10 comentários:
De Os PECados de Socrates a 21 de Abril de 2010 às 12:17
O PS poderá não ter tido grandes mais valias mas como se sabe o país tem graves prejuízos.

Assim se gerem os recursos nacionais. Valham-nos os PECados de Socrates , não é?

Parece que os socialistas são mesmo mansos.


De Zé T. a 21 de Abril de 2010 às 12:19
pertinente comentário de Izanagi.

o ónus desta e muitas outras decisões serão um ''ferrete'' que perseguirá todos os militantes socialistas ...
mesmo para aqueles que tenham discordado ou, genericamente, não tenham sido ouvidos nem achados...


De Ajuda ao PEC a 21 de Abril de 2010 às 12:37
Embora já referido por um dos comentadores também eu acho que essa "produtiva" deputada dá uma contribuição para o Plano de Estabilidade e Crescimento .
Ela tinha um plano para ser deputada, garantiu a estabilidade governativa e contribui opra o crescimento das receitas das companhias aérias . Será que viaja na TAP?


De à francesa... ou europeia a 21 de Abril de 2010 às 13:17
recebe, recebe e não paga nem contribui ...

pois como é residente em França, de certeza que não paga impostos em Portugal (para além do IVA nas compras que cá fizer ... )

mas esta cidadã está certa:
Portugal é para passar férias (de preferência pagas por outros) pois para trabalhar decentemente tem de se emigrar !!

agora como 'activo político' deixa muito a desejar... se era/ é assim tão boa deveria candidatar-se às eleições francesas ... para defender as gentes e a terra onde vive !

Vive la France !



De Zé das Esquinas o Lisboeta a 21 de Abril de 2010 às 17:34
E depois não querem que o Presidente Checo seja desrespeitoso para Portugal...
República das Bananas, macacos no galho!
E quanto a este tema da Dona Inês, está há muito esgotado por anterirores posts e comentários.
Mas como diz aí um outro senhor são PECados de sócrates...


De SOL a 21 de Abril de 2010 às 17:45
"Voto de qualidade de José Lello aprova pagamentos das viagens"
In SOL

Claro, logo quem com voto de qualidade:
Que futuro para este Portugal?


De Público a 21 de Abril de 2010 às 18:18
"Com 97 votos a favor, todos do PS, e 97 votos contra, dos deputados do PSD e do BE, a votação do despacho que autoriza o pagamento das viagens a Paris da deputada do PS Inês de Medeiros empatou."

Será que os militantes do PS se revêm no sentido de voto que os deputados do PS optararm?


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 22 de Abril de 2010 às 15:14
É muito fácil gastar em benefício seu ou dos seus o que não lhes custa a ganhar.
Não têm idoneidade estes nossos representantes.
Mas não temos muitos outros que com casa em Lisboa, mantêm como primeira residência uma outra circulos eleitorais distantes ou de onde são de origem, para terem direito ao subsídio?
Pode ser tudo "lêgal" mas parece mais habilidades dinas de artistas de circo do que de deputados da nação.


De Ressaca a 22 de Abril de 2010 às 10:55
'EU É QUE NÃO AS PAGO
Os nossos políticos dividem-se em dois grupos: Um formado por gente totalmente incapaz e outro por gente capaz de tudo.

"Eu é que não as pago" - terá declarado a deputada Inês de Medeiros a propósito das seis viagens que já efectuou a Paris para ir ver a família. Os cornos do ex-ministro Manuel Pinho não passam de uma brincadeira de mau gosto ao pé do desaforo desta frase. A deputada Inês de Medeiros pode viver em Poiares ou Pequim. Paranhos da Beira ou Praga. No Porto ou em Petersburgo. Mas, se se candidata a deputada por Lisboa, não é aceitável que exija que os seus concidadãos lhe paguem as viagens para os locais onde entende que reside a sua família. Se alguém lhe disse o contrário quando aceitou candidatar-se a deputada por Lisboa, embora tendo a família em Paris ou em qualquer outra cidade começada por P existente no planeta Terra ou no despromovido Plutão, esse é um problema que a deputada terá de resolver com o partido que a convidou, mas é um problema que não nos diz respeito. Na verdade, a deputada Inês de Medeiros recorreu a um estratagema muito comum quando se quer iludir o Estado: dá-se outra morada. Há quem o faça para que os filhos vão para uma determinada escola pública ou para serem integrados num centro de saúde onde exista médico de família. Dando outra morada, Inês de Medeiros conseguiu eleger-se por Lisboa. Mas agora a senhora deputada quer ainda ser compensada por essa sua esperteza e diz que não paga as viagens que já efectuou. Os contribuintes portugueses é que não devem pagar certamente. E não é por o país estar em crise, nem sequer porque centenas de portugueses fazem viagens equivalentes pagas do seu bolso, aos fins-de-semana, em carrinhas nem sempre seguras que os trazem de umas obras em Espanha até Portugal. Não é por nada disso. É por uma questão de decência. Para a próxima legislatura, a senhora deputada pode beneficiar de ajudas de custo para viajar para Paris se concorrer pelo círculo da emigração, coisa que pelo menos a obrigaria contactar mais com o povinho e, quiçá, de vez em quando sair da torre de marfim da classe executiva. Quem sabe isso ainda lhe dava um filme.
Público
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 30 de Março de 2010 às 12:20
Coloco aqui parte adaptada do comentário deste postante noutro local:
Pois pagam essas viagens a Paris ou à PQP "todos os papalvos que pagam impostos, onde me incluo, por inépcia minha seguramente, e que suportam tudo isto."


