8 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 25 de Maio de 2010 às 10:10
Já alguém foi enganado com uma mentira retinte?
Daquelas que até os lerdos percebem que é mentira?
Pois quem nos quer enganar mesmo habitualmente fala 'verdade'.
Só que quando se manipula a 'verdade' que é dizer só parte dela, esta torna-se não só uma 'meia-verdade', mas é muito pior que a mentira, porque se torna enganosa e pode arrastar de homens de boa fé.
É isto que, infelizmente, os 'políticos' fazem ao seu eleitorado demasiadas vezes.
É isto que o DD faz frequentemente aqui no Luminária.
Estou de acordo com o post do DD. Tudo o que ele diz é, também para mim, verdade.
Mas é só 'metade' da verdade. E então DD a outra metade. A do exercício político interno, como diz o anterior comentador? Onde está exposto com a mesma clareza?
Vá lá DD, passe para cá outro post com a outra metade da 'verdade' que lhe falta expor.


De DD a 26 de Maio de 2010 às 09:54
Não conheço nem creio q exista uma solução nacional imediata q permita vencer a concorrência dos países esclavagistas. Reoara q no passado todos os impérios e potências foram construídos por escravos ou pessoal tão mal pago q se aproximava da escravatura. A Alemanha aguentou os cinco anos de guerra graças ao trabalho de 17 milhões de escravos postos a trabalhar a troco de uma miserável ração diária; os planos quinquenais estalinistas fizeram avançar a URSS graças à escravatura tal como as primeiras obras de Maozedung, isto para não falar no Brasil construído pelos escravos q os portugueses levavam d Áfria e os EUA e o Império Britânico e mais atrás o Império Romano, a civilização helénica, as piramides do Egipto, etc.
A solução é a Europa declarar oficialmente que salários abaixo de um certo valor são de escravatura e, como tal, não importa os produtos fabricados pelos escravos.
A prazo, o exemplo das eólicas, da fileira do papel fino, do vinho de qualidade, do olival, das hortícolas, das viaturas e baterias eléctricas indicam-nos caminhos sujeitos a riscos pois a evolução técnica pode repentinamente alterar uma visão de futuro.
Trabalho bem pago implica um esforço nas marcas e na evolução técnica e não acredito q possa ser concretizado c/ leis.
A patir das Universidades como a de Aveiro e outras afirmaram-se novas empresas com tecnologias avançadas, mas sempre pequenas, pois há uma realidade q temos de enfrentar, o "Made in Portugal" não vende automaticamente nem é reconhecido mundialmente como produto mais barato q o dos países esclavagistas.
Eu, proponho sempre o castigo tarifário dos países esclavagistas se estes não quiserem valorizar as suas moedas e melhorar o nível salarial dos seus trabalhadores.
Creio q numa Europa de 501 milhões de habitantes a pequena economia portuguesa pode encontrar mercados para vender os seus produtos. Mas, para isso necessitamos de empresários q não e limitem aos supermercados e lojas de mercearias e afins.


De Ressaca a 26 de Maio de 2010 às 11:41
Essa do 'acredito' tá boa.
E na Senhora de Fátima também há quem acredite...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 26 de Maio de 2010 às 11:52
Continuo à espera DD. Não me satisfez este complemento ao post.
Então vocemecê que tanto sabe, e bem esplanar a história, para fundamentar as suas opiniões, comece lá a analisar o estado do Portugal recente, com as decisões recentes da nossa recente política. E não precisa de ir aos 40 anos de obscurantismo. Comece por analisar e fundamentar o nosso sufoco de ser alguém como país criador de riqueza, por exemplo e só por exemplo, com aquelas 'brilhantes' directrizes europeias que no tempo do nosso 'amado' Mário aceitou e impos o abate das frotas pesqueira, em que se dava dinheiro para abater os barcos e que conduziu à falencia da indústria conserveira, de farinhas, de estaleiros de construção naval... E estou lhe a dar esta 'pista' como ponto de partida porque sei que o camarada tem conhecimentos de percurso e responsabilidades políticas activa nestas miseráveis decisões de afundamento da indústria nacional.
Não era deputado da nação nessa época, ou estarei a fazer confusão? Se assim for desculpe estar a envolvê-lo, mas o assunto continua a ser pertinente, ou não?


De Zé T. a 26 de Maio de 2010 às 12:15
Concordo com a imposição de restrições à importação de produtos de países neo-esclavagistas
(salários mensais abaixo de, digamos, metade da média do salário minimo europeu ?)
e de países não cumpridores de medidas minimas de higiene e segurança no trabalho, e de protecção ambiental (tratado de Quioto), ...

Mas... faz-me lembrar o boicote da Cadbury's (e outras chocolateiras inglesas...) ao cacau das roças de S.Tomé no final do sec. XIX , e que HOJE compram cacau ao Benin e Nigéria que é apanhado por crianças-escravas trazidas de outros países...

A economia, as empresas, os 'grandes' administradores, o dinheiro deixou de ter nacionalidade (e de ter valores humanos ou sentido de responsabilidade social e ambiental) para ser global (especulativo, sujo, sanguinário, ...e com sede em paraísos fiscais !)...
pelo que só a força conjunta de grandes e fortes Estados ou Uniões podem refrear a sua sofreguidão sem rosto nem valores.

Atenção !
o capitalismo neo-liberal/selvagem tem muitas armas e facilmente compra governos e deputados, 'compra' leis favoráveis (ou cheias de lacunas e inconsistentes), compra e contorna administrações públicas sem meios adequados, compra professores universitários e consultores jurídicos e técnicos, compra partidos e líderes de opinião, ...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 26 de Maio de 2010 às 15:30
Bem analisado e comentado.
Mas sejamos 'sérios', quero dizer menos idealistas. Práticos.
E não nem economia, nem estruturas, nem dimensão para nos impormos lá fora a restringir o que quer que seja.
Só de o tentarmos seria o chamado 'virar o feitiço contra o feiticeiro' e deixávam era de nos importar o que quer que seja - Vinho Oporto, etc.
E depois como diz o amigo no seu comentário era fácil untar uma mãos e lá vinham as tais leis favoráveis a todas as 'vigarices' habituais.
Resta-nos amuar. Fazer beicinho.
Não. Há soluções. Mas era necessário fazer como os galegos fizeram aqui à 25 anos. Valorizar internamente o que é nosso. No preço e na escolha.
Mas não era por dias numas 'feiras' dos hipers... Era como desígnio nacional. Consumir o que produzimos e apreços apelativos.
Mas isso é outra estória...


De Sacudir? a 25 de Maio de 2010 às 09:44
DD expõe, com validade, sobre as contingências externas à economia nacional coisa bem diferente, ainda que com correlação, são as nossas atitudes internas, as nossas responsabilidades próprias, que não devemos, como sucede frequentemente, alijar nem sacudir para terceiros.

Nós esbanjamos em demasia, mal gerimos recursos, aumentou a corrupção partidária, pública (central e autárquica) e privada. Desses males não podemos responsabilizar a economia da China comunista, ou será que devemos?


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 25 de Maio de 2010 às 09:59
Tem plena razão.
Independentemente da conjuntura externa ser adversa e não termos expressão na sua solução, isso não impede uma melhor e mais adequada e sensata conduta interna, nomeadamente quando toca a gastar o que não temos.


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