EUROPA EM APUROS, OS POBRES A ARDER

 

A Europa arde em lume brando mas nem toda a gente se queima

Porque, desde o plano Marshall, a Europa ainda não foi capaz de se libertar das influências dos Estados Unidos da América do Norte continua com dificuldades e problemas de ordem interna, em termos organizativos e estruturais e de ordem internacional enquanto interlocutor a “uma voz” na cena da globalização tanto económica como militar.

Se a Europa e os países europeus tivessem seguido o exemplo, já aqui referido, de Portugal do tempo da ditadura não estaria a viver, uma e outros, a situação presente.

A democracia, embora sendo o melhor dos regimes conhecidos tem os seus pecados e por vezes, alguns deles, podem ser mortais.

Contudo, muitas das agitações que por aí abundam são tudo papões a agitar medos por forma a conseguirem levar a "bom" porto (o porto deles) as sua intenções. Já viram que se acabar o Euro significa que não há razão para a existência do Banco Central Europeu (BCE) e como isso levaria ao arrastamento e queda da própria União. O que fariam Barrosos, Constâncios , Elisas , Queiros, Castros, Portas e Rangeis . Lá se iam os anéis.

A Europa está a arder mas não é para todos, como sempre...


MARCADORES: , ,

Publicado por Zé Pessoa às 10:14 de 07.05.10 | link do post | comentar |

17 comentários:
De Zé T. a 11 de Maio de 2010 às 11:34
Boa prosa, ... falta a prática para validar (ou não) as palavras e ganhar 'crentes'/optimistas.

Quanto às críticas vs propostas (diz Boavida que estão em falta) elas têm passado, presente e futuro (embora canse andar sempre a repetir o mesmo e não ser 'ouvido', quanto mais discutido ou posto em prática...) -
e, para além das próprias de cada um e das apresentadas em Secções, podem-se referir aquelas que foram feitas no Congresso de eleição do actual secretário-geral do PS, as que são feitas no MIC, as que são feitas na Corrente de opinião Esquerda Socialista, na Margem Esquerda, ... as de Cravinho, Seguro, Ana Gomes, etc.
ou estes militantes também não contam, são velhos do Restelo, e bota-abaixistas, ...
- concorde-se ou não (parcial ou globalmente) há que reconhecer que no PS não há pensamento e prática única, ... embora as minorias sejam compradas, abafadas, empurradas para fora e até veladamente ameaçadas...

E é também por estas (últimas) coisas que alguns preferem usar 'nicknames', pseudónimos ou o anonimato simples, que lhes permitem mais liberdade de expressão.

E, afinal, que interessa que B ou X seja um nome verdadeiro enquanto Z ou A são falsos, quando o importante (aqui na net) são as IDEIAS, os valores, as propostas, as críticas e a liberdade de expressão ?! ?? !! !!
Ou será que também aqui é necessário apresentar o 'id', o nºfiscal, o extracto de conta bancária,... o 'CV', os ''pergaminhos'', as relações familiares, os títulos e cargos, ... e outros correlativos muitas vezes associados ao Tráfico de Influências, ao Nepotismo e à Corrupção ?!





De Zé Pessoa a 7 de Maio de 2010 às 23:10
Depois de ler estes recentes três/quatro comentários, acho que já valeu a pena ter escrito o post.

No fundo, mesmo saindo, em certa medida, do tema inicial, não de todo é certo visto que o fundo a questão radica no modo como é encarada e realizada a política, seja ela a partir do interior dos partidos, passando pelas autarquias, atravessando a nacional que acaba por embater na europeia e internacional.

Em certa medida é a velha questão da floresta e das arvores, só se garante a saudável existência da primeira, tratando bem as que dela fazem parte.

