Crise para a maioria ... Bacanal para a alta.

Crise para a maioria ?... Bacanal para a banca

    Peter Paul Ruben: Bacchanal
Ainda não vi em nenhum dos mil e um fora de sábios, economistas do establishment ou de demiurgos da desgraça com que os media atordoam e assustam todos os dias os Portugueses (aqueles portugueses que querem preparar para a tosquia) explicar que os portugueses (como os gregos, espanhóis, alemães ou americanos) não são todos iguais e que os que levam com a crise no focinho são uns, a esmagadora maioria, trabalhadores e classes médias e depois há os outros, os agentes e beneficiários da crise (à proporção do país), os donos da finança e os seus agentes e cúmplices dentro e fora dos governos.

 

O (líder do PSD pede desculpa por concordar com as medidas...o) CDS grita que não quer aumento de impostos com uns salamaleques que pretendem fazer crer aos tosquiáveis cidadãos que estão a protege-los, ora o que é preciso é lançar impostos e muito elevados mas apenas para as altas e muito altas remunerações e prémios, acima, por exemplo, da remuneração do Presidente da República e aumento do IRC (real, sem as múltiplas isenções) à banca de modo a pagarem pelo menos tanto como as pequenas empresas e não metade ou menos como agora sucede.

 

E taxar as mais valias mas não apenas aos pequenos investidores como o Governo está a pensar fazer deixando de fora o grosso das mais valias, as que são auferidas pelos muito ricos através das SGPS e por não residentes (e offshores). 

 

# posted by Raimundo Narciso, em Puxa Palavra, 12.5.2010



Publicado por Xa2 às 08:07 de 14.05.10 | link do post | comentar |

10 comentários:
De Zé T. a 14 de Maio de 2010 às 18:00
ontem foi quinta-feira NEGRA: chegou o PEC 2.
Quando vai chegar o PEC 3 ? ...e o 4...?

Os Contribuintes pagam a Crise ... que os Financeiros criaram ... e da qual se estão a sair muito bem.

com o AMÉM do(s) Estado(s), Socializam-se os CUSTOS e Privatizam-se os LUCROS !
Até quando ?!


De importantes pormenores das Opções a 14 de Maio de 2010 às 17:33
Política e finanças
Rui Herbon, em Jugular 14.5.2010

A mais acentuada redução do défice, imposta por Bruxelas como contrapartida ao – chamemos-lhe assim – baylout, impunha opções financeiras.
Como atingir essa redução:
por via do aumento da receita ou da diminuição da despesa?
A diminuição da despesa é sempre mais incerta e lenta, e pode ter em certos componentes, como no caso da redução do investimento público enquanto o privado permanece anémico, consequências posteriores a nível do crescimento económico.
Assim, numa perspectiva de corte abrupto, o aumento de impostos é a medida mais eficaz e imediata, nomeadamente através do IVA (e neste caso acrescento o adjectivo preguiçosa).
Estamos, é fácil de ver, no domínio das opções financeiras.

Mas, apontado o caminho do aumento de impostos, entra-se no campo das decisões políticas.
Isto é, havendo que aumentar os impostos, a distribuição desse aumento não é indissociável de uma matriz ideológica. Sendo certo que o esforço deve ser de todos (pelo menos de todos os que ainda têm alguma capacidade de esforço disponível), convém redistribuí-lo de acordo com a folga de cada um.

Ora, o Governo ao aumentar em valor absoluto idêntico o IVA (já de si o imposto socialmente mais injusto) sobre os bens de primeira necessidade e sobre os supérfluos ou de luxo, tomou uma opção política.

A mim parecer-me-ia mais justo subir a taxa normal para 22% (esteve até não há muito nos 21, de onde nunca devia ter descido) e manter a taxa reduzida nos 5%.
Considero a linha financeira praticamente inevitável, mas a opção política tomada pelo governo, como já acontecera com alguns detalhes do PEC, não me agrada absolutamente nada.


