Poder económico, rendimentos, bónus e desigualdades

Escândalo dos salários e bónus dos gestores, ou o predomínio do poder económico sobre o poder político democrático?

 

Parece que as Assembleias de Accionistas da EDP e do PT votaram maioritariamente a favor de que não se mexa um milímetro que seja nos chorudos e escandalosos salários e bónus dos seus gestores, os Mexias, os Bavas, os Granadeiros, etc., etc.

Os salários e bónus destes senhores são escandalosos porque:

 

Primeiro, contrastam com a generalidade dos salários dos trabalhadores, os quais, além do mais, estarão congelados por vários anos (lembram-se do PEC?);

 

Segundo, porque numa altura em que numerosos trabalhadores perdem o emprego, estes senhores só pensam em remunerar a sua excepcional competência (gerar lucros em áreas protegidas da concorrência internacional e que são monopólios naturais: grande excelência, sem dúvida…);

[e não venham com essa de que ''cumpriram os objectivos, merecem os prémios contratuais'', ...porque foram eles próprios que os definiram, em conluio com os grandes accionistas - os bancos, que passam a ganhar por dois lados: pela distribuição de lucros/dividendos (em vez de investir mais na empresa e amortizar empréstimos); e pelos sucessivos empréstimos feitos pelos seus bancos, - para 'expansão no exterior' e fora do ''core business'' e, claro, para pagar altíssimos bónus e rendimentos aos seus excelentíssimos 'boys'...].

 

Terceiro, porque muitos trabalhadores ganham tão mal, tão mal, tão mal que têm que receber ajuda da Rendimento Social de Inserção (RSI): cerca de 1/3 destes beneficiários (do RSI) trabalham;

 

Quarto, porque estes gestores ganham num mês mais, muito mais, do que o Presidente da República ganha por ano; imaginam a distância face aos salários médio e mínimo dos portugueses?

 

Quinto, porque este país pobre e muito desigual (entre os 3 campeões da desigualdade na Europa) é dos que paga salários e bónus mais altos aos seus gestores (das empresas públicas e privadas).

 

Há por aí alguns que, porém, louvam estas coisas como um exemplo da separação do mundo da economia face ao mundo dos negócios – vide o editorial do Público de hoje… ou as declarações de António Lobo Xavier, Pacheco Pereira e António Costa num dos útimos programas da SICN “Quadratura do Círculo”... Etc., Etc.

 

Pelo contrário, eu creio que isto evidencia um forte sintoma de que algo vai mal, muito mal mesmo, nas nossas democracias, sobretudo na portuguesa (a propósito, e na mesma linha, veja-se "Ill Fares the Land", de Tony Judt, em The New York Review of Books).

 

Porquê? Não só porque isto ultrapassa os limites da decência numa sociedade democrática (vide as cinco razões apontadas atrás) mas também porque isto evidencia uma lamentável subjugação do poder político democrático ao poder económico. Porquê?

Primeiro, porque o governo parece que queria opor-se a isto através dos representantes do Estado nas Assembleias de Accionistas supra-citadas, mas não conseguiu!?!?

Não se percebe é porque é que não usou a sua ‘golden share’ nessas empresas…

Se não o podia fazer, e devia poder, na minha perspectiva, então porque é que não legisla para taxar esses bónus astronómicos em cerca de 70% ou 80%?

E porque não faz algo semelhante para os salários da super-elite económica portuguesa (não é a classe média, de todo!) que, num dos mais pobres e desiguais países da Europa, ganha mais do que grande parte da elite correspondente na Europa e no EUA? Segundo, porque nestas condições, muitos (no jornalismo, na política, etc.) acham isto aceitável em nome da sacrossanta liberdade económica...

