As Bacoradas da Judite e a Macroeconomia Portuguesa

Acabo agora de ouvir as bacoradas da burra da Judite de Sousa na RTP 1. Diz a imbecil que a partir de Maio os bancos portugueses vão ter ir ao estrangeiro buscar dinheiro e pagar juros a 6 ou 7% ao ano. Ora, não é preciso ser inteligente para se saber que a esse juro, os bancos teriam no mercado interno todo o dinheiro que necessitam. Actualmente, os bancos pagam juros inferiores a 1% a prazo de um ano e ninguém acredita que vão buscar dinheiro a 6 ou 7%. A realidade deve ser bem outra; ou os juros de fora são mais baixos ou a banca finge que vai buscar imenso dinheiro fora para emprestar a juros muito altos o dinheiro nacional que paga a menos de 1%.

 

Diz a Judite que os bancos não emprestam mais o valor das casas, mas apenas 70 a 80% do mesmo, mas a realidade é que o preço das casas, principalmente em segunda mão e são muitas que estão à venda, estão hoje a um nível quase 50% abaixo dos valores de há dois anos ou mais.

 

Além disso, o País possui 6 milhões de unidades habitacionais para cerca de 4 milhões de famílias e muita gente como eu vive em prédios quase vazios, apesar de bem mantidas e com uma qualidade razoável. Eu vivo há anos num piso de três apartamentos completamente só. Por cima de tenho um único vizinho e por baixo há também apenas um.

 

Portugal não necessita de construir nos próximos anos mais de 250 mil apartamentos por ano como aconteceu no passado recente. Actualmente estão em construção menos de 10% do máximo, portanto, aqueles jornalistas que estão a falar agora na RTP e dizem que o País viveu nos últimos vinte anos acima das suas possibilidades estão a mentira por ignorância, pois não vão ser construídos dois milhões de apartamentos nos próximos dez anos. Quanto muito serão construídos 200 mil unidades.

 

Com os automóveis passa-se um pouco o mesmo, o país possui igualmente mais de 5 milhões de viaturas e não necessita de comprar tanto como o fez no passado e diria que com outros bens não imediatamente consumíveis acontece quase o mesmo. Desde 1982 que a natalidade está abaixo da taxa de reposição, pelo que as pessoas com menos de 28 anos de idade são em quantidade inferior aos seus pais, podendo ser herdeiros dos valores acumulados ou das casas adquiridas a prazo no passado.

 

Portugal viveu acima das suas possibilidades como o fizeram muitos outros países e isto porque se exportou pouco. A indústria e agricultura portuguesa basearam-se sempre em mão de obra barata e apesar dos salários serem baixos chegam a ser 10 vezes superiores aos pagos pelo capitalismo comunista da China e daí a dificuldade de exportar. A indústria nacional vive de nichos de mercado, pequenas séries em que a proximidade dos mercados europeus tem algum valor e pouco mais.

 

Até nas obtas públicas o País não necessita de muito, ou mesmo, de quase nada. As declarações de hoje do Ministro das Obras Públicas são mais fogo de vista que outra coisa. O TGV, a ponte e o aeroporto eram para estarem já em construção e ainda não se fizeram concursos. Além disso, o TGV para Madrid depende daquilo que a Espanha fizer e parece que os espanhóis não estão a construir o seu TGV para Badajoz. Enquanto não iniciarem a obra não vale a pena aos portugueses fazerem o nosso TGV e a terceira travessia da ponte.

 

Claro, o chamar viver acima das possibilidade significou postos de trabalho na construção civil e nas indústrias conexas, pelo que a salvação de muitas empresas está na exportação, tanto de bens transaccionáveis como de serviços e projectos, o que não é fácil dada concorrência do capitalismo comunista chinês.

 

Portugal não necessita de adquirir divisas para pagar as suas importações, pois pode fazê-lo com o seu stock de moeda que é uma divisa mundial, só que a redução do stock de moeda implica a sua valorização. Menos moeda, menos compras e menores lucros para continuar a vender, logo preços mais baixos. Os importadores não têm alternativa a não ser reduzir os preços dos computadores, automóveis, etc..

