10 comentários:
De Basta ! . a 5 de Maio de 2010 às 11:55
TRABALHADORES VOTAM PELO ENCERRAMENTO DE UMA EMPRESA

«Registou-se uma lotação esgotada no pavilhão desportivo da Lavandeira, com 921 operários, mulheres na sua grande maioria.
A liquidação da maior empregadora do sector do calçado do país acabou por ser aprovada por maioria:
86,5 por cento dos trabalhadores da Rohde votaram contra o plano de viabilização proposto pela empresa de calçado.

A manutenção de 150 postos de trabalho, prevista no plano de reestruturação da Rohde, foi rejeitada.
A empresa que chegou a empregar perto de três mil trabalhadores e laborou durante 35 anos fecha definitivamente as portas.
Não houve lágrimas, mas antes uma angústia de meses que ontem chegou ao fim. »
[Público]


De . a 30 de Abril de 2010 às 16:34
Um retrato da insensibilidade
Por Daniel Oliveira

O governo vai cortar no subsídio de desemprego sem fazer a mínima ideia de que efeito isso terá no orçamento.
Quando custa aos outros é fácil ser ligeiro.
Já percebemos:
os desempregados são o cordeiro a sacrificar perante a ira do Deus Mercado.

Sócrates diz que a medida é justa. Porque “há pessoas no desemprego que precisam de ter o incentivo certo para trabalhar”.

Ao pé deste rapaz, Paulo Portas já é de esquerda.


Fica provado que não se deve pagar bem aos trabalhadores. Eles não sabem gastar.
Por Daniel Oliveira

“A Manif do 1º de Maio custa 80 mil euros”, diz o Expresso. Dinheiro ques os trabalhadores sindicalizados acham, extraordinariamente, mais útil gastar com a sua luta e com os seus interesses do que noutras coisas. Gente sem gosto, está bem de ver.
Aquilo em prémios para António Mexia seria muito mais bem empregue.


De Quino a 30 de Abril de 2010 às 14:24
parabéns ao ''QUINO'' autor do 'cartoon' da 'nossa barca'.


De anónimo a 30 de Abril de 2010 às 10:21
Todos a remar no mesmo barco ?
Não !
Esse é um dos grandes problemas: enquanto uns remam, outros aproveitam-se desse esforço e ficam com o maior benefício.!
portanto é racional que os 'remadores' se cansem de ser explorados e deixem de remar, deixem de acreditar, ... porque este não é o ''nosso/ o seu'' barco, é o ''barco deles''...
Ou as coisas mudam, partilhando efectivamente custos e benefícios, ou outros que remem ... nem que o barco vá ao fundo !


De S&P: Ladrões e Vigaristas, ilimitados a 29 de Abril de 2010 às 13:15
Falemos de credibilidade e de independência
Por Daniel Oliveira, em Arrastão.org

Recordar uma notícia de há alguns dias:
Segundo e-mails e outros documentos, publicados pelo Senado, os “ratings” positivos atribuídos a títulos complexos de crédito à habitação e a outros títulos de dívida,
foram algumas vezes usados nas negociações entre os bancos e as agências de notação financeira, segundo o “Financial Times”.
Entre elas está a tão falada Standard & Poors.

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7 respostas ao post “Falemos de credibilidade e de independência”
1 1 J.H 29 Abr 2010 às 11:16

E, apesar de tudo, os “gajos” de que o Estado depende para financiamento das suas parvoíces continuam a confiar na informação e avaliação que as agências de rating lhes fornecem. O que acaba por ser a única coisa que importa.

2 2 Daniel Oliveira 29 Abr 2010 às 11:18

JH: os “gajos” estão num processo especulativo (ler George Soros) e confiam em quem dá jeito confiar. Ponto.

J.H Reply:Abril 29th, 2010 at 11:29

Está certo, Daniel. E então? Se lhes dá jeito confiar nas agências de rating então não há conversa das partes prejudicadas que lhes dê a volta: continuarão a fazer o que bem entendem e nós continuaremos a queixar-nos de um ataque especulativo.

A não ser que esteja a pensar ir atrás de cada investidor dar-lhes umas cacetadas qual é a sua sugestão para lidar com o problema?

3 3 Rui F 29 Abr 2010 às 11:41

Obviamente que há batota das agências.
Basta ver como o daniel disse e muito bem, como foram tratados o Reino Unido e o Dubai.

o Governo e o PSD, faz os desempregados e os desprotegidos pagarem as favas;
As agências fazem os países fracos, afogados em divídas e mal preparados pagar o dinheiro deles.

4 4 Wyrm 29 Abr 2010 às 11:46

http://economia.publico.pt/Noticia/reducao-do-rating-portugues-considerada-duvidosa-no-financial-times-deutschland_1434588?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Netvibes

Olha a perigosa extrema-esquerda…

5 5 Wyrm 29 Abr 2010 às 11:50

Meu caro, mas você ainda não percebeu que quem “ouve” as agências de rating são aqueles que também encomendam os resultados?

E que há muitos pequenos investidores que vão atrás do que as agências dizem porque percebem que está a ser feito um ataque e querem parte do bolo.

E a bola de neve vem por aí abaixo.


De UE: Acabem com estes vampiros ! a 29 de Abril de 2010 às 12:45
A mão visível dos especuladores ataca,
Standard & Poor em ofensiva contra Espanha

A seguir à Grécia e a Portugal, hoje foi o dia da vizinha Espanha...Há especuladores que dos países mediterrânicos... só querem o sol e "meter a mão na massa", por menor credibilidade e autoridade económica e moral que possuam, como é o caso.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 29 de Abril de 2010 às 12:07
E porquê?