 

Da esquerda à direita, dos empresários aos jornalistas, passando pela Igreja, todos se escandalizam muito quando há notícias sobre o nível desigualdades em Portugal (somos um dos países mais pobres da UE 27 e estamos entre o top 3 das desigualdades sociais), mas quanto se trata de aprovar medidas para corrigir esse problema, aí vem logo a sacrossanta separação da esfera económica face à esfera política…

Na verdade, o que tudo isto representa é uma clara subordinação do poder político democrático ao poder económico (não eleito, não representativo) que está corroer a nossa democracia, bem como as democracias do Ocidente.

 

Precisam-se medidas para restaurar a decência e o predomínio da democracia sobre a economia!

- por André Freire 17.4.10 Ladrões de Bicicletas



Publicado por Xa2 às 13:07 de 19.04.10 | link do post | comentar |

20 comentários:
De Eles comem tudo ... a 23 de Abril de 2010 às 14:56
Eles Comem Tudo... e não Deixam Nada

Portugal vive uma situação social, económica e política lamentável.
A crise económica mundial agravou as nossas dificuldades financeiras, obrigando o Governo a apresentar o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento).
É um documento com muitas propostas para apertar o cinto mas sem ideias para aumentar o produto nacional.
O governo anunciou o congelamento de salários, a redução do rendimento dos reformados, a alteração das regras de aposentação, os cortes no número de trabalhadores no estado, etc.
Nem uma palavra disse sobre o escândalo dos ordenados milionários dos gestores por si nomeados para empresas de capital público ou misto ou para aquelas onde detém uma posição de “golden share”, onde o Estado tem poder efectivo.
Silêncio mais chocante porque o Governo vai congelar os benefícios sociais, a começar pelo abono de família, sendo certo que temos de incentivar a natalidade e apoiar as famílias.
Para poupar, o Governo vai impor restrições ao rendimento mínimo para as pessoas mais carenciadas e vai reduzir os direitos dos desempregados, como se fossem eles os culpados da falta de empregos e da redução de postos de trabalho.
O comportamento do Governo, ao permitir estes salários “pornográficos”, incentiva as greves.
Os trabalhadores sabem que vivemos uma crise.
Se o Governo desse bons exemplos os sindicatos seriam os primeiros a aceitar alguns cortes.
Como, ao mais alto nível, os administradores se comportam como oportunistas gananciosos, não se pode pedir aos sindicatos para cancelarem as reivindicações.
Infelizmente nem todas as profissões tem a mesma capacidade reivindicativa.
Os professores conseguiram vergar o Governo. Os enfermeiros estão em luta por benefícios que parecem excessivos neste período de dificuldades. Os pilotos da TAP, que ganham salários muito a cima de cinco mil euros mês, abusam do seu poder.
Se o Governo desse o exemplo impondo cortes aos beneficiários dos salários milionários então seria legitimo exigir a todos os sindicatos (professores, enfermeiros, pilotos, ferroviários, etc.) que não abusassem da sua posição de força.
Não é possível tolerar que, num país com dificuldades, os administradores da Portugal Telecom (PT) tenham recebido em 2009 11,4 milhões de euros em salários e prémios.
Só três deles, Granadeiro, Bava e o “miúdo” Rui Pedro Soares, obrigado a demitir-se no seguimento do escândalo Face Oculta, receberam 5,6 milhões de euros.
É bom recordar coisas simples. Um milhão de euros são mil ordenados de mil euros, mais de dois mil e cem salários mínimos.
Em Portugal vivem mais de trezentos mil idosos reformados, com pensões inferiores a 300€.
Um milhão de euros equivale a três mil, trezentos e trinta e três destas reformas.
Eles comem tudo... e não deixam nada!
Muitos de nós nos lembramos deste verso de uma balada interpretada pelo Zeca Afonso contra as elites da ditadura.
Nunca a canção esteve tão actual!
Urge pôr cobro a esta “pornografia” salarial do Governo!
(Publicado no Diário de Coimbra em 06.04.2010)


De Deputados demer... e injustiça Lusa a 23 de Abril de 2010 às 14:27
A qualidade do PS
[Publicado por AG, Causa Nossa, 23.4.2010]

Indignação incontível foi o que senti ao ouvir a réplica do deputado Ricardo Rodrigues na AR ontem, ao ser-lhe notada a ausência de envolvimento de João Cravinho na elaboração das propostas de leis contra a corrupção que o PS fez votar.