 

Em macroeconomia, a teoria quantitativa da moeda mostra-nos que o nível de preços é proporcional ao stock de moeda segundo a fórmula P= VxM/Y, sendo V a velocidade-rendimento ou o número de vezes em que a moeda muda de mãos, P o nível de preços, M o stock de moeda e Y o nível do produto interno. Desde que o conjunto dos agregados monetários denominados M sofram uma redução, os preços têm de sofrer igualmente uma redução. Acontece isso com os preços das casas, bens informáticos e até carros. Mas, se o produto Y aumentar mais que o VxM, então os preços sobem.

 

Quer dizer, o verdadeiro produto Y(PIB) pode não aumentar numericamente e crescer pelo facto de o valor interno da moeda crescer por via da quebra dos preços. O curioso é que no âmbito de um vasto espaço de moeda única, a valorização de um menor stock de moeda por via da desvalorização (redução) dos preços equivale no mercado internacional a uma desvalorização da moeda.Os produtos nacionais podem tornar-se mais baratos ou para evitar esse emabaratecimento, os produtores nacionais têm de exportar para fora e assim trazer para o país mais moeda. Verificou-se isto nos primeiro trimestre deste ano em que as exportações subiram mais de 7% quando no OE estava previsto um cresceimento de 3,5%.

 

O problema da redução do stock monetário é apenas grave para os bancos, para os quais a moeda não é apenas constituída por unidades de conta e troca de trabalho, mas sim uma matéria prima comprada a um preço e vendida a prazo a outro preço mais alto. Por isso, os bancos querem refinanciar-se no estrangeiro a utilizarem o stock nacional de moeda.

 

Economistas! Fujam da aritmética. A moeda não é aritmética porque varia de valor real momento a momento.

Para conhecer bem a problemática da moeda é aconselhável estudar a "Macroeconomia" de R. Dornbusch, S. Fischer e R. Startz, editada pela McGraw-Hill, sem publicidade porque nada tenho a ver com o negócio de livros, excepto daquele que publiquei recentemente e que nada tem a ver com estes assuntos.

 

Infelizmente, não vi nenhum economista falar da problemática de um stock monetário no âmbito de uma vasto espaço com a mesma moeda.

 

 



Publicado por DD às 22:12 de 29.04.10 | link do post | comentar |

5 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 30 de Abril de 2010 às 21:22
Para que conste seu DD.
Independentemente do que aqui diz, de umas vezes verdades, outras só meias e doutras nem por isso.
Independentemente da maneira como o diz, por vezes grosseiramente, outras indelicada e doutras até pior.
O que eu lhe quero afirmar é que vossemecê é como o pior dos políticos de hoje. Só parece ter umbigo.
E mais, os nossos governantes, nunca falharam nas suas políticas para o país. A culpa é sempre dos outros. Da conjuntura, do sistema, da crise internacional, das agência de ratting , da PQP , deles é que não.
A culpa ainda deve ser do Salazar e dos 40 anos de obscurantismo.
Os 35 de democracia são só iluminismo.
Oh DD vá passear macacos para a outra banda mais o seu seguidismo mentecapto de partidarite aguda ao seu Pê-esse-zinho da treta.
Seja homem, e se ainda for capaz, pense por si só, sem ser 'pai cego' que não consegue ver os defeitos dos 'filhos'.
Cuide-se e abra-me esses olhos homem!


De PS e PSD enfeudados ao BES, PT, GALP, ED a 30 de Abril de 2010 às 15:48
“Passos Coelho é um sósia de Sócrates”
Henrique Neto Empresário e ex-deputado do PS sobre a actual crise económica que Portugal atravessa.

Correio da Manhã - É aceitável acusar as agências de rating da actual situação económico-financeira?

Henrique Neto - Estas empresas poderão ter muitos defeitos, mas não lhes podemos imputar os nossos próprios erros. Não foram elas que levaram o Estado a atingir o actual nível de endividamento e de este não ter feito poupanças. E de não ter incentivado as pessoas a poupar, pelo menos, nos últimos cinco anos.

- Está, então, a apontar o dedo ao primeiro-ministro?

- O Governo tem seguido políticas económicas completamente erradas, nos últimos cinco anos. Recebeu um País endividado, mas insiste nas obras públicas e nas parcerias público-privadas.

- Mas os partidos à esquerda do PS vêem nas obras públicas um caminho para gerar emprego...

- Só olham para um lado da equação. Para defender os trabalhadores é necessário que a economia cresça, que as empresas tenham acesso ao crédito.

- Cavaco Silva defende a aposta no mar e num pólo industrial no Norte. O que acha?

