JUÍZES COBRADORES DE DIVIDAS?

Quem combate o assédio?

Há dias, durante uma conferência numa universidade do Porto, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Dr. Noronha do Nascimento, terá vindo, mais uma vez, a clamar contra o facto da (inusitada?) quantidade de processos em tribunal, para cobrança de dívidas.

Melhor fora que, tão ilustríssima personalidade tecesse considerações sobre eventuais formas de “matar” pela raiz grande parte desses casos e respectivas causas cujas consequências bem poderiam ser evitadas em vez de chutar para canto, numa atitude reactiva de corporação.

 

As causas são, por exemplo, o não haver coragem de proibir, eficazmente, o vergonhoso assédio que, a partir dos call center, bancos, empresas de telecomunicações, empresas de vendas dos mais variados produtos, fazem através e escondidos sob a capa de telefonemas anónimos, enganando todos, novos e velhos, pobres ou endinheirados.

Outra razão de tantos processos deriva da, quase total, inoperancia da justiça, que em geral não é aplicada e dos juízes, em particular, que não decidem em tempo útil mas sim em tempo inútil.

Como consequências temos os cidadãos aflitos que não sabem onde nem a quem recorrer para apresentar queixas contra tanto assédio e desrespeito a que diariamente estão sujeitos, através do telemóvel ou do telefone fixo;

Resulta numa total descrença nos tribunais, na justiça e nos agentes desta;

Leva as partes à procura de meios próprios para resolverem os conflitos e dirimir as suas divergências, em certos casos de formas pouco próprias;

Conclui-se pela cada vez menor produtividade dos magistrados e aumento das custas da justiça tornando-a inacessível a grande parte da população.

Senhor PSTJ não se queixe, procure, em vez disso, sugerir actuações preventivas e dar respostas aos problemas que a sociedade enfrenta no campo judiciário.

O conselho que eu dou aos assediados, que não tenham assinado qualquer documento contratual é que não paguem se acharem que não devem, por mais ameaças que recebam e informem, pelo menos a DECO.



Publicado por Zé Pessoa às 00:02 de 08.06.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De DD a 8 de Junho de 2010 às 00:12
E a questão da falta de pagamento de facturas. Então não é um direito de um cidadão (empresa ou não) conseguir através dos tribunais que lhe seja pago o que deve.
Será que os juízes querem que as dívidas sejam pagas por outros métodos que não os da justiça. O cobrador do fraque é só um método. Há muitos outros como queimar a viatura do devedor, ameaçar de rapto os filhos, tentar assaltar a casa ou a empresa, etc.
Será que os juízes defendem uma justiça privada e mafiosa só para não terem tanto trabalho.
Os homens querem é os bons ordenados sem grande trabalho.


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