energia eléctrica, o carvão e o resíduo pesado da refinação do petróleo que não serve para outra coisa a não ser para ser queimado em centrais térmicas e fábricas de cimento.

 

Todos os países europeus têm instalado torres eólicas e outros como a Austrália, China e muito outros já instalaram centenas de milhares de torres.

Estas tornam um país menos poluente e mais independente da importação de combustíveis fósseis. No caso português acresce-se a instalação de novas indústrias que fabricam e exportam muito do material utilizado no fabrico das torres. Saliento em particular a Efacec, a Martinfer, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo que produzem as pás e outras fábricas estrangeiras que produzem também pás, geradores, etc.

O principal problema português é o do excesso de IMPORTAÇÕES, pelo que tudo o que reduza as importações e permita a exportação é bem vindo, mesmo que não seja o mais barato do Mundo. A Martinfer está a construir no Reino Unido o maior parque eólico da Europa em que a maior parte das torres estão assentes no mar. Não considerar isto é mesmo ser-se anti-português.

 

Portugal nunca pode seguir a política de importar tudo, apenas porque num mundo com 700 vezes mais habitantes que Portugal há sempre alguém capaz de produzir melhor e mais barato.

 

Para além disso, os subscritores anti-patrióticos do manifesto anti-eólicas não sabem que a electricidade dos parques eólicos pode ser consumida perto do local de produção, caso das muitas eólicas instaladas perto de Lisboa, junto à A8.

 

Por essa razão, a Austrália instalou milhares de torres eólicas ao longo das suas costas pouco e muito habitadas para evitar o custo do transporte da electricidade.

 

Houve quem tivesse dito que as eólicas em Portugal não ajudam a descer o preço dos combustíveis fósseis. Claro, não podia ser de outra maneira num pequeno país de 10 milhões de habitantes, mas as eólicas estão a ser instaladas em todo, mas todo, o Mundo e estão a impedir a poluição em CO2, além de tornarem os combustíveis mais baratos.

 

Para além das eólicas, Portugal está a entrar bem na electricidade fotovoltaica e, em breve, entrará na energia solar concentrada para alimentar centrais térmicas a vapor. A Espanha está a fazê-lo com grandes custos, mas sabe que os espelhos podem tornar-se muito mais baratos na medida em que forem fabricados em grandes quantidades e aperfeiçoada a técnica em causa.

 

O automóvel eléctrico associado aos autocarros eléctricos, comboios eléctricos e metro poderão com as eólicas, as barragens, as centrais fotovoltaicas e solares tornar o Portugal e muitos países do Mundo quase independentes da importação dos combustíveis fósseis. Conforme se avance neste aspecto, o resultado será, a nível mundial, a redução do preço do carvão e do petróleo bruto, pelo que haverá sempre um estúpido a dizer que as energias nacionais são mais caras, apesar de não entrarem em conta com a amortização dos capitais investidos e na redução dos preços dos equipamentos conforme evolua a técnica.

 

Portugal necessita de produzir o mais possível de todo o tipo de bens. A energia é vital e as importações energéticas representam a quase totalidade do défice externo.

 

Não posso deixar pois de verberar como anti-patriotas e vesgos aqueles que assinaram o manifesto anti-energias renováveis.

 

É tempo de acabar com o oposicionismo anti-patriótico. A economia portuguesa só cresce com trabalho e a construção de barragens e torres eólicas representam trabalho português para eliminar importações e, como tal, reduzir o endividamento externo.

 

Portugal tem de aprender a fazer tudo e exportar e não apenas aquilo que algumas bestas acham que é bom e que até agora nem disseram o que seria.

 

A electricidade não é cara nem particularmente barata, mas os dispositivos economizadores de electricidade existem em cada vez maior quantidade, tanto para uso doméstico como industrial. Só economistas estúpidos é que desconhecem isso. Até num prédio relativamente modesto como aquele que habito instalámos um dispositivo automático para poupar electricidade em que a luz se acende apenas nos patamares que estão a ser utilizados e instalámos outro para chamar o elevador que estiver mais perto.

