1 comentário:
De JAF a 30 de Abril de 2010 às 14:20

Tempos difíceis (3)

O governo anda a titubear bastante.

Sobretudo o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deve andar cansado e um pouco perdido, sem saber m bem onde cortar despesas para atingir o objectivo da redução do défice.
Neste contexto, abre portas ao tudo possível: ora parece admitir aumento de impostos, ora a revisão dos investimentos públicos de qualquer forma, etc.
Esta forma de "agarrar" as coisas só aumenta a instabilidade e o receio nas pessoas.

A intervenção de ontem foi um quanto calamitosa em termos de imagem quer para dentro quer para fora do país, porque fez passar a ideia de que está tudo em revisão, mas depois já não está.

Tudo bem, devemos caminhar para o ataque ao défice, mas há que ter alguma visão de médio e longo prazo.
Aliás, o problema da economia deste País foi sempre esse.
Visão? Pouca ou nenhuma e políticas públicas no campo da economia incorrectas muitas, com apostas em domínios do passado e sem futuro.
E agora que a aposta é exportar, pergunta-se
- Portugal exporta o quê? (e para onde, se quase todos estão em crise?)

Cada vez tem menos, porque as suas produções encaixam-se em mercados que crescem muito pouco, de concorrência acrescida e de baixo valor acrescentado.

Etiquetas: exportações, políticas públicas incorrectas, produção nacional
# posted by Joao Abel de Freitas @ Puxa Palavra


Tempos difíceis (2)

As economias mais débeis da UE, com a Grécia em primeiro plano, mas a seguir vêm Portugal e Espanha, estão a ser alvo de uma grande pressão especulativa, comandada pelas empresas de Rating. Esta pressão traduz-se na entrada de muitas centenas de milhares de milhões de euros de lucro para o sistema financeiro

Para se penetrar nesta situação, temos de olhar para o que efectivamente são estas empresas e papel que desempenham no sistema financeiro mundial.
Sobretudo a quem servem. Já ontem aqui escrevi que, por detrás de tudo isto directa ou indirectamente, está o sistema financeiro americano que é quem domina.

Mas há que completar. A UE, pela sua inoperância e arrastamento nas decisões, com a Alemanha à frente, acaba por facilitar estes ataques.
Não se entende que, numa situação em que o euro em última análise também está em causa, a Sra Merkel ( a braços com eleições na próxima semana...) leve tanto tempo no que diz mas que não diz e no fim são os países pequenos como Portugal que pagam facturas pesadas.
Que solidariedade é esta?!

Ontem a reunião Governo/PSD aliviou um pouco a situação. Se acrescentou alguma coisa tenho dúvidas.
Mas se evitar a entrada em Portugal do FMI já terá tido um carácter positivo. Porque se entra, então será a doer e sempre nos mesmos:
Mas a doer bem mais forte.

# posted by Joao Abel de Freitas @ 12:22 1


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