5 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 16 de Maio de 2010 às 09:33
Foi uma semana de 4 'F's
- Fado (RTP1)
- Futebol (Benfica)
- Fátima (Papa)
O 4º 'F' é meu e é exclamativo:
- Fosga.se!...


De Sacrificados vs Bando-de-salafrários a 14 de Maio de 2010 às 17:50
14 de Maio de 2010
OS TRABALHADORES SÃO UNS GANANCIOSOS !

A Administração que suga quase três por cento dos lucros da Galp nos seus próprios salários e benefícios acusa os funcionários de falta de solidariedade por quererem um aumento.

"A Galp propôs aos seus funcionários um aumento de 1,5 por cento. Os trabalhadores vão fazer uma greve. O Presidente do Conselho de Administração, Ferreira de Oliveira, acusou os trabalhadores de "falta de solidariedade para com o futuro da empresa".
Alguns dados:

1 - Ferreira de Oliveira recebeu, em 2009 , quase 1,6 milhões de euros, dos quais mais de um milhão em salários, 267 mil em PPR, quase 237 mil euros de prémios de desempenho (mais de 600 mil em 2008) e 62 mil para as suas despesas de deslocação e renda de casa. É um dos gestores mais bem pagos deste país.

2 - Os sete administradores da empresa (ex-ministros Fernando Gomes e Murteira Nabo incluídos) receberam 4,148 milhões de euros. Mais subsídio de renda de casa ou de deslocação, no valor de três mil euros mensais. Os 13 administradores não executivos receberam 2,148 milhões de euros. Entre os administradores não executivos está José António Marques Gonçalves, antigo CEO da petrolífera, que levou para casa uma remuneração total de 626 mil euros, incluindo 106 mil de PPR e 94 mil de bónus. No total, os 20 gestores embolsaram 6,2 milhões de euros, 2,9% dos lucros da companhia.

3 - Os trabalhadores pedem um aumento de 2,8 por cento no mínimo de 55 euros. Perante estas exigências de aumento, a administração que recebe estes salários diz que, tendo sido estes dois últimos dois anos "de crise", elas são "impossíveis de satisfazer".

4 - A Galp não está em dificuldades. Os lucros ascenderam, no ano passado, a 213 milhões de euros. No ano anterior foram de 478 milhões de euros. A empresa vai distribuir dividendos pelos accionistas. Mas ao contrário do que tem acontecido nos últimos cinco anos os trabalhadores ficam de fora. "Não é possível distribuir resultados que não alcançámos", diz Ferreira de Oliveira, que, tal como o resto da administração, não deixou de receber o seu prémio pelos resultados que não alcançou. Os factos comentam-se a si mesmos. Por isso, ficam apenas umas notas:

A administração que suga (com uma grande contribuição do seu CEO) quase três por cento dos lucros de uma das maiores empresas nacionais acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento de 2,8 por cento. E que a greve "não defende os interesses nem de curto nem de longo prazo dos que trabalham e muito menos dos que aspiram a vir a trabalhar" na Galp. De facto, ex-ministros pensarão duas vezes em escolher aquela empresa para dar conforto à sua reforma se os trabalhadores receberem 2,8 por cento de aumento. De facto, um futuro CEO que precise de receber mais de sessenta mil euros para pagar a sua renda de casa e deslocações (que um milhão nem dá para as despesas) pensará duas vezes antes de aceitar o cargo se os funcionários que menos recebem tiverem um aumento de 55 euros mensais.

De facto, gestores que recebem prémios por "resultados não alcançados" não aceitarão dirigir uma empresa que distribui dividendos quando os lucros baixam. A ganância destes trabalhadores desmoraliza qualquer homem de negócios mais empenhado. Assim este País não vai para a frente. A ver se os trabalhadores da Galp percebem: todos temos de fazer sacrifícios.

Daniel Oliveira (Expresso)
Publicada por A.Brandão Guedes


De + impostos para quem tem + que o PR... a 14 de Maio de 2010 às 09:35
Governo espanhol estuda medidas adicionais de cortes sobre "quem tem mais"

O Governo espanhol está a estudar novas medidas adicionais de redução do défice público, que anunciará “a curto prazo” e que incidirão sobre os “que mais têm”, sem afectar a classe média, insistiu hoje o número quatro do executivo.

Aos jornalistas, Manuel Chaves disse que as propostas e o seu impacto serão conhecidos “no futuro próximo”, mas que “haverá um esforço maior paras os que mais têm”.