 

Nas fábricas há uma multidão de dispositivos para reduzir o consumo das mais diversas máquinas e nos hotéis, restaurantes, etc. há cada vez dispositivos que nem deixam uma pessoa acabar a mija e desligam a luz.

 

Em minha casa, uso apenas lâmpadas económicas e no prédio também. Não é verdade que a economia necessite de electricidade mais barata para crescer; antes pelo contrário, necessitamos de reduzir e racionalizar o consumo, o que está a ser feito um pouco por toda a parte no País e no estrangeiro.



Publicado por DD às 00:29 de 31.03.10 | link do post | comentar |

7 comentários:
De DD a 31 de Março de 2010 às 20:23
A Finlândia está a construir uma central nuclear de última geração e tem tido problemas gravíssimos. O atraso é enorme, aquilo parece que não funciona e a Siemens está em tribunal com empresas construtoras finlandeses, todos atiram culpas uns aos outros, etc.

Parece que a Siemenes não construiu durante anos novas centrais e não tem experiências nos novos super-reactores que permitiriam produzir menos resíduos radioactivos. Na Finlândia aquilo é um desastre e há quem fale em subornos e coisas no género As empresas de construção civil finlandesas utilizaram técnicas vulgares na construção que se revelaram totalmente ineficazes para uma central nuclear...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 5 de Abril de 2010 às 10:34
Na Finlândia subornos?
Não acredito!
Então andam sempre a atirar-nos à cara o exemplo finlandês e afinal...


De lóbis interesseiros privadíssimos... a 31 de Março de 2010 às 10:36
Que manifesto é esse? pormenores... ?

Será que estes senhores estão a ser subornados / pagos pelos carteis das petrolíferas ou da nuclear ?

entre um ou outro mais inocente-idealista-ecologista (?!) a maioria destes 'lóbistas' deve estar a defender os seus 'tachos' presentes ou promessas para futuro... - é que não há almoços grátis ! (- como outros nos lembram.)


De lóbi dos Vampiros oligarcas a 31 de Março de 2010 às 10:59
Grandes títulos, hoje, no site do i:

"Ex-ministros atacam aposta de Sócrates nas energias renováveis"

"Apoiantes do manifesto querem discutir NUCLEAR e vão pedir audiências ao governo e Presidente da República"

Não sei se são mabecos se são abutres, mas é preciso uma grande falta de vergonha para que, sabendo-se o que se sabe hoje sobre a natureza dos riscos do nuclear, quem viva num país suficientemente civilizado para não partilhar a responsabilidade por esse crime contra as gerações presentes e futuras, aposte na imitação do tique de barbárie partilhado por outros.

Falta de vergonha ou sofreguidão de lucros ?

Postado por RN às 10:07 0 comentários
Marcadores: centrais nucleares, energia


De anónimo a 31 de Março de 2010 às 11:44
« NÃO ao NUCLEAR »
Queremos Ferrel, o Guadiana e todo o Portugal Livre do Nuclear e de Vampiros-chulos !!


De DD a 31 de Março de 2010 às 00:55
Acrescento ainda que o fuel oil, mazoute ou petróleo pesado´resultante da refinação das gasolinas, gasóleos e óleo lubrificantes pode acabar por ser quase gratuito com o desenvolvimento das energias renováveis pois se o consumo descer muito, as refinarias terão de o deitar fora ou dar.
Mas, saliente-se que em Portugal como noutros países, as centrais térmicas serão sempre necessárias por haver momentos sem vento e anos muito secos. Assim, a electricidade obtida pelo vento e pela água conduz a uma redução da electricidade térmica, o que não deixa de ser bom. Mas, atenção, o automóvel eléctrico pode transtornar as contas por reduzir a totalidade das importações de petróleo bruto.


De isolda a 31 de Março de 2010 às 09:16
Desnecessários os palavrões que pululam neste artigo. Tira imediatamente a vontade de o dar a conhecer a outras pessoas.

"Dégoutante", simplesmente.

isolda


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