De DD a 29 de Abril de 2010 às 23:23
Nesse ano em Portugal pagava a sua dívida, eu frequentava a Faculdade de Ciências de Lisboa. Os alunos não cabiam nas aulas e havia pessoal no chão e nas janelas dos anfiteatros, etc. Os grupos nos laboratórios eram 6 a 7 alunos e em cada aula trabalhavam 5 ou mais grupos, o que não permitia a movimentação.
Também não havia estradas nem arruamentos em Lisboa. Para o Lumiar havia apenas a Calçada do Carris e não havia a Padre Cruz nem o resto.
As estradas para o Porto e para o Algarve eram um martírios.
Portugal tinha bem menos de dez mil escolas que actualmente e dois milhões de portugueses estavam de partida para França, Alemanha, etc. como fizeram na década de sessenta.
Não havia a Universidade de Aveira nem umas dezenas de outras universidades e escolas superiores como há hoje.
Enfim, podia haver ouro e divisas no Banco de Portugal, mas de público não havia nada no país.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 30 de Abril de 2010 às 08:37
Pois é, o DD mais uma vez é capaz de ter razão no que diz. Mas eram outros tempos e outras realidades. Com tudo de bom e de mau que comportavam.
Mas não deixou o DD de tirar o seu curso e fazer a sua carreira profissional e hoje estar a receber a sua aposentadoria por 'inteiro' conforme aquilo que lhe tinham dito quando entrou no mercado de trabalho... ao contrário de muitos outros portugueses da realidade de hoje.
Mas, certo é que 'não há almoços grátis' e os 'americanos' não davam nada a ninguém. E ficar debaixo da 'pata' por um empréstimozeco ' não estava no horizonte de quem tão 'mal' nos governava.
Não deixa de ser uma 'política de dona' de casa como eu ouvi recentemente a alguns politiqueiros nacionais, mas também não deixa de ser uma política de independência nacional.
Há quem prefira 'pobres mas honrados' e há quem diga que 'estávamos orgulhosamente sós'.
Não sei se existe meio termo, mas certo é que na vida, esta eu sei, não há mulheres meio sérias. Ou se é sério ou não. Porque nem sempre no meio está a virtude, nomeadamente no meio da política.
E, para mim, ainda está por explicar porque é que o Dr. Balsemão deixou apressadamente o cargo de Primeiro-Ministro depois de ter vindo de uma viagem ao Estados Unidos.
Mas talvez a resposta a esta questão e 'a falta de vontade política' actual dos nossos dirigentes para impôr verdadeiras medidas de combate à crise, estejam implícitas em toda esta diferença - entre estar na mão de algo ou de alguém, ter telhados de vidro, ou estar limpinho, pobre e honrado.


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