Crise? Qual crise? (2)

Em Portugal existem, pelo menos, dois tipos de ‘pobres’.

A classe baixa que em 2005, representava 27.3% e a classe média baixa 29.8%, do Universo dos residentes no Continente com + de 15 anos, não deve estar toda metida no mesmo ‘saco’ quando se afirma estar a passar por grandes dificuldades perante esta grave crise ‘económica’, pois existem nesta duas faixas de classes verdades de prática de vida bem diferentes.

 

Quero com este post chamar à reflexão do seguinte:

Uma família que vive numa casa dada pelo 'estado', sem renda, que a electricidade é uma ligação directa a um poste da EDP e que recebe subsídios mínimos, de integração ou congéneres, não está no mesmo patamar que:

Uma família que não tem dinheiro para pagar o seu andar por empréstimo contraído a um banco, ou renda de casa, que está em risco ou já lhe cortaram a electricidade por atraso no pagamento à dita EDP, por estarem sem emprego, sem subsídio de emprego por limite de anos de desemprego, etc..

 

Não estamos a ‘falar’ da mesma coisa, são todos cidadãos com dificuldades financeiras, mas não estão todos no mesmo ‘saco’.

Fiz-me entender?

Quando falamos de crise a qual nos referimos?

Crise? Qual crise?



Publicado por [FV] às 12:45 de 21.05.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De DD a 22 de Maio de 2010 às 16:24
Quando o IVA desceu de 21 para 20% não me senti mais rico e toda a gente criticou a medida como eleitoralista sem significado prática na vida das pessoas. O aumento de 1% não me faz sentir mais pobre e perguntei em várias lojas como frutarias, pastelarias, cafés, etc. se iriam aumentar os preços em 1% nas maçãs, bicas, bolos, pratos baratos, etc. Toda a gente me disse que não o iria fazer, até porque na maior parte dos casos um cêntimo representa muito mais que 1%.
Quanto ao IRS da minha reforma aumentar em 1 ou 1,5%, é chato, mas não me vai deixar na miséria porque gosto de trabalhar.
Toda a minha vida trabalhei em empresas que produção e comercialização em que foi sempre habityual conceder um desconto de 3% de pronto pagamento.
Qualquer empresa prefere receber logo o seu dinheiro e perder 3%, apesar dos juros serem baixos e 3% representar quase 3 anos de juros para quem deposita dinheiro na banca. Isto significa que os aumentos de impostos não vão empobrecer ninguém. Quem é pobre está isento de IRS e continua pobre com 1% a mais no IVA e quem é rico já paga 45% do escalão máximo pelo que 46,5% é apenas ainda um pouco mais chato.
Temos pois um IRS redistributivo q vai dos 0% aos 46,5% e um IVA que pouco significa nas maçãs, pão, etc., mas representa com o IA mais de 50% do custo de um Mercedes, Jaguar, BMW, etc e um pouco menos num carro pequeno e barato e não tem incidência nos carros em 2ª mão.


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