4 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 29 de Abril de 2010 às 11:27
Poi é DD tem imensa razão, só que quem nos 'governa' não está minimamente interessado em resolver verdadeiramente a situação.
Mais uma vez aqui reafirmo que soluções há.
O que não há é vontade política.
E porquê?


De DD a 28 de Abril de 2010 às 23:51
Os grandes culpados da crise actual portuguesa são os bancos que recusaram o dinheiro português, pagando juros quase nulos, recorrendo ao dinheiro estrangeiro e aumentando a dívida privada portuguesa que é muito mais grave que a dívida pública portuguesa que até é inferior à alemã em percentagem de um PIB muito superior.:
Há uma espécie de obsessão em não mexer nos bancos. A própria CGD não é capaz de pagar juros mais elevados por depósitos a prazo de um ou dois anos, não para depósitos a cinco ou mais anos em que no último ano se paga um juro de 3 a 5%. Os portugueses têm bastante dinheiro para depositar a prazo, mas não o suficiente para emprestar a 5 ou 10 anos. O próprio imposto de capitais sobre os juros de 20% deveria descer para os depósitos até 100.000 euros, a fim de levar os portugueses a reduzir despesas supérfluas e poupar mais.
Estou convencido que com juros mais elevados, a dívida externa serias paga no país, pois a moeda é a mesma e tanto faz o dinheiro vir de Lisboa ou de Berlim .
Claro, com mais poupança talvez a venda de carros não tivesse aumentado em 70% em Março relativamente ao mesmo mês do ano anterior em que desceu apenas 40%. Muita gente comprou carro novo porque não há depósitos atraentes, a banca quer dinheiro de graça para o emprestar a alto juro.
Aumentar o IVA dos 20% para 22 ou 23% seria uma boa medida para reduzir a dívida pública e externa pois é quase tudo importado e não devemos esquecer que temos o IVA de 5% para produtos alimentares essenciais, sementes, pesticidas, adubos, medicamentos, livros, revistas, jornais, etc. e temos ainda o IVA de 12% para a restauração.
Por exemplo, na Rua do Lumiar uma sapataria vende sapatos vela a 27 Euros com boa qualidade e de fabrico nacional. Com mais 2% de IVA custariam mais 54 cêntimos. O mesmo se passa com os jeans que vendem a 15 Eu e calças de fazenda a 25 a 35 Euros.
Produtos como televisores, computadores, impressoras, mobiliário standard, etc. baixaram bastante de preço nos últimos tempos pelo que um pequeno aumento do IVA não tem qualquer importância.
A dívida pública portuguesa é quase um terço da grega e não é das mais elevadas da Europa, mas não convém deixá-la subir continuamente porque a dada altura uma parte da receita do Estado vai para o chamado serviço da dívida em vez de ir para reformas, salários mais elevados, etc. .


De Zé T. a 29 de Abril de 2010 às 09:58
Gostei,
especialmente das questões/problemas relacionados com a banca portuguesa - estou totalmente de acordo (DD: faça um 'post' sobre esta matéria) que os ''operadores financeiros e especulativos'' (em Portugal e sobre Portugal) são dos maiores problemas da nossa economia.

Com o IVA já não tenho a certeza pois existem produtos e serviços que devem ser analisados com cuidado, contudo, em termos gerais concordo que os produtos e serviços importados e sem serem de 1ª necessidade devem/podem ter uma taxa superior e quanto aos bens de luxo muuiiito superior.

Quanto à dívida e ''serviço da dívida'' também concordo que tem de ser controlada.


De anónimo a 29 de Abril de 2010 às 10:14
pois é ...
- mas será que os governos europeus (e da OCDE) têm força e estão realmente interessados em REGULAR e CONTROLAR o sistema financeiro e especulativo e as offshores e as agências de rating ?
ou
- estarão também eles (governantes e deputados do centrão) vendidos ou subjugados a esses interesses (os lobbies e pressões do grande capital nacional e internacional é/pode ser terrível) ?

- o que podem fazer os cidadãos e os militantes partidários, juntos dos seus dirigentes e deputados, para levar a essa ''revolução financeira'' ?

- será que aos pequenos e trabalhadores-contribuintes anónimos só resta a nova ESCRAVATURA (no trabalho selvagem, comer ''pão e circo'' e calar), a FUGA (emigração), ou a GUERRILHA (seja com 'coktails molotov', garrafas de gás, vírús informáticos, grafitis, droga, ...) ?


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