Ricardo Rodrigues lamentou não poder contar com quem preferia o remanso de "exílios dourados".
Mas não foi Ricardo Rodrigues um dos deputados do PS que mais empurrou João Cravinho para o exílio, ao inviabilizar todas as propostas que o mesmo João Cravinho apresentou com vista a um combate eficaz contra a corrupção?

Mas como é que o deputado Ricardo Rodrigues se permite tentar achincalhar publicamente, no plenário da Assembleia da República, e para gáudio das bancadas da oposição, um homem da dimensão ética e política de João Cravinho, com créditos firmados na história do PS e da democracia em Portugal?

Muito gostaria de ver o Secretário-Geral do PS distanciar-se deste desaforo.
Se o não fizer, então a qualidade da democracia em Portugal está mesmo muito pior do que pensa, com razão, o Presidente Jorge Sampaio.
É que a qualidade da democracia neste país se mede muito pela qualidade do PS.


Relação encoraja corrupção
[Publicado por AG]

O acórdão judicial hoje conhecido, absolvendo o empresário Domingos Névoa de tentativa de corromper o autarca José Sá Fernandes, assenta numa especiosa interpretação da letra e do espírito da lei que não poderá deixar de ser entendida como encorajamento à corrupção.

Atento o caldo político-cultural que sustenta tão perversa doutrina, pensei estar ainda no Sudão. Mas não! Era, em seu venerando resplendor, a (in)justiça do Tribunal da Relação de Lisboa.

Resta-me declarar que resistirei ao impulso de emigrar.


De Tributação de Mais-Valias... a 23 de Abril de 2010 às 09:43
Todas?

"Todas as mais-valias geradas em 2010 vão ser tributadas já este ano", in Público

O Governo anunciou hoje a tributação de "todas as mais-valias" já em 2010. Mas serão mesmo todas? A isenção das mais-valias está regulamentada em dois diplomas: o Código do IRS, que incide sobre as mais-valias de acções detidas directamente por pessoas singulares e o Estatuto dos Benefícios Fiscais, que incide sobre os Fundos de Investimento Mobiliário, as SGPS e a isenção sobre não-residentes. Neste momento, estão já apresentados três projectos sobre esta matéria: dois do Bloco (um sobre IRS, outro sobre EBF) e outro do PCP (que altera ambos os diplomas).

O Governo ainda não apresentou o seu projecto mas já entrou em contradição ao dizer que serão tributadas "todas as mais-valias" mas que ficarão de fora os não-residentes e as mais-valias abaixo dos 500€. Esperemos que as contradições e incoerências se fiquem por aqui, já que no debate recentemente realizado, a propósito de um dos projectos do Bloco, o PS se comprometeu com a tributação de todas as mais-valias já em 2010.

A verdade é que não tem sentido introduzir um regime desigual entre residentes e não-residentes. O argumento clássico é o da dupla tributação internacional mas o país já tem várias convenções que permitem eliminar esse problema quando ele se verifica. Quanto ao argumento da fuga de capitais, esse valeria para qualquer um e carece de qualquer tipo de fundamento, de acordo com a experiência de outros países. Isso mesmo foi dito, aliás, por um dos autores do relatório sobre política fiscal encomendado pelo próprio Governo.

