25 DE ABRIL SEMPRE

Comemorar é trazer à memória, é recordar algo de relevante para a vida de cada um de nós e de quem possa estar próximo daquilo que se pretende reviver. Comemorar é pois, a realização, com outros, de algo presente ligado com o passado.

Comemorar o 25 de Abril de 1974 não pode ser apenas e só o realizar algo em conjunto, elevar a taça com outros como forma de recordação de algo passado.

Infelizmente e, decerto será porque o 25 de Abril tem sido mais comemorado do que realizado, é que vivemos a evolução social, assim como o foço dessa evolução. As diferenças pioraram e socialmente há camadas de população a viver mais envergonhadas que antes de 1974.

A comemoração num dia de cada ano, sem a sua realização nos 364 restantes torna-se num acto hipócrita que o esforço dos abnegados militares saídos à rua naquela gloriosa madrugada, de todo, não merecem.

Mesmo assim para eles aqui fica o nosso muito obrigado a todos aqueles militares que arriscaram as suas vidas futuras.

Tudo o que está por fazer já não era, nem poderia sê-lo, a Salgueiro Maia, Otelo e restantes camaradas, que competia realizar, isso compete-nos a todos nos cidadãos livres e, eminentemente, aos políticos, que cada vez menos vêm respeitando os princípios de democracia e de liberdade.

Comemorar o 25 de Abril é alterar muitos dos comportamentos que, sobretudo, na última década, grande parte dos políticos têm vindo a praticar denegrindo com isso o regime democrático que se supunha fosse aperfeiçoado em favor do povo e não em seu desrespeito. Serão tais políticos capazes desse esforço?


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Publicado por Zé Pessoa às 00:18 de 25.04.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Izanagi a 26 de Abril de 2010 às 23:39
Comemorar o 25 de Abril?
Comemorar o quê?
O facto de continuarmos na cauda da europa? Pior, na cauda da europa, mas integrando os ex-países do bloco soviético.
Comemorar a disparidade salarial?
Comemorar a decadência do SNS?
Comemorar o aumento da corrupção?
Comemorar a ineficiência da justiça?
Comemorar o nepotismo na política?
Comemorar! comemorar! Comemorar! O quê?


De ... a 26 de Abril de 2010 às 10:51
LA disse...
...
Numa sociedade mais igualitária as pessoas muito talentosas e inteligentes têm mais oportunidades de singrarem e serem úteis à sociedade e ao país.
Acho muito importante que uma pessoa excepcionalmente inteligente mas nascida numa família pobre possa fazer obra.

Um país que desperdiça os melhores, que se suporta apenas naqueles que tiveram uma cunha ou que eram primos do outro, não vai longe. parece-me que se vê muito disso por aí.
24 de Abril de 2010 19:12

José Luiz Sarmento disse...
...
Temos que perceber que em Portugal a brutal desigualdade não é um problema:
É O Problema.
...
A redistribuição nunca é gratuita; e tem sempre que ser coerciva porque a natureza humana é predadora antes de ser produtora.

Não vejo ninguém, em Portugal, a ser expropriado da riqueza que "cria" por mérito próprio.
Nem sequer vejo ninguém a ser expropriado da riqueza que adquire sem mérito nenhum.

(As aspas em "cria" não foram lá postas por capricho. A noção de criação ligada à de riqueza é em si mesma todo um programa político, ou melhor: anti-político e anti-social).
25 de Abril de 2010


De Glasnost Perestroika a 26 de Abril de 2010 às 09:16
Liberdade e 25 de Abril, sempre ...

Fascismo, Corrupção, Nepotismo, Injustiça, Assédio, Exploração ... nunca mais.


De Não esquecer... preparar a acção... a 26 de Abril de 2010 às 09:08

A REVOLUÇÃO!

Com as suas características próprias o 25 de Abril foi uma revolução como muitas outras. Porém, para as gerações que o fizeram e viveram esta Revolução é única e será sempre uma referencia!

O exército deu o golpe e o povo português tomou conta dos acontecimentos durante algum tempo. Não de uma forma linear certamente, mas como linha de fundo e determinante.
Mais do que qualquer outro actor social foram os trabalhadores e a sua recém- criada organização – a Intersindical Nacional- os grandes protagonistas desta Revolução .

Nasce uma nova Constituição Democrática, das mais avançadas do mundo, e o Estado começa a mudar ,bem como a economia, a agricultura e a cultura. Em poucos anos os portugueses deram um salto histórico enorme.

A vida mudou e muito! É para isto que servem as revoluções! No último século e meio o trabalho e os trabalhadores são sempre de algum modo protagonistas!
Protagonistas da liberdade!

Publicada por A.Brandão Guedes em Bem Estar no Trabalho, 23.04.2010


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