Cautelas e caldos de galinha...

O Passivo no Municipo de Lisboa

Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, segundo a experiência popular. Mas até esta já anda pelas ruas da amargura como o déficit das autarquias, do Estado e das famílias, a rebentar pelas costuras. Temos gerido mal os nossos recursos, somos pessimos gestores dos nossos patrimonios. A melhor forma de corrigir erros a primeira atitude é assumir que os cometemos.

No caso da Câmara Municipal de Lisboa o déficit já vai nos “módicos” 1952 milhões de euros, e não 1550 milhões, conforme terá  afirmado a vereadora responsável pelo pelouro das Finanças, a quando da apresentação da proposta de Orçamento para 2010, no passado dia 17 de Fevereiro.

O passivo global, segundo António Costa, presidente da maior autarquia do país, teve de ser aumentado em 400 milhões de euros no respeito pela “imposição” das normas contabilisticas e que o Revisor Oficial de Contas obrigou  a provisionar para acautelar os processos judiciais em que o município é demandado.

Conforme se pode ler no relatório "Enquanto, até 2008, apenas 20 por cento do valor dos processos era provisionado, em 2009 essa percentagem passou a ser de cerca de 44,3 por cento", o que justificará aquele aumento do passivo camarário.

Sendo assim, do mal o menos. O mal foi feito urge que se corrija.



Publicado por Zé Pessoa às 23:03 de 17.04.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De contrato Porto de Lisboa: anular ! a 21 de Abril de 2010 às 15:26
Contrato Liscont - Porto de Lisboa

Ministério Público solicita "anulação e nulidade" do contrato celebrado entre o Porto de Lisboa e a Liscont que previa a concessão da exploração do terminal de contentores de Alcântara, por ajuste directo, até 2042.

A concessão sem concurso público, ou seja por ajuste directo, tinha dado muita celeuma, tendo a oposição e alguns movimentos de cidadania mostrado a sua discordância quer pela forma como foi adjudicada, quer em alguns casos pela localização, pois há quem defenda que os contentores devem passar para a zona de Santa Apolónia e ali apenas ficar o terminal de passageiros.

Sendo esta a decisão do Ministério Público é de se questionar a que título continuam as obras para os contentores, como se nada tivesse acontecido. Sabe-se que a posição do Ministério Público não faz lei, mas não seria mais prudente parar?

# posted by Joao Abel de Freitas @ 12:08, Puxa Palavra, 21.4.2010


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