De Henrique Raposo (Expresso) a 28 de Maio de 2010 às 15:24
Furto de gravadores

I. Dá que pensar: um ministro foi forçado a abandonar o governo, porque fez um gesto pouco digno. Manuel Pinho talvez merecesse ser demitido. Não ponho isso em causa. O que está em causa é a dualidade de critérios do PS. O gesto de Ricardo Rodrigues é muito mais grave do que o gesto de Manuel Pinho. O acto de Manuel Pinho inscreve-se na categoria de "brincadeira de mau gosto". O acto de Ricardo Rodrigues inscreve-se nas categorias de "furto" e "atentado à liberdade de imprensa". Se o PS deixou cair Pinho, por que razão 'segura' Ricardo Rodrigues? Aqui, meus amigos, há gato escondido com rabo de fora.

II. Depois, tal como defendeu Marina Costa Lobo, este caso não é meramente judicial. Este caso é político. Mais: é institucional. Ricardo Rodrigues desrespeitou a Assembleia da República. Jaime Gama devia ter actuado institucionalmente, na defesa da Assembleia da República e na defesa dos outros deputados - que viram a sua função manchada pela acção de Ricardo Rodrigues. Este caso mostra, mais uma vez, que a nossa democracia não tem qualquer fibra institucional, aquela coisa que está a montante dos jogos partidários. A nossa democracia é um bordel partidário.


De DD a 30 de Maio de 2010 às 09:42
Já ouvi dizer que o deputado enviou um cheque aos jornalistas para cobrir o custo dos gravadores aumentado de mais uma quantia para compensação de prejuízos morais.


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