Depois desta saudável “polemica” entre João Boavida, que eu não tenho a certeza de conhecer, não tenho duvidas em atestar que é o seu nome próprio e suponho inclusivamente pertencer partidariamente falando, à secção de Benfica/são domingos de... do Partido Socialista e Zé das Esquinas o Lisboeta, também eu devo esclarecer que o pseudónimo de “Zé Pessoa” deriva de uma razão de memória a irmão chamado José Maria e falecido com poucos meses de vida e por razão de simbolismo como também refere o amigo “Zé das Esquinas o Lisboeta” quer aos Zés como às pessoas que anonimamente tanto lutam para enfrentar as agruras da vida. Afinal de contas, mesmo vivendo numa certa democracia, as desigualdades se aprofundaram.

Quase me apetecia lançar o desafio de um encontro...


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 20:21
Em primeiro lugar deixe-me confirmar que o meu nome realmente é João Boavida, e se duvidar com certeza uma pesquisa na net poderá retirar-lhe qualquer dúvida. Esteja á vontade para brincar com nome, uso-o á mais de 30 anos e tenho sentido de humor suficiente para apreciar uma boa piada. Agora também lhe devo dizer que dificilmente conseguirá dizer algo que eu não tenha já ouvido.
Relativamente ao que escreveu, devo dizer que não pude deixar de me rir, não num tom jocoso, mas sim um riso de quem aprecia a forma e o conteúdo do que escreveu.
Mas se me permite, faço apenas alguns reparos. O PS não se vai auto regenerar, o PS pode-se regenerar, mas essa regeneração, à falta de melhor termo, nada tem nem terá de automático, muito pelo contrário, exige esforço e dedicação constante, tal como a democracia.
As palavras que eu digo e as causas que eu defendo, embora pareçam ingénuas, são fruto de quem, depois de mais de 10 anos ligado ao PS e á JS (e quando se fala de truques, malabarismos e afins, num contexto politico, são os ‘crescidos’ do PS que são uns ‘meninos’), depois de ver e às vezes também fazer (não dou lições de moral a ninguém) o que de pior se faz na política, conscientemente e de olhos abertos, defendo a politica como a mais nobre das actividades, no sentido com que os gregos e os romanos usavam o termo (também eles usaram vários truque, malabarismos e afins).
Quando vemos, como eu já vi acontecer, boas ideias e ideologias serem pervertidas por fanatismos temporários ou permanentes, quando vemos politicas serem criticadas ou defendidas não por causa do seu valor inerente mas sim por causa de interesses pessoais mesquinhos, quando vemos as melhores intenções transformarem-se nos piores resultados, assim como o inverso, é fácil cairmos no cepticismo e na descrença de tudo o que tenha a ver com a politica.
Para mim, e falo apenas em meu nome, esse cepticismo e essa descrença têm como resultado apenas o agudizar do problema, que tem um nome, e apenas um, apatia. No tempo dos meus pais o inimigo era a ditadura e a falta de liberdade, hoje o inimigo é, sem dúvida a apatia, e é inimigo bastante mais perigoso, pois reside em cada um de nós.
E por isso, racionalmente e bem ‘acordado’, defendo a única arma que conheço com resultados, o optimismo, pois é o nosso único aliado com força suficiente para combater a apatia, pois também ele reside em cada um de nós.
Não um optimismo cego de quem não conhece a realidade ou se esconde dela, mas um optimismo realista, que sabe os homens são falíveis, e que dirigentes políticos e militantes, eleitores e eleitos, seguidores e seguidos, mais não são que homens, homens bons e maus, homens competentes e incompetentes, homens motivados e apáticos, e todas as gradações possíveis entre quais quer outros espectros de homens que se possam imaginar.
Acho que me alonguei um pouco a explicar uma ideia muito simples, que já aqui escrevi, num comentário a um outro texto, “All that is necessary for the triumph of evil is that good men do nothing”. Acho que esta simples frase traduz todo o sentido do que aqui tenho escrito e hei-de continuar a escrever…