De Tempos difíceis a 29 de Abril de 2010 às 12:05
Tempos difíceis (1)

As pessoas andam mesmo preocupadas. Nalguns meios pequeninos e à boca pequena, algumas pessoas, não muitas, já perguntam se o bocadinho de dinheiro que têm nos bancos está seguro.

É difícil tirar-lhes a dúvida. Efectivamente ficam sempre com ela, qualquer que seja a resposta.

É evidente que isto não é representativo de nada.

Mas deveria haver um maior realismo na informação sobre a situação nacional.

Sobre a pressão das empresas de rating, que, de facto, estão a fazer o jogo americano e o "seu jogo" especulativo.

Quando digo jogo americano significa duas coisas: a "guerra" mais ou menos surda entre o dólar e o euro, o sistema financeiro americano e o "subsistema" da especulação.

Explicando melhor: a elite americana (incluindo alguns notabilíssimos prémios nobéis de economia) toleraram e mal a criação da moeda europeia, o sistema financeiro americano mais subtil reagiu de igual forma e a especulação vê na "intensificação" da crise de alguns países europeus um maná de grandes proporções. Começou com a Grécia mas subjacente está o aproveitamento, se for possível, da exploração de outros países.

Portugal é a seguir o elo mais fraco e não vale a pena andar a dizer que a nossa economia é diferente. É de facto diferente. Mas não é dizendo que se afasta a situação. É fazendo.
E isto tudo corre devagar e mal.

# posted by Joao Abel de Freitas 28.04.2010, PuxaPalavra


De ... a 29 de Abril de 2010 às 11:59
De anónimo a 29 de Abril de 2010 às 10:14

pois é ...
- mas será que os governos europeus (e da OCDE) têm força e estão realmente interessados em REGULAR e CONTROLAR o sistema financeiro e especulativo e as offshores e as agências de rating ?
ou
- estarão também eles (governantes e deputados do centrão) vendidos ou subjugados a esses interesses (os lobbies e pressões do grande capital nacional e internacional é/pode ser terrível) ?

- o que podem fazer os cidadãos e os militantes partidários, juntos dos seus dirigentes e deputados, para levar a essa ''revolução financeira'' ?

- será que aos pequenos e trabalhadores-contribuintes anónimos só resta a nova ESCRAVATURA (no trabalho selvagem, comer ''pão e circo'' e calar), a FUGA (emigração), ou a GUERRILHA (seja com 'coktails molotov', garrafas de gás, vírús informáticos, grafitis, droga, ...) ?

..........
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 29 de Abril de 2010 às 11:27

Poi é DD tem imensa razão, só que quem nos 'governa' não está minimamente interessado em resolver verdadeiramente a situação.

Mais uma vez aqui reafirmo que soluções há.

O que não há é vontade política.
E porquê?


De DD a 29 de Abril de 2010 às 11:57
DD a 28.04.2010

Os grandes culpados da crise actual portuguesa são os bancos que recusaram o dinheiro português, pagando juros quase nulos,
recorrendo ao dinheiro estrangeiro e aumentando a dívida privada portuguesa que é muito mais grave que a dívida pública portuguesa
que até é inferior à alemã em percentagem de um PIB muito superior.:

Há uma espécie de obsessão em não mexer nos bancos.
A própria CGD não é capaz de pagar juros mais elevados por depósitos a prazo de um ou dois anos, não para depósitos a cinco ou mais anos em que no último ano se paga um juro de 3 a 5%.
Os portugueses têm bastante dinheiro para depositar a prazo, mas não o suficiente para emprestar a 5 ou 10 anos.
O próprio imposto de capitais sobre os juros de 20% deveria descer para os depósitos até 100.000 euros, a fim de levar os portugueses a reduzir despesas supérfluas e poupar mais.

Estou convencido que com juros (aos depositantes)mais elevados, a dívida externa serias paga no país, pois a moeda é a mesma e tanto faz o dinheiro vir de Lisboa ou de Berlim .

Claro, com mais poupança talvez a venda de carros não tivesse aumentado em 70% em Março relativamente ao mesmo mês do ano anterior em que desceu apenas 40%.
Muita gente comprou carro novo porque não há depósitos atraentes, a banca quer dinheiro de graça para o emprestar a alto juro.

Aumentar o IVA dos 20% para 22 ou 23% seria uma boa medida para reduzir a dívida pública e externa pois é quase tudo importado e não devemos esquecer que temos o IVA de 5% para produtos alimentares essenciais, sementes, pesticidas, adubos, medicamentos, livros, revistas, jornais, etc. e temos ainda o IVA de 12% para a restauração.

Por exemplo, na Rua do Lumiar uma sapataria vende sapatos vela a 27 Euros com boa qualidade e de fabrico nacional. Com mais 2% de IVA custariam mais 54 cêntimos. O mesmo se passa com os jeans que vendem a 15 Eu e calças de fazenda a 25 a 35 Euros.

Produtos como televisores, computadores, impressoras, mobiliário standard, etc. baixaram bastante de preço nos últimos tempos pelo que um pequeno aumento do IVA não tem qualquer importância.

A dívida pública portuguesa é quase um terço da grega e não é das mais elevadas da Europa, mas não convém deixá-la subir continuamente porque a dada altura uma parte da receita do Estado vai para o chamado serviço da dívida em vez de ir para reformas, salários mais elevados, etc. .


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