Notando que a classe média “já suporta ou vai suportar algumas das medidas anunciadas pelo Governo”, o terceiro vice-presidente do Governo escusou-se a explicar se as novas acções incidirão sobre as entidades bancárias, grandes empresas ou grandes fortunas.

Apesar de admitir a dureza do pacote de medidas anunciado na quarta-feira por José Luis Rodríguez Zapatero, o vice-presidente insistiu que “o bloco maioritário das políticas sociais” do Governo se mantém.

“Estamos a viver uma crise sem precedentes em Espanha nos últimos 80 anos e, por isso, não têm precedentes as medidas que adoptámos”, afirmou.

Questionado sobre se o presidente do Governo deu um volte face na sua política social, Manuel Chaves rejeitou que o Executivo tenha actuado com “improvisação” e destacou que nos últimos dias “já houve mudanças radicais”. Dada a importância de combater o défice, Chaves manifestou-se convicto que os sindicatos adoptarão “posições responsáveis em função do momento actual”, defendendo separar o diálogo social em torno à reforma laboral das reacções a este pacote de medidas

Recorde-se que o primeiro-ministro espanhol anunciou na quarta-feira um pacote de medidas de austeridade para cortar 15 mil milhões de euros aos gastos públicos. As medidas incluem um corte de cinco por cento nos salários dos funcionários públicos e de 15 por cento no dos altos cargos do Governo bem como o fim do cheque-bebé de 2.500 euros e a congelação das pensões em 2011.

Fonte: LUSA, 13.5.2010


De . a 14 de Maio de 2010 às 09:26
IMPOSTOS
[Publicado por Vital Moreira, 10.5.2010 Causa Nossa]

Os únicos impostos que produzem efeitos imediatos sem violar o princípio constitucional da não retroactividade são os impostos sobre transacções, com o IVA à cabeça, com a vantagem de terem uma ampla base tributária.

Se se quiser ampliar a receita fiscal para o próximo ano, há outras alternativas, como por exemplo a subida do IRC para o sector financeiro (que deveria contribuir especialmente para os planos de salvação fianceira que o favorecem acima de tudo) e o restabelecimento do imposto sobre sucessões e doações (porventura o mais justo de todos os impostos, que um governo PSD/CDS vergonhosamente aboliu).

Desonestidade
[Publicado por Vital Moreira]

É evidente que não era necessário subir impostos para alcançar uma redução do défice orçamental para 8,3% no corrente ano, como estava previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento. Provavelmente, até era possível ir um pouco além dessa meta.

Todavia, quando a situação de ataque ao Euro e à dívida pública portuguesa exige de Portugal metas mais ambiciosas para a redução do défice orçamental -- menos 1% este ano e menos 1,5% em 2011 --, então é óbvio que isso não pode ser alcançado somente com cortes adicionais na despesa (inclundo investimentos públicos), implicando também um aumento da receita orçamental, incluindo previsivelmente aumento de impostos.

Por isso, só pode considerar-se desonesta a tentativa da comunicação social para sublinhar uma aparente contradição entre anteriores declarações oficiais sobre a desnecessidade de subida de impostos (quando a meta do défice era 8,3%) e as novas declarações admitindo uma subida de impostos, quando a meta passou a ser 7,3%, o que custa cerca de 1600 milhões de euros.
Não exise portanto nenhuma contradição: quando se tem de ir mais rápido, a viagem fica mais cara...


De . a 14 de Maio de 2010 às 09:21
ATAQUE AOS SALÁRIOS? NÃO PODE SER !

Logo que o Papa se vá embora vamos ter as más notícias.Mais impostos e cortes nos salários, segundo dizem os jornais.O ataque aos salários num país de baixos salários é um ataque á economia e e um aprofundar das injustiças.Aumentar o IVA, imposto indirecto, é aprofundar as injustiças e desigualdades!Agravar a vida dos trabalhadores e reformados pobres!

O Governo não tem muitas saídas?O Governo tem que encontrar as melhores saídas e as melhores saídas são as que penalizem menos quem menos tem de rendimento.Atacar os salários de quem trabalha por conta de outros,salvo os gestores e adminsitradores e quadros superiores da Função pública, é aprofundar a injustiça social!

O Estado tem que lançar um plano de combate ao desperdício e ao compadrio clientelar no Estado , nas autarquias e empresas públicas.Não atacar os salários dos funcionários públicos.

Havendo ataque aos salários os trabalhadores e suas organizações devem responder com a contestação a tal política !

- por A.Brandão Guedes em 12.5.2010 BemEstarNoTrabalho


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