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 7 de Maio de 2010 às 15:45
Tenho um amigo que à muito me disse o seguinte: “ A CULPA É SEMPRE DE QUEM MANDA”.
E doutra vez me disse: “Mal do ‘chefe’ que precisa de dizer aos seus subordinados: EU É QUE MANDO!”
- Mas em Portugal a culpa é sempre do “trolha” nunca do “engenheiro”…

Vem o amigo Boavida agora desdizer-se, como se não tivesse afirmado:
“… os militantes se demitem das suas responsabilidades, e passam a falar de outros militantes, em tudo iguais aos primeiros, como responsáveis de coordenação partidária ou qualquer outro tipo de distinção hierárquica, é nesse momento que começam atitudes de avestruz.
E mais, devo dizer que é com muita pena que vejo militantes de qualidade pouco mais fazerem para além de criticar, criticar e criticar.”

Mas antes arrepiar caminho do que nada.
E na sequência de alguns outros comentários a propósito da minha fraca analogia:
Há maridos que mesmo ‘encornados’ insistem no amor que os une.
Há gostos para tudo.
Bem-haja os ‘mansos’ que mais enlevos dão aos ‘bravos’.


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 17:15
A palavra escrita tem destes problemas, é que passa sempre menos conteudo e se presta mais a sermos mal interpretados do que uma conversa ou debate presencial.

Da minha parte,fiz um elogio sincero a uma boa analogia, e se tive medo em usurpar a sua analogia, talvez os Zés possam agora ter alguma humildade e recolhecer que levaram essa mesma analogia longe demais ao falar de 'encornados' e 'mansos'.

Agora fala-me de um arrepiar caminho que eu não vejo.
Não tenho problemas em mudar de opinião se me for demonstrado que a minha opinião está errada, mas até agora isso não aconteceu. Se eu dei a entender por ineptitude ou distração, agradeço que me cite e demonstre esse arrepiar caminho, pois eu não o vejo.

É impressão minha, ou continuo a ser o unico nesta conversa sem medo de assinar o seu nome verdadeiro?


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 7 de Maio de 2010 às 18:12
Peço-lhe desculpa se sentiu pessoalmente incomodado ou ofendido com alguma dos meus dislates feitos ao correr do teclado do computador.
Quero-lhe afirmar inequivocamente que não me referi nunca pessoalmente a quem quer que fosse, muito menos a si que não conheço, a não ser das linhas que aqui já escreveu.
Mais, pelo que aqui escreve, parece-me ser bem formado, cheio de boas intenções, independentemente se eu concordo ou deixo de concordar com elas, e mais, mostra ser um homem de fé ou esperança ou o que quer que seja, no partido socialista.
A meu ver até encontro alguma santa ingenuidade na mudança que anseia.
Passo a explicar-me. De uma forma simplista o amigo reconhece que nem tudo vai bem no seu partido e nomeadamente que os militantes descontentes não deviam afastar-se e dentro das secções deviam lutar pela mudança quer de pessoas quer de políticas. Certo? É mais ou menos isto?
Por isso é que é contra os que mostrando ser socialistas afastaram se e agora 'só' criticam os que lá ficaram. Certo, ou não?
O amigo julga que o PS se vai auto regenerar .
É aqui que eu acho que está enganado, veja eu disse acho, não disse que estava engando!
A vida para si, nomeadamente a partidária, deve ter sido..., como é que eu hei-de dizer, simples? Fácil? Cordata, sem grandes ondas? Não me ocorre o termo certo.
Pois ainda bem para si. Nada contra. Quem não tem grandes objectivos também não se arrisca a ter grandes decepções.
Mas não é nas águas mornas que as coisas avançam, a não ser os poderes instituídos.
Os 'mansos', termo que usei, era meramente ilustrativo. Não tinha a ver com infidelidades ou pejorativo . Tinha a ver com a vida que os que alinham, nem que seja pela sua brandura (mansidão) permitem aos gulosos pelo poder perpetuar-se nele e usarem-no no 'nosso' nome, por terem sido eleitos.
Esta questão já aqui no Luminária foi abordada inúmeras vezes.
Mas não 'pessoalize' as coisas. E mais se me permite a deselegância, veja se 'acorda' para a vida vivida.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 7 de Maio de 2010 às 18:20
Ah, esqueci-me de lhe responder à questão dos nomes com que se assinam os comentários.
Pela parte que me toca, escolhi este 'apelido' também por simbolismo. vale o que vale.
Mas até pensei que o seu - João Boavida, também assim o fosse. Eu era o dos "Zés" você era o dos " Joões " e "Boavida" como deverá saber melhor do que eu, tem uma carga enorme se simbolismo - toda a gentinha gostava de ter "boavida ".
Não sabia que era o seu verdadeiro nome. Vou dar com certo, pois não sei se é peta, e não brincar com isso, embora porque sou mesmo assim, às vezes me apeteça... Um abraço.


