PEDOFILIA, UM MAL ANTIGO NÃO EXCLUSIVO DA IGREJA

 

Embora a pedófilia não possa ser entendida como um mal exclusivo da igreja, como poderia fazer crer a actual situação de alguns padres e bispos católicos e dos meandros da respectiva igreja, o facto é que nela tem colhido abrigo algumas dessas práticas ao longo da história da humanidade, ao longo da sua historia nos recentes dois mil anos.

O mal maior está na contradição, no bluff que tem sido a sua mensagem face às suas práticas. O silencio não tem sido só de ouro, também o é de criminalidade.

 

É duvidoso de concluir que, postos no prato da balança, o bem realizado compensará o mal espalhado, até porque este tem sido, muito bem escondido.

As igrejas sejam elas mais antigas ou mais recentes, como alguém afirmou, não são “mais do que um partido político com muito melhor organização, muito melhor propaganda e muito mais meios”. Acrescentaria muito mais engenho, no domínio da exploração psicossociológica e cultural dos indivíduos, pese a contradição factual de por um lado excluírem as mulheres das suas estruturas orgânicas por outro os homens andarem de “saias” a que pomposamente chamam de batina.

Mas, pensando bem, é muito redutor comparar a Igreja (católica), ou qualquer outra, salvo alguns comportamentos dos respectivos membros, com um partido político pela simples razão de que estes são terrenos e aquelas provêm do além, na sua razão de ser, e só em parte são terrenas como seja a industria turistica-religiosa. No caso da Igreja católica até tem, terrenamente falando, o reconhecimento e honras de estado. Vá-se lá saber porque, razões que a razão espiritual desconhece. Afinal o reino não é do outro mundo mas é deste. Pobre cristo, o crucificado...



Publicado por Zurc às 15:54 de 09.05.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De . a 12 de Maio de 2010 às 15:45
Não é uma declaração extraordinária (como já ouvi chamar-lhe) mas, sim, é corajosa e, sobretudo, inteligente
Alexandra Tavares Teles

"O sofrimento da Igreja vem do interior da Igreja, dos pecados que existem na Igreja. Considero isso algo verdadeiramente aterrador. A maior perseguição à Igreja não vem dos inimigos do exterior mas nasce, sim, dos pecados da Igreja. Existe a grande necessidade de se cumprir a penitência, de aceitar a purificação, de forma a procurar o perdão mas também a justiça. O perdão não exclui a justiça".

Bento XVI (sobre os casos de pedofilia na Igreja Católica)

via Jugular.blogs.sapo.pt


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