O debate na especialidade iniciar-se-á em breve com base em todos os projectos já apresentados. A Direita, depois de perceber que a tributação irá mesmo para a frente, lá resolveu anunciar que também apresentará propostas. Veremos se se vai conseguir que esta reforma, de enorme importância para a justiça fiscal, se fará com a coragem que é necessária.
- Publicada por José Guilherme Gusmão em 22.4.10, Ladrões de Bicicletas


De OPS a 22 de Abril de 2010 às 10:34
Vera Jardim e Manuel Alegre
contra prémios de gestores

Depois de ter aprovado na generalidade projectos de lei que impunham transparência e maior taxação sobre as remunerações dos gestores, o PS mudou de ideias e chumbou em Maio passado estes projectos, com a oposição dos deputados Vera Jardim, Manuel Alegre, Eugénia Alho e Júlia Caré. Os diplomas previam a divulgação dos rendimentos pagos a administradores de empresas cotadas, a proibição de uso de subsídios públicos para prémios a administradores ou dividendos a accionistas, e ainda a taxação, em 75 por cento, de indemnizações a gestores quando saem das empresas, os chamados pára-quedas dourados.

Em declarações ao jornal Público, Vera Jardim explicou a sua divergência de voto: “Acho que deve haver uma taxação específica sobre esses prémios, e não os mesmos 42 por cento que paga qualquer normal cidadão”. Em relação ao outro diploma, sobre informação pública das remunerações dos administradores de empresas cotadas, Vera Jardim absteve-se. Quem votou sempre a favor foi Manuel Alegre: “Quem mudou de sentido de voto foi o PS, o que é muito mau para a sua imagem e para a sua coerência”, explicou.

Fonte: Público.pt, 23/05/2009
via OPS corrente de opinião socialista


De «Reformas: min. 500, máximo 5.000» a 22 de Abril de 2010 às 10:16
«Reformas: min. 500, máximo 5.000»

Caldas da Rainha, Leiria, 22 abr (Lusa) - O candidato à presidência da República, Fernando Nobre, insurgiu-se hoje contra a existência de figuras públicas a acumular várias reformas e o ordenado e defendeu reformas mínimas de 500 euros e máximas de cinco mil euros.

Fernando Nobre critica acumulação de reformas e defende reforma mínima de 500 euros

"Não podemos estar num país onde há pessoas públicas, a receberem uma, duas três reformas vitalícias, e a terem o seu ordenado, ainda por cima, e depois há pessoas com reformas baixinhas quê se têm necessidade de trabalhar, vêm reduzida a reforma" afirmou Fernando Nobre recusando "citar nomes".

"Defendo que devia haver uma reforma mínima de 500 euros e uma reforma máxima de cinco mil euros" acrescentou Fernando Nobre, nas Caldas da Rainha, onde participou numa conferência intitulada "Cidadania - todos somos responsáveis".


De Marteladas... a 21 de Abril de 2010 às 12:21
O caricato é que parece que o homem martelou as contas. O Revisor Oficial de Contas ter-se-á demitido

Será que alguém deu por isso?


De Gastos com gestores sobem ... a 21 de Abril de 2010 às 11:09
Gastos com gestores da CP sobem mais de 50%

Os gastos com o pagamento de ordenados dos orgãos sociais da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, detida pela CP, subiram 54% no ano passado. A denúncia parte da comissão de trabalhadores da empresa.
Com base no Relatório e Contas, em 2007 a empresa gastou 242 mil euros em remunerações, valor a que se somaram mais 130 mil euros no ano passado.
Armando Almeida, coordenador da comissão de trabalhadores, mostra-se surpreendido. E afirma que, com o aumento dos ordenados dos gestores, o buraco financeiro da EMEF duplicou dos 2,6 para os 5, 9 milhões de euros em 2008.
Para além do parecer negativo ao balanço social da EMEF, a comissão de trabalhadores vai ainda pedir a intervenção do Governo.
Rádio Clube Português

Publicado por: Xa2 às 00:01 de 30.04.09 em http://PSLumiar.blogs.sapo.pt


De ... a 21 de Abril de 2010 às 11:14
---De Izanagi a 30 de Abril de 2009 às 00:46
Portugal, que futuro?