- Um dos nossos maiores erros foi a excessiva aposta na construção, nas obras públicas e na primeira habitação. Deixámos desaparecer sectores fundamentais para a economia. Nunca devíamos ter perdido a indústria metalomecânica pesada, agora que queremos investir nas energias renováveis eólicas. O mar é outro sector sem política. A AIP defende há anos uma estratégia ‘Euro-Atlântica'. Falar disso agora, não sei se não será mais do mesmo.

- Um entendimento entre Sócrates e Passos Coelhos ajudará o País a credibilizar-se?

- Passos Coelho é um sósia de Sócrates, especialmente devido à sua ligação às grandes empresas do regime:
a EDP, a PT, a GALP, o BES.
O PS e o PSD estão enfeudados a estes grupos, que não se preocupam realmente com o futuro do País.

Paula Serra


De Passos Perdidos a 30 de Abril de 2010 às 15:16
Passos admite pagar subsídio de férias com certificados de aforro
Rita Paz , Económico.sapo.pt 30/04/10 11:05
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Passos Coelho está à frente de Sócrates na corrida para primeiro-ministro, revela hoje uma sondagem publicada no DE.

O líder do PSD não exclui a possibilidade dos funcionários públicos passarem a receber o 13º e o 14º mês em certificados de aforro, uma forma de reduzir a despesa e, ao mesmo tempo, financiar o Estado.

"É uma situação que não pode ser vista de forma isolada, que pretende responder a uma necessidade de poupança forçada, que actualmente em Portugal pode vir a ser necessária. Não excluo, de todo, essa possibilidade", afirmou Pedro Passos Coelho numa entrevista à Reuters.

Vários economistas, como Silva Lopes, sugeriram a adopção desta medida que foi utilizada em 1983-84, no acordo celebrado na altura com o FMI. A medida foi anunciada no Parlamento por Mário Soares, então primeiro-ministro. Ernâni Lopes estava nas Finanças.

A medida não é, contudo, muito popular no gabinete de Teixeira dos Santos. Ontem, no 'briefing' do Conselho de Ministros, o responsável pelas Finanças avançou que essas formas de pagamento "apenas poderão resolver problemas de financiamento e não de ordem orçamental ou de despesa".

"Essa ideia de pagar em títulos de dívida ou em certificados de aforro não reduz despesa, porque a despesa é feita e apenas se altera a forma como é paga. Por isso, o impacto no défice subsiste", sustentou.

As declarações de Passos Coelho surgem dias depois de ter sido criada uma espécie de ‘task-force' entre sociais-democratas e socialistas para acompanhar a situação financeira do país e acontece também numa altura em que os certificados de aforro perdem adeptos por apresentarem juros cada vez mais baixos.
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Comentários

Joao,
este senhor é um génio. e que tal os funcionários públicos é que pagarem ao estado o 13 e o 14? era ainda melhor!

xalax,
A ideia não é má. Não soluciona o problema, mas é um passo (passe o pleonasmo) no longo caminho para a resolução.
A Grécia já admite não pagar sequer o 13º mês aos FP!
Agora, continuo na minha: primeiro, há que fazer os sacríficios em casa própria: diminuir nº deputados, reduzir salários dos deputados, governantes e autarcas, re-estruturas a administração (com o fecho de institutos e fundações), e por aí fora, que já quase toda a gente sabe que deve ser feita.
E - já, já - acabar com a brincadeira dos TGV, aeroporto, n autoestradas!!!

bimbo,
Concordo plenamente! e até mais, convido os politicos deste país a serem mais audaciosos: Deve ser de 50% do ordenado em certificados de aforro, só que como quem criou esta crise não fomos nós, então vamos fazer um período experimental de 10 anos com o vencimentos dos políticos, se resultar então aplique-se!!!!!!

RosaPratas,
A medida proposta não reduz a despesa pelo que não reduz o défice orçamental nem a dívida pública, apenas se trata de obter financiamento numa classe específica, os funcionários públicos.É boa? Apenas na medida em que diversifica as fontes de financiamento, e estes não exigem uma taxa de risco tão elevada como a que os mercados actuais exigem.

