6 comentários:
De zé Peçonha a 25 de Maio de 2009 às 12:51
Devo estar cego
Apenas aqui vislumbro "um palavreado " redutor , egocêntrico em que só se aborda um mundo dito desenvolvido e de excessos.

Não se vê aqui uma palavra sobre os desequilíbrios mundiais. aquilo a que se pode chamar de um mundo de dois blocos: o bloco dos gananciosos e o bloco dos famintos.

Só se escreveu do primeiro bloco quando os dois estão interligados e ao excesso de uns se deve contrapor a miséria de outros.

Não li, aqui nada que possa "profetizar" uma atitude nova de equilíbrio Porquê?


De Xa2 a 25 de Maio de 2009 às 13:36
Para reequilibrar os mundos... será necessário muita união (de contribuintes/eleitores e de Estados), sacrifícios partilhados, diminuição de egoísmos e de consumos exagerados (de luxos, de recursos, de alimentos, de água, ... ).
Será necessário reduzir o conforto supérfluo, a sofreguidão, a velocidade/''fast'' , o depressa, o mais caro, o consumismo, o egoísmo, ...

será necessário reduzir, reduzir, simplificar, simplificar, ... voltar à essência das necessidades básicas e aos pequenos prazeres de uma convivência mais comunitária, partilhada, mais saudável ...

Será necessário pagar mais e melhor aos trabalhadores em todos os países ...
Será necessário reduzir a sobre-exploração e a exploração sobre o resto da Humanidade e do Planeta Terra,
Será necessário limitar, reduzir, eliminar os abusos sobre os recursos, sobre os trabalhadores, sobre as mulheres, sobre as crianças, ...
Temos de ser mais HUMANOS, mais conscientes e eficientes no nosso papel de CONVIDADOS e passantes na pequena casa que é a TERRA.


De DD a 25 de Maio de 2009 às 23:17
Os famintos são os explorados na China. Mais na China que na Índia, África, etc., onde o número de fábricas é infímo.
A Índia desenvolveu uma grande indústria informática que paga em "paridade de poder de compra" bastante bem aos seus engenheiros. Além disso, a Índia desenvolve uma grande indústria automóvel para os seus habitantes. Carros a menos de dois mil euros como o "Marata", se não me engano.


De Zé T. a 25 de Maio de 2009 às 13:19
Tudo claro ... excepto o que fazer agora.

-Deixa-se o ''espírito selvagem do mercado'' voltar a funcionar em roda livre?

-Estados concertam posições e ''apertam o sistema'', regulando-o, responsabilizando as instituições, accionistas e administradores financeiros?

-Estados vão mais longe e incriminam responsáveis, tomam conta dos ''offshores'' e dos bens escondidos dos responsáveis (financeiros, da lavagem de dinheiro, das fugas ao fisco, tráficos de droga, armas, fármacos, ...)?

-Ou, pelo contrário, o lixo tóxico é nacionalizado (i.e. os contribuintes pagam-no aos aldrabões/burlões/ mafiosos...) e os custos da crise são suportados por mais apertos sobre os trabalhadores e classes médias ?

- E os cidadãos (eleitores, trabalhadores, contribuintes, desempregados, pensionistas, ...) deixam-se (novamente) ''levar'' por palavras bonitas ?


De DD a 25 de Maio de 2009 às 23:26
O que fazer agora?
Destruir dinheiro com as consequências negativas que isso produz para os postos de trabalho, etc., mas não pode o Mundo viver de dinheiro "falso" aplicado em "lixo tóxico".
Com a palavra crise ninguém quer gastar tudo o que ganha, se o conseguir.
A principal vítima é o automóvel que emprega no Mundo mais de 500 milhões de pessoas a trabalharem.
Em 2007 foram fabricados 57 milhões de carros no Mundo e o parque automóvel ultrapassou as 700 milhões de unidades. Este ano, espera-se uma produção de uns 35 milhões de carros, o que significa muito desemprego.
Mas o que se pode fazer?
Eu não vou comprar um carro novo, porque não preciso, tenho um com seis anos e gosto muito de andar a pé e de metro, além de que a crise não aconselha a gastar muito dinheiro. O aforro dos portugueses nunca foi tão grande como este ano, o que está a reduzir çlargamente o montante do endividamento das famílias aos bancos e destes ao estrangeiro.
Não podemos pagar dívidas e gastar ao mesmo tempo mais dinheiro.
Na Europa e EUA sucede o mesmo.
A solução é keynesiana: grandes obras, pequenas obras, médias obras.


De Xa2 a 26 de Maio de 2009 às 11:33
solução? obras...

sim, mas ...
com que valores e modelos?
faltam valores, directivas e regras claras de como se vai ou pretende ''jogar'' a seguir...
foi a falta de regras ou a sua manipulação e alteração que levou/ leva ao descrédito dos políticos, dos partidos da governação, dos grandes empresários/ financeiros/ administradores e economistas advogados do neo-liberalismo...

sim, mas ...
que obras?
se temos que gastar e endividar ainda mais o país para manter o emprego ...é de toda a racionalidade que se façam boas escolhas, ... o que é mais necessário?
o que permitirá obter mais rendimento (a médio prazo...) ou mais e melhor capacidade de produção?

é que, no limite, até uma destruição (natural, artificial, militar, biológica, ...) do património colectivo servirá para a seguir fazer a reconstrução e voltar a haver ''crescimento'' significativo...
mas isto é de interesse colectivo? é racional o desperdício de recursos? é imprescindível o empenhamento das futuras gerações (roubá-las, de facto)?

é necessário fazer, resolver o problema... mas convém pensar bem para encontrar uma solução menos má.

(conhecem o que se diz da eficácia e da eficiência:
para eliminar um rato (ou formigas, ou...) em casa é eficaz destruí-lo à granada... mas tal procedimento não é eficiente ... além de que nos deixa com um problema ainda maior.)


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