5 comentários:
De DD a 8 de Maio de 2010 às 00:25
Não se pode falar de política e do social sem números.
Em Portugal, em 2009 o custo das baixas pensões de velhice, invalidez, sobrevivência, etc. foram de 15.959 milhões de euros (quase 30% das despesas do Estado). A receita dos agregados da Taxa Social Única para essas pensões foi 13123 milhões de euros. O défice ronda os 2.836 milhões de euros.
O valor das pensões dividido pelos 3,2 milhões de pensionistas dá 483 euros mensais, portanto uma miséria.
A pensão justa deveria ser de 1000 euros mensais ou 14.000 anuais, o que daria 46.200 milhões de euros, quase o total das receitas do Estado que foram de 55.000 milhões de euros.
Não me venham pois com essa aldrabice de que o Estado gasta muito quando a maior parte da receita consiste em devoluções monetárias à sociedade e serviços de saúde, educação, justiça, etc.
Também não venham com a aldrabice que o Estado pode fazer mais do que faz ou poupar em desperdícios que ninguém diz quais são, a não ser que considerem desperdício as baixas pensões pagas. Também não venham com o ordenado do Governador do Banco de Portugal que dsaria para alguns cêntimos mensais para os pensionistas. Os próprios lucros da banca, que foram de 5 milhões de euros por dia, dariam para aumentar em 1,5 Euros mensais as pensões portuguesas e menos de 50 cêntimos por cada residente no País.
Claro, é indispensável colocar a idade da reforma nos 65 anos para todos os cidadão como factor de justiça, considerando que há a pensão de invalidez que compreende a impossibilidade antes dessa idade de exercer uma dada profissão. O Estado gasta mais de 2.000 milhões de euros nessas pensões de invalidez.


De DD a 6 de Maio de 2010 às 12:33
A disfuncionalidde tem tudo a ver com a disfuncionalidade co comunismo capitalista chinês. Esse é que destruiu os mercados ao utilizar mão de obra a preços de escravatura, ou seja, menos de meio dólar à hora.
Um exemplo: A máuina electrónica de um relógio Camel ou de outra marca custa cá a um relojoeiro cerc de 2,5 euros com margens dos importadores, retlhistas, incluídas. A caixa custa menos.
O relógio é vendido a muito mais de 100 euro e, talvez, nem chegue custar 5 Euros. O lucro é fabuloso e é assim para quase todo o tipo de mercadoria.

Para a Europ fabricar bens trnsaccináveis é imprescindível que haja um levantamento de barreiras alfandegárias, o que acareta um aumento de preço de bens europeus. Mas, enfim, não podemos ter salários melhores e pleno emprego sem pagar.


De A arder mas só para alguns... a 6 de Maio de 2010 às 10:55
São tudo papões a agitar medos por forma a conseguirem levar a "bom" porto (o porto deles) as sua intenções.

Já viram que se acabar o Euro significa que não há razão para a existência do Banco Central Europeu (BCE) e como isso levaria ao arrastamento e queda da própria União.

O que fariam Barrosos, Constancios , Elisas , Queiros , Castros, Portas e Rageis . Lá se iam os anéis.

A Europa está a arder mas não é para todos, como sempre...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 6 de Maio de 2010 às 10:52
Por cá continuamos a ver todos os dias, os nossos governantes em inaugurações, com discursos de que é tudo de uma importância enorme.
Ora, mostra a experiência da vida vivida, que quando 'tudo' é importante, 'nada' importa.
E não é por porem um tom de voz melodramático nesses discursos que as 'coisas' passam a terem um desígnio nacional.
Lembram-se da fábula de La Fontaine? Da pomba?
Um dia em que for mesmo a sério, é mesmo dramático, é mesmo de desígnio nacional, de importância vital, e o País não vai ligar nenhuma...


De Quem são os responsáveis ? onde estão? a 6 de Maio de 2010 às 09:16
Um credo consensual

«Estamos numa economia em agonia que enriquece vendendo a sua carcaça. E tudo o que os contestatários encontram para fazer é tapar o nariz e comprá-la» (Raoul Vaneigem)

A disfuncionalidade moral e a injustiça profunda do capitalismo encontram expressão nas crises cíclicas de que se nutre o credo no “crescimento”, impondo a produção e o consumo de quantidades cada vez maiores de mercadorias
graças ao endividamento compulsivo, à psicose da competitividade e, necessariamente, à concomitante imposição legítima
(porque assente na permissividade da regulação sancionada pelo voto recorrente nos partidos capazes de manter o status quo dos beneficiários deste credo)
- dos mais insidiosos mecanismos produtores de pobreza.

As vítimas – sejam os países pobres do hemisfério sul ou as economias tresmalhadas da zona euro, são abandonadas à voracidade dos predadores.

As medidas impostas pelos países ricos e pelas instituições supranacionais encarregues de assegurar a transferência de riqueza para os predadores, vergando a soberania e a dignidade dos mais vulneráveis,
afectam sobretudo os rendimentos do trabalho, os mais desfavorecidos, os desempregados.

E depois de dois anos de crise do neoliberalismo, de mil e uma promessas de mudança e de reforma da arquitectura financeira do sistema-mundo, o credo produtivista continua vivo e todos procuram maneira de regressar aos
dias dourados do “crescimento”, quando o roubo era mais discreto e pacífico e não havia confrontos nas ruas.

A visibilidade da besta cultuada pelos acólitos deste credo, torna-se particularmente nítida quando a linguagem da dissimulação que a exprime se oferece como espectáculo – especialmente quando se materializa em violência.
Na Grécia, três desafortunados trabalhadores de uma instituição bancária foram incinerados vivos por uma turba de gente raivosa e artesanalmente armada, à frente, ou nas margens,
de uma multidão de outros desafortunados trabalhadores em justo protesto contra o roubo de que são alvo. Não basta noticiar que os trabalhadores enfrentaram a polícia.
Nada justifica estas mortes e ninguém poderá reparar a hedionda injustiça deste fim de vida trágico para aqueles três trabalhadores.
A quem serve esta estúpida e inútil violência?
Quem são os derradeiros responsáveis?

Publicada por Francisco Oneto em 6.5.10 , Ladrões de Bicicletas


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