De Ainda há Socialistas. a 14 de Maio de 2010 às 12:30
Crise/Medidas
António José Seguro discorda de subida do IVA

O deputado socialista António José Seguro manifestou-se na reunião da Comissão Política do PS solidário com o Governo «num momento difícil do país», embora apresentando medidas alternativas e também discordância face à subida do IVA

A Comissão Política do PS durou cerca de quatro horas e terminou sem críticas de fundo por parte dos dirigentes socialistas face ao carácter global das medidas de austeridade tomadas pelo Governo para reduzir o défice orçamental.

Numa reunião em que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, não usou da palavra, António José Seguro fez uma intervenção «para sublinhar o esforço que o Governo tem feito para enfrentar os ataques especulativos de que o país tem sido alvo» nos mercados internacionais.

«Este é um momento de convergência no que nos une - e o que nos une é o interesse nacional. Não há planos perfeitos e este não é um plano perfeito, tendo aspectos com os quais concordo e outros com os quais discordo», disse António José Seguro, numa referência ao pacote de medidas de austeridade do Governo, citado por um dos presentes na reunião.

Ao contrário de vários dirigentes socialistas que antes tinham criticado o corte de cinco por cento nos salários dos políticos e dos gestores, invocando uma cedência ao populismo, o ex-líder parlamentar do PS e ex-ministro de António Guterres defendeu essa medida de austeridade no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

No entanto, alegando «razões de coerência» com a posição que tomara em 2005, Seguro demarcou-se da opção do Executivo de aumentar o IVA - posição em que foi acompanhado por outros dirigentes socialistas, como Vera Jardim, que CRITICARAM sobretudo a SUBIDA de cinco para seis por cento da tributação sobre BENS ESSENCIAIS.

António José Seguro sugeriu, em contraponto, um AUMENTO de JUROS dos DEPÒSITOS e dos CERTIFICADOS de AFORRO como incentivos à poupança e DEMARCOU-SE de outros membros da Comissão Política do PS que antes da sua intervenção tinham defendido a necessidade de o Executivo e de os socialistas disporem rapidamente de um argumentário para explicar aos portugueses as medidas de austeridade.

«Com todo o respeito, essa não é a solução, porque entendo que este plano deve ser uma peça de uma estratégia que tenha como objectivos o crescimento económico e o emprego, para que Portugal convirja mais rapidamente com os países mais desenvolvidos da União Europeia», disse.

Na sua intervenção, Seguro considerou ainda que este «não é o momento para se discutir o caminho que o país seguiu para chegar a este ponto» e deixou duras CRÍTICAS à AUSÊNCIA de um GOVERNO ECONÓMICO na União Europeia.

«Há uma moeda única, mas não há união política», declarou, citado por um dos presentes na reunião, num ponto em que considerou «positiva mas tardia a criação de um fundo europeu de 700 mil milhões de euros» para socorrer as economias de Estados-membros em situação difícil.

Lusa / SOL


De Raimundo Narciso a 14 de Maio de 2010 às 11:44
Obrigado.


De impostos progressivos para os + ricos a 14 de Maio de 2010 às 11:40
De Raposo a 13 de Maio de 2010 às 16:57

Há um raposo a tentar arregimentar as hostes . Como de costume só se lembram do pagode em momentos de aflição.
Quando é para distribuir tachos e mordomias não passam cartão a ninguém .

Vejam lá se encontram a chave da gaveta e libertam o socialismo.
Por acaso ainda se lembram o que tal palavra significava?


De Entendam-se seus pulhas... a 14 de Maio de 2010 às 10:29
Porque não revêem os, corruptos, contratos que têm andado a fazer?
Porque não impõem um teto de determinado número de ordenados minimos às altas pensões de reforma que, certos magnatas que por aí há ainda a acumularem representações em serie em muitos órgãos sociais de empresas, tanto públicas como privadas?
Porque não se impõe a proibição de exercer actividade, mesmo que gratuitamente, a pessoas que tenham pensões acima dos cinco mil euros?
Porque não cria o Estado mecanismos de rigor e funcionais no controlo à economia paralela?
Porque a Europa, os EUA, a China, o Japão ... não foram, ainda, capazes de promover uma cimeira onde debatam a situações de crise e o balão em que se tornou a globalização e criarem estruturas, mecanismos e instrumentos orientadores e de controlo dentro de determinadas regras e balizas, sem prejuízo da necessária flexibilidade dos mercados?
Toda a gente sabe, mesmo o mais leigo dos cidadãos, que nos tempos que correm nenhum país só por si resolve o que quer que seja. Mais, em bom rigor a gravidade dos problemas atingiu tal profundidade que já nem as economias regionais são suficientes para enfrentar tais combates.
Entendam-se seus pulhas...


