Escândalo na UE

Reformas aos 50 anos com 9.000 euros por mês para todos os funcionários da UE!
Só este ano, 340 funcionários saíram com uma reforma antecipada aos 50 anos e com uma pensão de 9.000 euros por mês.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!" 
Exemplos:
1. Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515€ / mês. O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos).
2. O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado.  Após 10 anos, ele terá direito a cerca de 9 000€ de pensão por mês.
É simples, lá como cá, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo.
É como se para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.
Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 /mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, juiz do Tribunal de Primeira Instância, 12 900€  /mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado, 14 000€ /mês.
Consultem a lista completa.

Nos cargos desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário. É difícil de acreditar... Não só as suas pensões atingem os limites, como lhes basta apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa. 
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos  (em 2020), etc., mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... A quem estamos a referir?
Originalmente, estas reformas eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários. Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.
Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontaram para a reforma. Nem um cêntimo de euro, é tudo à custa do contribuinte... Isentaram-se totalmente.
Mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, onde é suposto «verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas», beneficiam do sistema e não descontam.
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € /mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem descontarem... É uma provocação a todo o povo.
Vejam mais sobre este assunto aqui.

Fonte: Le point (França)



Publicado por [FV] às 17:43 de 05.06.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Se houvesse vergonha... a 6 de Junho de 2010 às 18:15
É por estas e por outras parecidas que os cidadão suíços votaram, pelo menos duas vezes, contra a entrada as Suíça ma Comunidade Europeia (EU).
Os suíços têm princípios éticos e de justiça de que não querem abdicar e a Europa, há já bastante tempo, os mandou às ortigas.

Como seja uma distribuição relativamente equitativa da riqueza produzida, uma funcionalidade da justiça “quase à prova de bala” de qualquer corrupção e rápida;

A propósito, quem sabe os nomes dos reformados e quanto recebem os suíços que tenham desempenhado cargos de presidentes da federação ou de primeiros ministros?

Ninguém consegue responder, pela razão simples de que tais reformas não existem, as pessoas recebem as reformas a que tiverem direito no desempenho das suas actividades profissionais e não como políticos.
A criação da CEE, originariamente, bebeu muito na experiência política da Federação Helvética, só que enquanto esta tem mantido um louvável equilíbrio económico e social onde funcionam a justiça e a partilha de poder na União Europeia vêem deteriorando-se a olhos vistos que nos deveria envergonhar a todos, se ainda houvesse alguma vergonha.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 6 de Junho de 2010 às 19:33
Concordo.
Eu baté dobrava a 'língua' se visse, por exemplo, este nosso PM, quando sair do cargo, voltar para o tal emprego que parece que teve como engenheiro na CM da Covilhã.
Mas o que temos visto é saírem dos empregos para a política, como bancários de balcão e voltarem como Directores ou administradores ou como é agora habitual, saltarem dos bancos das 'escolas' para administradores executivos de empresas públicas... e ninguém sabe quem é que os indicou!


De DD a 5 de Junho de 2010 às 23:29
A minha prima está reformada da UE onde era tradutora e nao recebe nenhuma pensão desse tipo. Parece-me que recebe cerca de 2.200 euros e trabalhou imensos anos, décadas mesmo, se bem que ao certo não sei dizer neste momento. Talvez tenha lá estado uns 35 anos.


De [FV] a 6 de Junho de 2010 às 11:20
Consta ter cerca de 2 anos esta novidade e que foi após a adesão dos novos estados - Polónia, etc. e que foi dada como justificação da necessidade de encontrar vagas para encaixar precisamente funcionários (burocratas) desses países...
A sua prima não é com certeza desta leva. Logo,, e muito bem, teve que trabalhar os anos chamados normais para atingir a sua reforma, como aliás devia ser para qualquer outro cidadão.


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