---De Militante a 30 de Abril de 2009 às 12:19
Há qualquer coisa estranha no Relatório e Contas de 2008 da CP na medida em que na página 3 do referido documento constam como Órgãos Sociais o seguinte:

Mesa da Assembleia Geral
Presidente Instituto de Turismo de Portugal – ITP, representado por Nuno Moreira de Almeida Queiroz de Barros
Vice-Presidente NERCAB – Associação Empresarial da Região de Castelo Branco, A.E., representada por João Fernandes Antunes
Secretário Santander Totta, representado por José António Silva Barata

Conselho de Administração
Presidente José Fernando Ramos de Figueiredo
Vogais Luís Filipe Soares dos Santos
João Artur Ferreira da Costa Rosa
Renato Fernando Ribeiro da Silva
Anabela Pereira Dolores Frazão
Isabel Maria Lopes Vieira Neto
Vitor Manuel de Oliveira Ferreira
Carlos Gustavo Vieira Farrajota Cavaco
Rui Pedro Lopes Brogueira
Pedro Nuno de Matos Guimarães Neto
Octávio José da Conceição Cordeiro

Comissão Executiva
Presidente José Fernando Ramos de Figueiredo
Membros Renato Fernando Ribeiro da Silva
João Artur Ferreira da Costa Rosa
Anabela Pereira Dolores Frazão
Rui Pedro Lopes Brogueira

Fiscal Único
Efectivo Santos Carvalho & Associados, SROC, S.A., representada por Augusto dos
Santos Carvalho
Suplente Armando Luís Vieira de Magalhães

Apesar de tantos nomes não é aqui referenciada a existência de Conselho Fiscal.
Já na pagina 52 do relatório, que pode ser consultado na net, podemos constatar que na NOTA 35 - Remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais, a existência de remunerações ao Conselho Fiscal. Qual será o lapso?
O aumento significativo verifica-se em dois dos órgãos, Conselho de Administração e Comissão Executiva.
Remunerações dos Órgão Sociais
2008 2007
Conselho de Administração32.056,00 14.324,00
Conselho Fiscal 9.674,06 8.191,72
Assembleia Geral 1.200,00 300,00
Comissão Executiva 52.452,00 36.700,00
Total 95.382,06 59.515,72

Estas contas só podem estar desajustadas. Quem for consultar as contas do relatório de 2007 verificará que a composição dos órgãos é diferentes e os valores também são diferentes.

Não será por acaso que, entretanto, o Conselho de Ministros aprovou proposta de novos estatutos para a CP- Comboios de Portugal, EPE a serem levados à Assembleia da Republica para passarem a diploma legal.

Muitas “noticias” não são mais que demagogia barata em tempo eleitor

---De outro militante a 30 de Abril de 2009 às 15:15
Boa observação.
Realmente os cidadãos têm de começar a interessar-se (e analisar criticamente e divulgar) por este tipo de documentos/ relatórios doas entidades públicas ou empresas participadas com capitais públicos.
E aqui cabe um papel importante aos próprios trabalhadores e suas comissões de trabalhadores e sindicatos.



De ... a 21 de Abril de 2010 às 11:16
---De anónimo a 30 de Abril de 2009 às 12:33

PARA QUE A PLEBE SAIBA:
(ex-governantes, mas há muitos outros …)

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

Dias Loureiro:
Antes – advogado
Durante – Secretário de Estado, Ministro …
Depois – Administrador do BPN

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro ;
Agora - Vice-Presidente do BPN (ex- Administrador da CGD)

Carlos Coelho:
Antes – sec. Governo de Macau
Durante – Ministro PS …
Depois – Administrador da Mota-Engil (contrutora, Liscont, …)

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',
Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer...)

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila F.de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc...etc...etc...
O que é isto? Não, não é a América Latina, nem Angola.
É Portugal no seu esplendor .
Corrupção ! Cunhas ! Gamanço ! Tráfico de influências ! Nepotismo !
...e depois este ESTADO até quer que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar! Não te cales, DENUNCIA!

