Sócrates Inaugura Fábrica com 650 Trabalhadores

O primeiro ministro, José Sócrates, inaugurou hoje em Tábua a nova unidade de fabricação de sofás da empresa Aquinos que passou a ser a maior da Península Ibérica.

"É disto que o pais precisa: investimento, emprego e exportações, assim se constrói um pais melhor", afirmou Sócrates durante o seu discurso.

O primeiro ministro disse ainda que "nunca o pais precisou tanto dos seus empresários como agora" e salientou a "atitude de confiança" tomada pelo empresário Carlos Aquino "num momento em que toda a Europa vive uma crise económica".

Sócrates referiu a sua felicidade por ter estado no lançamento da primeira pedra desta nova fábrica, e também na sua inauguração, aproveitando para citar Miguel Torga: "A aventura não é chegar, é partir", disse o primeiro ministro.

O ministro da Economia, Vieira da Silva, também presente na cerimónia, disse que este é "um investimento inteligente e sustentável" e destacou a "qualidade e competitividade" dos produtos aqui fabricados.

"Esta é já uma empresa referência no sector", disse Vieira da Silva, "é uma daquelas empresas que começa a investir, mesmo sem ter garantidos os apoios do estado", afirmou, como prova da "grande confiança no futuro", daquele empresário.

A fábrica Aquinos tem atualmente 650 colaboradores e uma área coberta de mais de 60 mil metros quadrados, uma capacidade produtiva superior a um milhão de lugares por ano e exporta mais de 60 por cento da sua produção para 14 países.

A inauguração desta nova fábrica criou já 200 postos de trabalho e vai criar mais 200 até ao final deste ano, disse à Lusa Carlos Aquino.

O Grupo Aquinos tem em preparação outros investimentos, designadamente uma fábrica de colchões que "será a mais moderna da Europa", segundo afirmou o empresário.

No final da cerimónia, a Lusa questionou o primeiro ministro sobre a notícia de hoje do jornal Expresso, que afirma que este foi ilibado no caso Feeport. Sócrates escusou-se a responder, afirmando que não comenta notícias de jornais.

Nota: A ideia de que para desenvolver o País é preciso inventar algo de extraordinário com base em ciências e altas tecnologias é correcto, mas não muito viável. O imprescindível é atacar em todas as frentes e saber que temos um mercado de 501 milhões de habitantes (UE) além de Angola, EUA, etc. Exportar móveis, papel de impressão e todo o tipo de artigos é a nossa única saída para a grave crise de balança comercial e de pagamentos. É certo que as exportações estão a subir e em Janeiro/Fevereio atingimos uma taxa de cobertura de 65%, o que é mais que nos últimos três anos, mas muito insuficiente. Também devemos reduzir gastos em produtos importados de alto preço. Para quê comprar um carro novo quando o "velho" ainda serve bem.

Há dias comprei umas pizas congeladas num super e ao chegar a casa verifiquei com espanto que foram fabricadas na Alemanha por trabalhadores que ganham duas a três vezes mais que os portugueses numa fábrica do mesmo produto. Portugal é que estaria em vantagem na exportação desse e de muitos outros produtos.

Ao verificar nas estatísticas da DGEP o custo gigantesco da importação de petróleo não posso deixar de aplaudir o elevado preço das gasolinas e gasóleo porque simplesmente não podemos viver com uma taxa de cobertura de 65%. Goste-se ou não, aceite-se ou não a crítica da Manuela F.Leite no Expresso de hoje, não é possível continuar a gastar tanto em importações. O governo tem apoiado as empresas que exportam, mas ainda ñão são suficientes e estamos apertados pelo "garrote" do défice excessivo. Mais de 75% dos portugueses trabalham em serviços, muitos dos quais indispensáveis, mas não produzem nada, pelo que o consumo não pode deixar de se adaptar ao que os restantes 30% produzem. Esses é que trabalham para todos os portugueses, ou seja, 2,5 milhões de portugueses produzem na agricultura e na indústria para o consumo de 10,6 milhões de habitantes.



Publicado por DD às 18:03 de 17.04.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Futuro a 19 de Abril de 2010 às 20:23
Vou registar que vai criar mais 200 postos de trabalho até final do ano em curso.
Ms registo mais: não recebe apoios estatais.
Daqui a um ano vou confirmar.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 18 de Abril de 2010 às 11:24
Pena é que estes nossos governantes só apareçam nas inaugurações.
Nos fechos de fábricas, por exemplo, não se lembram de aparecer. É o apareces.
Ao contrário do Zé Povinho que tanto vai a casamentos como funerais, os nossos governantes só gostam mesmo é festança.
Pena que assim seja pois só demonstra a sua pequenez.
Lembram-se do Cavaco, quando primeiro ministro, ter ido botar discurso a uma Herdade no Alentejo (dum estranja), que era um exemplo para todos nós, etc., etc... e que passados poucos anos nem herdade, nem estranja, nem fundos comunitários? Apareceu o cavaquinho a dizer alguma coisa? É o apareceste.
E este Cavaquinho do PS é a mesma coisa. Está sempre disponível para a festa, para a responsabilização dos insucessos do país, nem se vê ou então não sabia de nada, ninguém lhe conta...
Coitadinho dele, pobres de nós!


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