De IRRITADO a 23 de Abril de 2010 às 10:06
Socialismo à grande... e à francesa....


Excelentíssima Senhora Deputada Dona Inês de Medeiros,

Chère Madame

O IRRITADO teve, aqui há umas semanas, o topete de escrever uma carta a Vossa Excelência sobre a importante matéria das viagens semanais de Vossa Excelência, em classe executiva, a Paris, luminosa quão merecida cidade de residência de Vossa Excelência.
Permite-se agora o cullot de voltar à augusta presença de Vossa Excelência. Antes de mais, portanto, as mais humildes desculpas, pelo atrevimento deste seu servo e amigo.

Tem o IRRITADO seguido, com a admiração e a estima que, no fundo da alma, nutre por Vossa Excelência, as vicissitudes por que tem passado a história do ingente problema que a aflige: quem paga as viagens de Vossa Excelência a Paris? Sim, Quem?

Parece que ninguém!

Anda meio mundo preocupado com o assunto, sendo o mais aflito de todos Sua Excelência o Senhor Deputado José Lelo[i], mui Ilustre Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, entidade a quem, sem sombra de dúvida, caberá mandar pagar as viagens de Vossa Excelência.

Ora, como é sabido, o insigne cidadão tem várias dificuldades do tipo mental, coisa de que não terá culpa, uma vez que já nasceu assim. Daí que, por mais voltas que dê ao limitado bestunto com que foi brindado pela criação, não consegue encontrar o competente penduricalho orçamental onde caibam os 1.200 euros que custa cada viagem/semanal em executiva (luxo!) de Vossa Excelência.

Em que triste miserabilismo vive a Pátria do Senhor Dom João V!

Se Vossa Excelência andar por cá uns 10 meses por ano, teremos umas 45 viagens, o que, contas feitas, se cifrará nuns meros 54.000 euros, ou seja, em moeda antiga, uns míseros 10.826.028.000 réis. Em 4 anos de mandato, a coisa não passará, como é evidente, de 43.304.112.000 réis, ou, em moeda republicana, 43.304 contos mais uns pós.

Tem Vossa Excelência toda a razão quando, solene e superiormente, declara "não sei quem paga nem quanto custa". Era o que faltava, Vossa Excelência preocupar-se com problemas destes, coisa para lelos e quejandos, gente de somenos. Vossa Excelência não sabe, nem tem que saber, o valor em jogo. "Nada disso passa por mim", declarou. Mais. Vossa Excelência, como é de timbre entre os socialistas, não se preocupa com o assunto. "Escolhi uma (agência de viagens), e passei a marcar por essa: telefono e recebo os bilhetes". É assim mesmo! A altíssima dignidade de Vossa Excelência não permite, sequer, que erga o mimoso cul da poltrona para tratar de coisas menores. Como é óbvio, alguém traz o bilhete, alguém há-de pagar, Vossa Excelência não desce a problemas de lelos. Viaja, e acabou-se. Muito bem!

Teve o IRRITADO a desfaçatez, na sua anterior missiva, de suscitar a curiosidade de Vossa Excelência para o facto de haver cidadãos - ainda que, como é lógico, gente de qualidade inferior à sua - que fazem Lisboa/Paris/Lisboa por uns 150[ii] euros, no mesmo avião que Vossa Excelência utiliza, mas lá para trás, com o cul não tão à larga e sem champanhe nem refeição quente.

É certo que Vossa Excelência não tem que descer ao ponto de aceitar sugestões do IRRITADO. Não pode este, porém, deixar de, com todo o respeito, dizer que, se Vossa Excelência o fizesse, o Lelo gastaria 14,5 vezes menos do que vai acabar por gastar com as viagens de Vossa Excelência.

Tudo isto não passa, como é evidente, de fruto da mentalidade capitalista do IRRITADO, coisa incompatível com a majestática dignidade socialista de Vossa Excelência.

20.3.10
António Borges de Carvalho

[i] Lelo - doido, vaidoso (Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora).

[ii] Algo me diz que Vossa Excelência, antes, viajava por 150 euros, como a plebe. Agora, já nem quer saber quanto custa, ou custava, a sandocha e o assento apertadinho.
Pois faz Vossa Excelência muito bem ! Socialisme oblige.


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