7 comentários:
De ...País a saque... exemplo de muitos out a 21 de Maio de 2010 às 12:02
Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE

É uma golpada com muita classe, e os golpeados fomos nós....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS,
PELO MENOS SEMPRE SE FICA A SABER O QUE SE PASSA NO NOSSO PAÍS.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 21 de Maio de 2010 às 12:23
Esses senhores das ERSEs portuguesas devem estar preocupadíssimos com estes aumentos do IVA e do IRS/IRC. Já nem devem dormir descansados pois esta redução no líquido dos seus vencimentos será certamente menos uma 'mariscada' por cada seis meses do ano...
Até já estou a pensar em fazer uma página no Facebook dos amigos dos espoliados das ERSEs... em solidariedade com todos estes probres das nossas 'políticas'.


De «As Farpas» - Eça de Queirós a 21 de Maio de 2010 às 11:57
Eça de Queirós em 1872....escreveu no seu livro As Farpas:

"...Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma
indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de
caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que
pela sua decadência progressiva, poderá...vir a ser riscado do mapa da
Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal".

Naquela época estava sentado no trono de Portugal D. Luís I, o 33º e
antepenúltimo rei de Portugal.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 20 de Maio de 2010 às 10:19
Olhem lá... Então a China? Como exemplo?
Então aquilo lá é exemplo seja do que quer que for?
Comunas, exploradores de homens, mulheres, crianças e até de anões... servem lá de exemplo.
Então e os nórdicos europeus? São outra cambada. Taxas de suicídio elevadíssimas... Percentagem de descontos sobre o trabalho acima da média europeia...
Vejam lá que porcaria de exemplos arranjam para justificar dizer mal deste nosso amado país e deste nosso tão mal amado governo.
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Olhem lá... Então a China? Como exemplo? <BR>Então aquilo lá é exemplo seja do que quer que for? <BR>Comunas, exploradores de homens, mulheres, crianças e até de anões... servem lá de exemplo. <BR>Então e os nórdicos europeus? São outra cambada. Taxas de suicídio elevadíssimas... Percentagem de descontos sobre o trabalho acima da média europeia... <BR>Vejam lá que porcaria de exemplos arranjam para justificar dizer mal deste nosso amado país e deste nosso tão mal amado governo. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Sejem</A> formatados, não digam dislates... senão vem aí o D.D ....


De Izanagi a 19 de Maio de 2010 às 23:21
Na China, o homem mais rico do país, que explora a área dos electrodomesticos, foi condenado a 14 anos de prisão. E não há saídas antecipadas a meio da pena por "bom comportamento".

Alguém acredita que seria possível prender alguns dos magnates deste país?
Não é por acaso que existem prescrições com tempos tão curtos.


De Fulano a 19 de Maio de 2010 às 16:48
É gente do NORTE, sem coração nem piedade. Por exemplo, a Noruega, aboliu a aristocracia em 1826. Gente ruim, mesmo.


De . a 19 de Maio de 2010 às 16:21

08.05.2010

PORTUGAL E OS NOSSOS POLÍTICOS,CONSIDERAM-SE DEFENSORES DA VERDADEIRA DEMOCRACIA??!!,
(PORQUE FIZERAM UMA REVOLUÇÃO COM CRAVOS)

ACHO QUE DEVIAM PÔR OS OLHOS NA DEMOCRACIA DA ISLÂNDIA E PENSAR, REFLECTIR, ETC........
,E TIRAR CONCLUSÕES SE SÃO REALMENTE CONHECEDORES DO QUER DIZER DEMOCRACIA. !

JS
07.05.2010

Em Portugal pavoneiam-se e gozam a seu belo prazer sem que nada lhes aconteça.Portugal pais de mafiosos.
O povo é culpado destas e outras situações. Estrebuchem, cerrem os punhos e vamos à luta.Estamos à espera do quê????

De ficarmos sem Segurança Social, sem o direito à saude, à educação e principalmente à nossa dignidade.
Vejam o que se passa na Assembleia da República com os Desgovernantes....
Somos gozados a torto e direito por aqueles que elegemos, aqueles que tantas promessas nos cantaram e que agora tudo querem vender (CTT,EDP entre muitas outras).
Em prol de quem??? Dos ricos.

Ninguem defende o povo. Teremos de ser nós a sublevarmo-nos e defender ainda o que nos resta enxutando esta gentalha podre para o mar.

Manuel Tota
07.05.2010

Os donos da banca Portuguesa já leram esta noticia e correram para o sofá, mortos de riso!

Lembram-se daquele senhor do B.C.P. que foi ao Parlamento e perante uma comissão de inquérito, confessou não saber que o Banco do qual ele era PRESIDENTE, tinha 9 off-shores???
Pois....Vejam então as diferenças.
Saudações


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