De Zé T. a 7 de Maio de 2010 às 15:14
Todos fazemos Política (uns dentro, outros fora de paridos, uns mais militantes outros mais militados, uns mais básicos outros mais enfatuados, ... uns votando, outros ficando)

O que parece ser o sentimento de muitos (e também aqui expresso em muitos comentários) é que
- os militantes de base se sentem 'encornados' pelas cúpulas/nomenclaturas dos partidosos, dos SEUS partidos; e que
- os restantes cidadão-contribuintes comuns (e não militantes, mas pensantes) se sentem fo... pelos governantes e marajás deste país !


De Zé Pessoa a 7 de Maio de 2010 às 14:33
Muito obrigado amigo (permita-me que ideologicamente o trate por camarada) "Zé das esquinas o lisboeta".

Eu não teria respondido melhor, ao amigo Boavida.

Eu próprio me senti, politicamente falando claro está, como o marido ali figurado, demasiadas vezes.

Quanto à interpretação que o amigo Boavida faz do texto inicial digamos que é, em certa medida, correcta, mas não exageremos, não são nem exclusivos nem únicos os responsáveis os políticos portugueses, em boa verdade somos todos culpados mas como é obvio quem tem maiores responsabilidade tem, naturalmente, maiores e mais graves culpas.

É como dentro dos partidos, onde não podem ser assacadas iguais culpas a um militante sem qualquer cargo que a um que seja coordenador de uma qualquer estrutura. Veja-se quem decide das escolhas para certos cargos dentro e fora do partido.
Pergunto ao amigo Boavida, junto de quantos “militantes de qualidade e que pouco mais fazem que criticar, criticar, criticar e criticar” quais as razões porque o fazem.

Eu, pela parte que me toca, faço-o por três razões essenciais: sou por natureza pessoa irreverente, faço-o por imperativo de consciência democrática e porque estou farto de ser tratado como aquele marido anteriormente ilustrado.

Quer o amigo Boavida mais razões para, segundo palavras suas, tanta critica? Sem muito esforço arranjam-se mais meia dúzia. Creio não ser necessário.


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 15:05
Peço desculpa, não me fiz entender, não é com as criticas que eu tenho problemas, até acho que devia haver mais (não vale a pena falar da qualidade das criticas, que isso era todo um novo tópico).
Que haja criticas, pois só assim podemos melhorar a nossa acção politica.
O meu problema é o "pouco mais", pois só critica sem acção é uma critica vazia de conteudo, a roçar, tocar ou rebolar no demagógico, principalmente quando é tão fácil fazer acção politica, dentro e fora do nosso partido (E REPITO, É FÁCIL FAZER ACÇÃO POLITICA, DENTRO E FORA DO NOSSO PARTIDO)


