Ó José será Seguro?

É caso para se perguntar: ó José será seguro começar, tão cedo, a falar, dentro do partido, sobre a, inevitável, sucessão a Socrates?

É claro que, pelo menos, é muito arriscado e pouco aceitável, num momento difícil para o partido e, sobretudo, para o país, levantar tal questão.

Não é menos certo que começam, habitualmente, nestas ocasiões a emergir hipóteses alternativas e os mesmos de sempre a acusar os opositores das exactas e iguais deficiências de que há muito padecem e delas se não dão conta. A velha questão de ser mais fácil ver um agueiro no olho do outro que uma trave no próprio.

Só não vê quem não quer que muito por aí se comenta e escreve que Socrates está, politicamente esgotado. Aqui mesmo já alguém escreveu, metaforicamente, não creio desejarem-lhe a morte física “Levai-o para o céu Senhor, que cá na terra já ninguém o quer”. Na minha perspectiva acho um exagero.

Só neste contexto se podem entender as declarações André Figueiredo, secretário de Estado  e chefe de gabinete de José Socrates.

Só assim, também, se pode compreender muitos dos deslizes políticos do primeiro-ministro, estes adernavam da vesguitude de muitos dos seus assessores.



Publicado por Zurc às 18:43 de 16.05.10 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Melhorar a Política a 17 de Maio de 2010 às 09:39
----De Ainda há Socialistas. a 14 de Maio de 2010
Crise/Medidas
António José Seguro discorda de subida do IVA

O deputado socialista António José Seguro manifestou-se na reunião da Comissão Política do PS solidário com o Governo «num momento difícil do país», embora apresentando medidas alternativas e também discordância face à subida do IVA

A Comissão Política do PS durou cerca de quatro horas e terminou sem críticas de fundo por parte dos dirigentes socialistas face ao carácter global das medidas de austeridade tomadas pelo Governo para reduzir o défice orçamental.

Numa reunião em que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, não usou da palavra, António José Seguro fez uma intervenção «para sublinhar o esforço que o Governo tem feito para enfrentar os ataques especulativos de que o país tem sido alvo» nos mercados internacionais.

«Este é um momento de convergência no que nos une - e o que nos une é o interesse nacional. Não há planos perfeitos e este não é um plano perfeito, tendo aspectos com os quais concordo e outros com os quais discordo», disse António José Seguro, numa referência ao pacote de medidas de austeridade do Governo, citado por um dos presentes na reunião.

Ao contrário de vários dirigentes socialistas que antes tinham criticado o corte de cinco por cento nos salários dos políticos e dos gestores, invocando uma cedência ao populismo, o ex-líder parlamentar do PS e ex-ministro de António Guterres defendeu essa medida de austeridade no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

No entanto, alegando «razões de coerência» com a posição que tomara em 2005, Seguro demarcou-se da opção do Executivo de aumentar o IVA - posição em que foi acompanhado por outros dirigentes socialistas, como Vera Jardim, que CRITICARAM sobretudo a SUBIDA de cinco para seis por cento da tributação sobre BENS ESSENCIAIS.

António José Seguro sugeriu, em contraponto, um AUMENTO de JUROS dos DEPÒSITOS e dos CERTIFICADOS de AFORRO como incentivos à poupança e DEMARCOU-SE de outros membros da Comissão Política do PS que antes da sua intervenção tinham defendido a necessidade de o Executivo e de os socialistas disporem rapidamente de um argumentário para explicar aos portugueses as medidas de austeridade.

«Com todo o respeito, essa não é a solução, porque entendo que este plano deve ser uma peça de uma estratégia que tenha como objectivos o crescimento económico e o emprego, para que Portugal convirja mais rapidamente com os países mais desenvolvidos da União Europeia», disse.

Na sua intervenção, Seguro considerou ainda que este «não é o momento para se discutir o caminho que o país seguiu para chegar a este ponto» e deixou duras CRÍTICAS à AUSÊNCIA de um GOVERNO ECONÓMICO na União Europeia.

«Há uma moeda única, mas não há união política», declarou, citado por um dos presentes na reunião, num ponto em que considerou «positiva mas tardia a criação de um fundo europeu de 700 mil milhões de euros» para socorrer as economias de Estados-membros em situação difícil.

Lusa / SOL


De Zé T. a 17 de Maio de 2010 às 09:25
Para já é importante marcar a diferença de atitude e propostas de J.Seguro (e outros) relativamente aos detentores do poder partidário e governativo.

Quanto a substituições, todos sabemos que neste momento de crise elas são desaconselhadas (tanto interna como externamente) mas, de facto, esta governação já está em regime de gestão (e em ''cozedura lenta''), porque se sente e é vista como transitória... até cair 6 meses após eleições presidenciais ...passando ainda por mais uma forte provação aquando do próximo orçamento...


De Funciona´rio Pùblico católico a 16 de Maio de 2010 às 22:24
Administração Pública funcionou normalmente em dia de tolerância de ponto
Na grande maioria dos serviços públicos a tolerância de ponto por causa da visita do Papa praticamente não se notou. A produtividade foi praticamente a mesma de sempre, ou seja, idêntica à de um deputado da última fila da maioria socialista em dia de debate quinzenal.

Bento XVI vinha preparado para dar a extrema unção a Portugal.


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