Fico assim à espera que o meu supermercado me deixe também comprar comida para os meus filhos com os certificados. Afinal que maior garantia podem querer senão a do próprio Estado.

maria silva,
Essa medida nem deve sequer ser equacionada de modo algum. Quando os funcionários públicos,, os normais já ganham tão mal (37anos de serviço e 60 de idade , assistente técnico, base 1.156,00€ no último escalão é ter grande vencimento) sinceramente, cortem nos Ex-Snrs. Ministros e Companhia com altas reformas e várias participações em admnistrações , comentadores etc. esses sim agora quem está desejando receber o subsidio por vezes para pagar algo que ainda não se fez tenham consciência e não castiguem os que não tiveram culpa de tanta incompetência e oportunismo.

José Martins,
esta é das notíçias que nunca se devem anunciar previamente. Fazem-se mas no momento em que é drasticamente necessária .

... acabou de perder milhares de possíveis votos


De Pior a emenda que o soneto... a 30 de Abril de 2010 às 15:27
Passos Coelho ultrapassa Sócrates na corrida para primeiro-ministro
Francisco Teixeira 30/04/10 00:05 DEconómico
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Pela primeira vez em três anos, o PSD lidera nas intenções de voto, revela a sondagem da Marktest para o Diário Económico/TSF.

Trinta e cinco dias depois de ter vencido as eleições directas no PSD com um resultado "inequívoco", a liderança de Pedro Passos Coelho dá os seus frutos. Segundo o barómetro de Abril da Marktest para o Diário Económico e TSF, se as eleições legislativas fossem hoje o PSD venceria com 40% dos votos (mais nove pontos do que no mês passado, ainda com Ferreira Leite como líder), deixando o PS pela primeira vez desde Janeiro de 2007 em segundo lugar, a seis pontos de distância. Mesmo tendo em conta a margem de erro da sondagem (3,46%), a supremacia do PSD de Passos Coelho face ao PS de Sócrates não sai beliscada.

"A sondagem tem um lado conjuntural que prova que sempre que um líder é consagrado em congresso há um estado de graça. Por outro lado, prova que o PSD tem uma grande capacidade de crescer à sua direita à custa do CDS e o PS uma enorme incapacidade de crescer à sua esquerda", diz o sociólogo Pedro Adão e Silva.

Mas as boas notícias que este estudo de opinião dá ao recém-eleito líder do PSD não se ficam por aqui: aparentemente esvaziou o CDS, que passou de 10% em Março para apenas cinco em Abril (o que acaba por facilitar qualquer negociação para uma hipotética coligação em caso de eleições antecipadas), e até a ascendência do Bloco de Esquerda sai afectada, dado que o partido de Francisco Louçã cai três pontos percentuais ao contrário do PCP de Jerónimo de Sousa que sobe uns residuais 0,8 pontos. "Parte do voto de protesto nos partidos da extrema-esquerda está a encontrar abrigo no novo PSD e deixou de procurar um castigo pela negativa ao Partido Socialista" diz Rui Ramos.

O trabalho de campo da Marktest foi realizado ainda antes de Pedro Passos Coelho ter tomado a iniciativa de ligar a José Sócrates dando conta da disponibilidade do PSD para ajudar o Governo a combater a voragem dos mercados financeiros, um gesto que todos assumiram como benéfico para o novo líder da oposição.

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CICUTA, Madeira | 30/04/10 11:00

Jáestá tudo a embarcar na DEMAGOGIA e a ABRAÇAR o salvador.
Talvez se lixem de novo e mais lixadinhos!
Não é este o HoMEM cisa nenhuma
Leiam as entrelinhas dos Discursos e sobretudo o de 29/03/2009 !!!!!!'''''''??????
Até assusta a direita do CDS!!

inside trader, balda de lisboa | 30/04/10 11:10

Já está tudo a embandeirar em arco! a correr para o SALVADor!
ainda se fosse para Salvador da Baía! valia mt mais ! -sem dinheiro mas felizes!



De João Boavida a 30 de Abril de 2010 às 11:04
Interessante post. Só uma correção, algo importante, o valor das casas á venda em 2ª mão, relativamente á dois ou três anos, não desceu mais de 20% (e já estou a dar uma margem grande, pois qualquer valor estatistico aponta mais para os 10%). No máximo. é capaz de haver alguns exemplos, em nada reptresentativos, que se possam aproximar dos tais 50%%, mas estes são a excepção. Se eu estiver errado, por favor apresente-me as suas fontes, que terei todo o prazer em pedir desculpas.
A análise económica é interessante, se bem que a análise ceteris paribus de M tem alguns problemas num cenário como o actual em que existe variação e flutuação de V. Não sei se tinha considerado este facto, visto que V é normalmente dado como constante.


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