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 15:26
Já agora, acho que fugi um pouco ao tema no ultimo comentário. Permitam-me voltar ao assunto em questão...
Não aceito totalmente a premissa de um qualquer coordenador ter mais culpas do que os militantes que o elegeram, embora conceda que independentemente de quem tem mais da culpa, ela é sempre a distribuir entre eleitos e eleitores.
Agora uso exactamente o mesmo exemplo que o Zé Pessoa para demonstrar o ponto de vista contrário, pois "Veja-se quem decide das escolhas para certos cargos dentro e fora do partido" e á quanto tempo isto acontece, e tendo em conta a rotatividade dos dirigentes politicos (que reconheço que podia ser maior) e a falta de rotatividade e rejuvenescimento dos militantes (que é na sua maior parte inexistente), para se assacar responsabilidades.
Queremos falar de mudar o sistema de escolha de pessoas que o Partido indica? Ora aqui têm uma boa oportunidade de me calarem (antes de ser mal entendido, esta é apenas uma forma de expressão, pois nem eu me calo, nem nunca ninguém neste blog me deu a entender que preferia que eu me calasse, muito pelo contrário):
SUGIRAM UMA ALTERNATIVA, DEFENDAM-NA, MUDEM-NA COM BASE NAS OPINIÕES DISCORDANTES, VOLTEM A SUGERI-LA, CRIEM UM CONSENSO Á VOLTA DESSA ALTERNATIVA E FAÇAM-NA APROVAR, EM VEZ DE APENAS CRITICAREM O QUE EXISTE


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 11:44
Se se acabar o Euro, se se acabar o BCE, se se acabar a União, quem sofre são os Barrosos, Constâncios , Elisas , Queiros, Castros, Portas e Rangeis???
Demagogos não são só aqueles com quem não concordamos, "O demagogo era aquele que, na antiga Grécia, era escolhido para “vender” ao povo uma mentira, constituindo-se assim numa especialidade de manipulação popular, sendo vista e muito condenada enquanto forma corrompida do exercício da democracia."
É fácil atiçar as chamas da desconfiança em relação aos politicos, são recorrente as teorias de conspiração, é fácil dizer que se não tivessemos feito o que fizemos, não teriamos a situação que temos, mas será que este tipo de texto realmente contribui e ajuda a resolver o problema que temos, ou simplesmente apanha a onda da contestação vazia e enxarca-nos em demagogia? (as metaforas aquaticas parecem-me adequadas neste caso)
Já agora, o homem chamava-se Marshall, e não era Marechal, mas sim General.


De O rei não vai nu? a 7 de Maio de 2010 às 12:41
Caro João Boavida

Já não é uma questão de desconfiança, não é não senhor.

É pena que, certos responsáveis , continuem a não quer ver o que está à frente dos olhos e que apenas as circunstancias de dependência não tornam a situação mais grave para o lado partidário.

São questões de atitudes e de práticas, entre outras, por parte de muitos dos que têm responsabilidades de cordenação partidária.

Qual será, efectivamente , a razão para que, mesmo internamente, os partidos tenham a participação dos seus inscritos (militantes) na ordem dos 20, 25 por cento, se não menos?

Se o povo algum dia tomar conhecimento como são as práticas e os comportamentos internos nos partidos então é que deixaram, de todo, acreditar na democracia.

Isto não se resolve com atitudes de avestruz, mas com a assunção do problema. Nenhum doente trata uma doença se não assumir, primeiramente, que a tem.

A maioria dos políticos teimam em apregoar que vai tudo uma maravilha, em termos partidários, quando quem olha do exterior (ainda que desconhecendo toda a realidade) e muitos dos que se afastaram vêm que "o rei vai nu"


