4 comentários:
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 16 de Junho de 2010 às 11:00
Se ninguém trabalhar (legalmente) onde vai o estado buscar o dinheiro para as suas despesas (orçamento)?
Eu sei que é utópica a questão, mas pretendo que sirva de relexão.
Se voltarmos ao 'gancho' ou seja à marginalidade de trabalho - aumentar a autosustentação (hortas, galinhas, etc) e de serviços (por troca/oferta), reduz-se as despesas do estado (salários) mas reduz-se também as receitas (não há IVA, IRS, IRC...).
Voltar à ruralidade pobre mas saudável e minimizar o consumo civizacional mas desnecessário à sobrevivência.
Mas tinhamos de ser todos, mas mesmo todos.
E não me venham cá com ilegalidades de trabalho porque o nosso Primeiro também já fez e assinou projectos à borla na Covilhã e ninguém disse que era ilegal.
E nos bens mesmo necessários íamos ao 'Continente' porque o 'tio Belmiro' entende e moralmente já autorizou...


De . a 16 de Junho de 2010 às 12:13
Certo,... porém essa ''simplificação ou abaixamento de nível de vida'' já não possível para muitos, especialmentes para crianças e jovens... comprometento o seu futuro.

Quanto ao 'tio Belmiro' nem pense em 'tirar sem pagar' pois o que ele diz são tretas demagógicas e cuja prática é desmentida nas suas lojas, empresas e actos.


De PSD leva a más práticas laborais. a 16 de Junho de 2010 às 16:52
Tragédia económica na zona euro

“A tragédia da zona euro é ser gerida como se fosse um colectivo de pequenos países”. O argumento de Wolfgang Münchau é macroeconómico e faz todo o sentido.

A procura de uma saída individual pelas exportações, através da compressão da procura interna, conseguida graças às políticas de austeridade, leva a um resultado colectivo potencialmente desastroso.

Esta costuma ser a orientação das chamadas pequenas economias abertas, mas tem sido nos últimos anos sobretudo a aposta do gigante alemão e tem guiado as decisões de política económica da UE.

As políticas de austeridade generalizada sabotam a recuperação e fazem com que a Europa possa cair na armadilha da recessão e da deflação, com o correspondente aumento do desemprego.

Engelbert Stockhammer, num artigo de 2008 sobre a quebra dos rendimentos do trabalho na zona euro e a subida do desemprego (ver gráfico), já tinha argumentado que, à escala europeia,
o modelo de crescimento económico tem de ser guiado pelos salários, o que requer mecanismos de coordenação salarial para evitar a corrida para o fundo nesta área, que está hoje em risco de se intensificar.

O problema, como assinala o sempre perspicaz Vincenç Navarro, não é a falta de lideres, mas sim a orientação ideológica e os enviesamentos de classe das escolhas politicas dos lideres existentes e de muitos dos aspirantes.
Escolhas ajudadas pelas regras europeias em vigor, claro.

Em Portugal, basta conhecer a proposta do PSD para alargar os tempos da precariedade e assim baixar os salários:
uma proposta que não manterá ou criará qualquer emprego, mas apenas estimulará as más práticas laborais.

Publicada por João Rodrigues em 16.6.10 , Ladrões


De Referências político-económicas Esquerda a 16 de Junho de 2010 às 16:56
Reciprocidade

Um leitor - Vítor - pede referências sobre desigualdade económica e o chamado capital social (conceito muito elástico...). Em Portugal, o observatório das desigualdades é um bom sítio para iniciar a pesquisa.
O trabalho de Bo Rothstein do Quality of Government Institute é bastante interessante:
armadilha social e a relação entre a desigualdade económica e a erosão da confiança.

Ver também este trabalho sobre as fundações morais da confiança.
Já agora, poderá ter interesse a investigação sobre a relação entre a erosão do Estado social e o reforço do Estado penal e sobre a relação entre a desigualdade económica e a percentagem da força de trabalho dedicada a actividades de policiamento, vigilância e monitorização (“guard labour”).

E a relação entre as desigualdades, a preponderância do consumo conspícuo e a duração dos horários de trabalho?

Quando se começa a ler e a pensar sobre os impactos da desigualdade económica é difícil parar.

Publicada por João Rodrigues em 15.6.10 , Ladrões


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