Passa este e-mail, fá-lo circular.
J. L.. , via e-mail nov.2008

---De Dêem exemplo a partir de cima a 30 de Abril de 2009 às 15:59

Frente-a-frente: Salários devem ou não baixar?

Para Portugal ganhar competitividade é preciso reduzir as remunerações?
José Silva Lopes acha que sim, para combater o desemprego.
Jorge Santos diz que não, sob pena de não haver estímulos para ganhar produtividade.
Sónia M. Lourenço
11:15 Terça-feira, 28 de Abr de 2009 , clix expresso.pt
comentários:

Não entendo
--PANTE44, 3 pontos (Interessante), 13:13 | Terça-feira, 28

Como se consegue equilibrar a economia baixando salários?
Como fica a produtividade?
Como fica o mercado?
Com baixos salários o poder de compra também não baixa?
Baixando os salários, não baixam também os impostos e por consequência as receitas do estado?
Como pode alguém, que ganha 450€, paga de renda 300€, ver o seu salário mutilado?
Ou a proposta passa por baixar o preço de tudo ou pelo menos dos bens essenciais, leite, pão, renda da casa, dividas aos bancos, etc?
A proposta devia de passar pela recuperação de capitais públicos, que foram utilizados de forma inapropriada por privados!
Por recuperação de bens que são devidos ao estado (impostos, caso furacão, dividas que prescrevem, etc)!
Pela criação de um tecto salarial, com a criação de um salário máximo admissivel!
Pela atenção do estado a gestões danosas!
Pelo apoio do estado a empresas em dificuldades, que demonstrem capacidade de reabilitação, ficando salvaguardado no futuro esse apoio com a responsabilização de administração e empresários!
Porque será que em tempo de crise, os iluminados acham sempre que podem e devem tirar a quem já pouco tem?
Á muita gente que acredita que existe o reino dos céu, o que não acredita é que só lá pode ser feliz.
A época do pobre mas honrado, ...


De ... a 21 de Abril de 2010 às 11:19
...
A época do pobre mas honrado, já teve o seu tempo, querer voltar a ela, é fazer acreditar que se gastou dinheiro a formar um quadro técnicamente e se esqueceram de o formar moralmente!
A idade da reforma também devia de chegar para alguns analistas!

Re: O mal está feito... Ver comentário
---Ivens, 1 ponto , 19:41 | Terça-feira, 28

Um lamina de dois gumes...

Para um bom e puro economista como o Prof. Silva Lopes a ideia poderá ser recomendável e até necessária. Mas nem só de boas ideias sobre economia se faz boa política...
Parece-me que é uma ideia que deverá ser tratada com ponderação e alguma inteligência. Por exemplo, com reduções graduais e progressivas a partir de um teto mínimo de, digamos, 2.000 Euros, sobre a totalidade do remanescente. Por exemplo, numa percentagem de 2% por cada 1000 Euros. Quer dizer, para um honorário líquido de 5.000 Euros, a redução seria de 3x2 %, isto é de 6%. Para 8.000 Euros, de 6x2 % (12%). Estas percentagens são a título de exemplo e seriam devidamente estudadas e alteradas para mais ou para menos. O que saliento é a "filosofia" do processo, isto é, reduções a partir de um patamar mínimo não inferior a 2.000 Euros aplicadas com progressividade.
Será contabilisticamente difícil? Com ajuda de meios informáticos nem por isso. Mas creio que seria muito mais justo e politicamente aceitável.E certamente um bom contributo para a recuperação da competitividade das nossas nossas exportações.
Nuno Costa


Exacto. Baixar os ordenados? Sim, os deles.


---De Corja de vendidos a 30 de Abril de 2009 às 16:01

Faz como eu Digo não faças como eu faço...!