De Levaio para o céu, Senhor a 14 de Maio de 2010 às 10:09
Que pena eu tenho do senhor socretino que foi obrigado a impor uma redução de 5% nas remunerações dos políticos uma questão simbólica.

Aceitou, para uns o simbolismo e não se coibiu de impor as outros, aos mais necessitados, o cataclismo.

Essa de misturar o pão, os medicamentos, a água ... com a Coca-Cola é de gritos.

Levaio para o céu Senhor, que cá na terra já ninguém o quer.


De anónimo a 14 de Maio de 2010 às 09:58
O dinheiro compra tudo. Até o governo. Um ameaço de um endinheirado, que por exemplo diga que vai deixar de investir em Portugal, deixa o governo desorientado.
Toda a gente sabe que riqueza gera riqueza, mas não devia ser tirando à classe média baixa. Tão baixa, tão baixa, que se calhar já não é classe média.

Estamos mais num País de duas classes: Ricos e Pobres.
O governo esta a fazer dos ricos cada vez mais ricos e dos pobres cada vez mais pobres.

Desculpas com a crise, já todos estamos fartos.
Eu não queria pensar assim, mas sou levado a isso:
Não vivo melhor que no tempo da outra senhora. Para que serviu a mudança ?
Se calhar seria melhor perguntar: A quem serviu a mudança?


De . a 14 de Maio de 2010 às 14:15
Sem Papas na Língua . 14.05.2010 12:33, Público

Revoltem-se

A crise é da banca e do sistema financeiro capitalista. A culpa é dos políticos corruptos, dos que acumulam riqueza fácil, dos que fogem aos impostos gerindo a economia paralela.
Querem baixar o défice?
Ponham a banca a pagar os impostos que lhes pertence pagar e que não pagam !
Querem mais receitas?
Acabem com as tetas dos paraísos fiscais e tributem sobre os lucros da especulação bolsista !
Abram os olhos, estamos a ser escandalosamente roubados e mais empobrecidos.


De DD a 15 de Maio de 2010 às 17:42
Este anónimo não deve ter vivido no tempo da outra senhora. Não trabalhou numa fábrica farmacêutica em que as operárias ganhavam 900 escudos por mês e o director ganhava duas vezes mais que todo o pessoal junto, incluindo licenciadas em farmácia, químicos, contabilistas, etc..
Não tentou telefonar para qualquer ponto do País e ver a chamada cair ao terceiro número dezenas de vezes.
Não andou em faculdades superlotadas.
Não conheceu estrada cheias de buracos e nenhuma auto-estrada para o Porto ou para o Algarve.
Não viveu no Lumiar com apenas a Alameda das Linhas de Torres com eléctricos em que se levava meia hora ou mais a chegar ao Campo Grande.
Não conheceu um Lumiar sem uma única escola pública, não conheceu um País sem universidades e politécnicos fora de Lisboa, Porto e Coimbra.
Não conheceu um País com mais de 30% de analfabetos e aldeias miseráveis que só o deixaram de ser quando mais de dois milhões de portugueses emigraram para França, Alemanha, etc.
Há quarenta e cinco anos atrás, as rendas mais baratas do Lumiar eram de 1.110 escudos e os ordenados na referida fábrica farmacêutica eram de 900 escudos. Hoje, a mesma fábrica, instalada no Cacém, paga às operárias ordenados de 1.100 a 1.500 euros como verifiquei há dois dias atrás. Claro, o nível intelectual das referidas operárias é muito superior ao dos tempos da outra senhora.
Curiosamente, uma operária nesse laboratório farmacêutico ganhava por mês menos que dois frasquinhos de anti-inflamatórios que eram vendidos a 450 escudos e a operar uma máquina de produção de drageias produzia mais de 50.000 drageias por hora.


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