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 13:08
É uma resposta interessante, que suscita alguns temas novos e antigos, que gosto sempre de discutir neste blog mas que pouco tem a ver com o texto inicial e sobre o que tentei dizer.
Vamos por partes, em relação ao texto que originou a discussão, que parece dar a entender que os responsáveis politicos portugueses que assumem ou assumiram responsabilidades a nível europeu não têm interesse em resolver a crise, e que o que lhes interessa é apenas manter o seu trabalho. Este é o meu entendimento do que foi escrito originalmente (se estiver errado, por favor corrija-me) e com o qual discordo. Independentemente dos vários defeitos e das várias divergencias e discurdancias politicas que também tenho com as pessoas em causa, este tipo de ataques só denegride a imagem dos politicos em geral, em nada ajuda a resolver o problema e, para mim, é tão demagógico como qualquer outra promessa politica.
Relativamente ao comentário e à participação dos militantes, e deixando desde logo eu sou militante e por isso contra mim falo, a responsabilidade dessa falta de participação no passado, no presente no futuro, assim como os primeiros e os ultimos responsáveis por essa falta de participação são e sempre serão os próprios militantes. A partir que os militantes se demitem das suas responsabilidades, e passam a falar de outros militantes, em tudo iguais aos primeiros, como responsáveis de coordenação partidária ou qualquer outro tipo de distinção hierárquica, é nesse momento que começam atitudes de avestruz.
E mais, devo dizer que é com muita pena que vejo mililtantes de qualidade pouco mais fazerem para além de criticar, criticar e criticar.
É nos momentos dificeis que tem de haver mais militancia e não menos!
É nos momentos dificeis que temos de ser honestos e claros, e não demagógicos.
E principalmente, é nos momentos dificeis que temos que nos unir enquanto iguais, e não criar barreiras artificiais seja entre militantes e não militantes, seja entre militantes e dirigentes!


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 7 de Maio de 2010 às 13:56
Eu vou-me intrometer.
Acho que compreendo o Boavida.
Mas sabe que para tudo na vida há um limite.
Imagine, o amigo, que a sua esposa, que você ama, começa a chegar tarde a casa, não 'fala' consigo e quando fala mesmo é sempre a deitá-lo abaixo e a elogiar os maridos de outras ou até, os colegas de trabalho. Que quando tem de convidar alguém para uma festa, em vossa casa, esquece sempre de o avisar, e até convida estranhos às vossas relações e quando questionada, não lhe responde, ri-se ou diz que são mais-valias sociais... Que só conta consigo para pagar as contas e nem se justifica perante as despesas que faz não serem propriamente para o lar.
Que é que o amigo, pensa deste assunto?
Reflicta bem, sobre esta precária analogia e diga de sua justiça partidária e dos que, independentemente gostarem das esposas, perante este comportamento imaginado, devem fazer/comportar-se?
Nota: Não sou militante de nada.


De João Boavida a 7 de Maio de 2010 às 14:21
Um casamento é sempre dificil de manter, implica trabalho e dedicação de ambas as partes, para além do amor à causa.
Compreendo a situação e até compreendo quando as pessoas precisam de "dar um tempo" ou "fazer uma pausa".
Mas é uma situação que, se acaba em divórcio, e sem estar a falar das especificidades de cada casamento, a unica coisa que posso garantir é que existem sempre culpas de parte a parte.
E antes do chegar ao divórcio, se realmente existe amor, importa insistir e muitas vezes é necessário mudar de atitudes, de ambas as partes.
O pior que pode acontecer é quando se vê um ex-marido que só fala mal da ex-mulher, como se ele não tivesse culpa nenhuma. Pode ter a certeza que a ex-mulher também não ficou com grande opinião acerca dele...
Acho a analogia bastante boa e espero não ter abusado dela para explicitar o meu ponto de vista.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 7 de Maio de 2010 às 11:23
Como já o escreveu anteriormente:
"Vivemos demagogias sem precedentes e não comparáveis com as da Grécia antiga. Será porque os demagogos se democratizaram universalmente?"
Mas permita-me ainda o dislate:
Tem a certeza que perante do que diz vir a acontecer, eram mesmo os anéis que se iam?
Quais anéis? Os Zés Pessoas ou os Zés Lisboetas ou os outros Zés deste País ainda têm anéis? Tenho a vaga impressão que eram mesmos os dedos... e há para aí muitos não Zés a quem mereciam ir não só os 'dedos' mas também as 'cabeças'.



Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO