O dinheiro desapareceu?

Qualquer governo sabe que os funcionários públicos ao serviço são umas pestes de reivindicativos. Os respectivos ministros sabem que se houver alguma reivindicação, eles com certeza estão metidos nela, embora saibam, melhor ainda, que muita fuga aos impostos e desvios de fundos financeiros para offshores é o “pão-nosso de cada dia”.

Um certo dia o ministro ficou sabendo que um novo PEC tinha chegado à cidade, Plano que já havia sido experimentado, com bastante sucesso, em outras crises.

Então o Ministro pediu ao Plano que falasse com os funcionários públicos, com os desempregados e pobres da cidade. O plano concordou, mas pediu para vê-los separadamente.

O ministro, então, mandou primeiro os funcionários públicos, depois os desempregados e assim sucessivamente, menos os banqueiros e aqueles que conseguem abrir contas em offshore.

O Plano, com pouca Estabilidade e nenhum Crescimento, alto com uma voz de trovão, sentou o funcionário no colo e perguntou-lhe austeramente:

- Onde está dinheiro?

O funcionário abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som, ficou sentado, com a boca aberta e os olhos arregalados.

Então, o Plano repetiu a pergunta num tom ainda mais severo:

- Onde está dinheiro?

Mais uma vez o funcionário permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma resposta.

Então, o Plano levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do funcionário gritou:

- Onde está dinheiro?

O funcionário saiu correndo da repartição directamente para o café do bairro.

Quando o vizinho, desempregado há ano e meio, o encontrou, perguntou-lhe:

- O que é que lhe aconteceu, vizinho?

O funcionário, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:

- Desta vez estamos mesmo lixados! O dinheiro desapareceu e acham que fomos nós!



Publicado por Zé Pessoa às 12:47 de 02.06.10 | link do post | comentar |

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