De Socrat, Assis, Lelo e comp. negativa a 14 de Maio de 2010 às 13:26
DITO&FEITO 14/05/2010

Com que cara irá José Sócrates enfrentar os portugueses a partir de agora?
Como poderá olhar de frente qualquer cidadão depois de ter garantido que não iria aumentar impostos nem existia tal necessidade, depois de o ter reafirmado a pés juntos, há pouco, no Parlamento?
Como conseguirá encarar uma câmara de televisão ou a população de qualquer localidade onde se desloque depois de fazer subir todos os impostos: o IVA, o IRS, o IRC?

Que legitimidade e autoridade pessoal ainda lhe restam para justificar, de cara levantada, a irresponsabilidade de ter negado até ao limite da insensatez a obrigatoriedade de arrepiar caminho?
E de ter impedido, até ao último minuto, que se tomassem medidas de emergência para travar a gravíssima crise da dívida do país?

José Sócrates já se convertera num primeiro-ministro politicamente fragilizado, com a sua imagem marcada de forma irremediável por um défice de seriedade e de credibilidade.
A sua personalidade combativa e determinada já não disfarçava a vacuidade dos discursos, a insuficiência das explicações, a falta de confiança que inspirava.

O grau de inconsciência política e a obstinação cega que revelou, nas últimas semanas, ao tentar iludir a catastrófica situação em que deixara o país mergulhar – continuando a teimar nas grandes obras públicas e num patético discurso a celebrar o crescimento ilusório da economia –
transformaram-no de primeiro-ministro exangue num chefe de Governo virtual, que vive noutra dimensão da realidade, num mundo de fantasias e mentiras.

Regressou de Bruxelas – depois de Merkel e Sarkozy o forçarem a descer, momentaneamente, à terra – a negar tudo o que antes dissera.
E a comprovar que, face ao seu estado de alucinação política, o primeiro-ministro em funções neste Governo, por força das circunstâncias, se chama Teixeira dos Santos

Sócrates tornou-se já um has been da nossa vida política.
E um estorvo, a prazo, para o PS.
Com a campanha presidencial de Manuel Alegre, a combater o PEC-1, o PEC-2 e toda a política de austeridade do Governo, o PS corre o risco de se tornar um partido esquizofrénico.
E de chegar em fanicos a 2011.
Pode agradecê-lo a Sócrates.

jal@sol.pt 14.5.2010
por JAL http://sol.sapo.pt/Blogs/jal/default.aspx

Sol & SOMBRA
Francisco Assis

Perdeu a sua autoridade e peso político como líder parlamentar ao caucionar dois casos lamentáveis na bancada do PS.
O das viagens a Paris da deputada Inês de Medeiros, que defendeu de forma incompreensível e sem fundamentos aceitáveis.
E o do inacreditável furto dos gravadores a jornalistas cometido pelo seu vice-presidente Ricardo Rodrigues.

Alega o líder parlamentar que este é um deputado que se rege ‘por princípios e valores’.
Quais?
O da prepotência sem freios no exercício do poder?
O do desrespeito por regras básicas da vida democrática?
O da intolerância praticada à margem da lei?
Belos princípios...


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