---ratajana, 2 pontos (Interessante), 13:17 | Terça-feira, 28

Este Silva Lopes ou está senil ou está de má-fé!
É que este sr. recebeu o ano passado 400.000€ de salários por 4 meses de trabalho no Montepio Geral de onde saiu por "motivos de idade" para passado um mês tomar posse na administração da EDP renováveis...

Está tudo dito!
Então querem congelar salários de 500€ e continuar a mamar milhares...
É vergonhoso.
Corja de hipócritas ...


De UE: Reforma aos 50 com 9.000€ !! a 20 de Abril de 2010 às 12:49
Escândalo na UE ! ! !
(foi traduzido de um original em francês, recebido por e-mail)

Você já reparou que os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE ? E por quê?

Leia o que segue, pense bem e converse com os amigos. Envie isto para os europeus que conheça!
Simplesmente escandaloso.

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.
Sim, você leu correctamente!

Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ...) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.
Porquê e quem paga isto?

Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"

Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus. É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....

Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...
Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.

Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos).

O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.

É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo. É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.

Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.

Consulte a lista em:
http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286

Para eles, é o jackpot.
No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar ...
Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.

Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc. Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos…

De quem estamos falando?
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.

Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...
Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc.
Sem a mínima piedade. Eles, isentaram-se totalmente disso. Parece que se está a delirar!

Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto «verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas», beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
E que dizer de ...


De e só 15 anos de carreira e sem quotizar a 20 de Abril de 2010 às 12:53
Escândalo na UE ! ! !
...
E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no pote da compota?

Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!

O meu objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia. Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.

Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões. Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.

«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo. Já foi aproveitado pelos mídia.

http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867

Divulgue e distribua amplamente entre todos os relés (internautas) de vinte e sete países da União Europeia, e disso resultará algo de bom !


De Servitude indigna a 20 de Abril de 2010 às 12:26
Strawberry fields forever
(Clara F.Alves)

O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.
Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-seno local da selecção.
Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas,
dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque
são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.
A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se
e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.
São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são
demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são
embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma
actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e
comida, e trabalham de sol a sol.
É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos
reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres
novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na
Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são
prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de
recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos
escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá
mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de "emigração ética".
Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um
modelo. Emigração ética, dizem eles.
Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão
poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se
lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos
pequenos.
As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido
recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas
dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação
constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de
ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres,
impondo-lhes uma humilhação e uma privação.
Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em
silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que
muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.
Que esta história se passe no século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco
saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo,
com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e
assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de
crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim
as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.
Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de
ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração
ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?
Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os
europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem
durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma
infâmia social.
...


De vis dirigentes económicos e politicos UE a 20 de Abril de 2010 às 12:31
Strawberry fields forever

...
Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática
desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase
crucial da infância. Blá, blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia
ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos
outros, apesar de querem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.
Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras
válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?
Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.
Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.
Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.

-----------------------------------------------------
Strawberry fields forever
('campos de morangos para sempre')

Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa.
Dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando.

DIREITOS HUMANOS? .... SÓ COMO ARMA DE ARREMEÇO, PONTO FINAL !~


De vidinha de barões/gestores a sacar... a 20 de Abril de 2010 às 11:52
Quarta-Feira À Tarde Tenho Três (reuniões de Administração)
Posted by Paulo Guinote under A Vidinha, O Portugal de Sucesso

Daria qualquer coisa como mais de 22.000 euros, mas chegam-me os 2.000 dos trocos.
Gestores não executivos recebem 7400 euros por reunião

A sério que gostava de saber que decisões ponderosas são tomadas nestas reuniões:
aumentar tarifas para terem mais lucros e, como consequência, receberem maiores bónus no final do ano?
por MARIA JOÃO ESPADINHA , DN, 16.4.2010

Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos- ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros.
Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009.

Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago.
O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia.
E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas.
Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros.
Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.

Segue- -se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.

O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar--Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.

Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa).
Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.
In DN


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