Bloco de Esquerda não quer fábrica de resinas naturais

A jornalista Carla Tomás revela no Expresso em tom crítico que vai ser instalada perto da Figueira da Foz uma importante fábrica de produtos para tintas de impressão, essencialmente derivados de colofónia para uma produção de 40 mil toneladas/ano.

As autoridades ambientais dispensaram a avaliação de impacto ambiental por considerarem que o fabrico é de “nível inferior de perigosidade”, o que foi contestado por um particular e pelo Bloco de Esquerda. A maior parte da produção destina-se à exportação e fará uma séria concorrência a produtos similares chineses que têm estado a aumentar de preço por se estar a esgotar o material vegetal chinês para o efeito.

Fundamentalmente, a fábrica vai produzir derivados da resina do pinheiro, ficando instalada nas proximidades das maiores áreas de pinheiros do país.

A resina do pinheiro bravo quando destilada produz vários produtos de grande interesse industrial como a essência de terebentina, mais conhecida por aguarrás. A destilação é feita por aquecimento e arrastamento por vapor e obtém-se também um resíduo muito importante, a colofónia ou pez louro. Enquanto a essência de terebentina é um excelente diluente de tintas, a colofónia permite a produção de ácidos gordos diversos com aplicação no fabrico de tintas, colas, papel, componentes electrónicos, revestimentos diversos, etc.

Há muitos anos, nos tempos em que eu trabalhava neste ramo das biotecnologias, Portugal produzia mais de 140 mil toneladas por ano e admito que não produza mais agora, mesmo menos, mas então como hoje, a maior parte da resina de pinheiro não era aproveitada, ou seja, não era extraída. Uma valiosa matéria-prima exportável e NATURAL fica abandonada nos pinhais.

Os preços dessas matérias e outras de origem natural têm aumentado muito devido ao consumo chinês e em Portugal essa fábrica que recebeu um importante apoio de 3,5 milhões de euros do QREN vai dar trabalho nas suas instalações e na extracção da resina nos pinheiros. O resineiro é uma profissão quase desaparecida que pode voltar a ser importante por via do enorme aumento dos preços das resinas naturais.

Não chegam para o BE os mais de meio milhão de desempregados? Devemos estar proibidos por bestas como o Louçã ou o pide Semedo de criar alguns postos de trabalho mais? Também as três fábricas de móveis e sofás da IKEA foram criticadas por opositores que querem ainda mais desemprego.

Portugal tem na floresta a sua maior riqueza, pelo que não pode ser um partido como o Bloco de Esquerda a opor-se por raiva e facciosismo político à instalação de uma fábrica nova quando fecharam tantas dos mais diversos produtos neste país à beira-mar plantado.

Na floresto temos a cortiça, a pasta de papel, o papel de impressão de alta qualidade e preço, a madeira, as resinas naturais, etc.

Em Portugal critica-se tudo, lamenta-se a crise, mas qualquer coisa que se faça é sempre mal. Que mais não seja por poluir. Ora, todo o posto de trabalho é poluente e os fabricos ainda mais. Consomem energia, libertam resíduos, etc. e os próprios trabalhadores vão de vez em quando cagar nas retretes e até os peidos ricos em metano CH4 são poluentes.

Devido a facciosismos anti-Portugal é que eu defendo tanto tudo o que é português e qualquer actividade positiva do actual governo.. 


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Publicado por DD às 17:34 de 19.06.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Miguel a 10 de Abril de 2011 às 21:06
Alguem me sabe dizer o nome desta empresa?
Trabalho para uma empresa de tintas e esta informação seria muito util.
Obrigado


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 20 de Junho de 2010 às 11:12
O BE só existe porque o PCP estagnou no tempo.
Este neo-revisionistas são como os 'pais' eram noutros tempos. Só lhes convinha a miséria, a desordem e o caos, porque senão, não tinha razão de existir. Para o BE é quanto pior estiver o país, melhor estamos nós.
Não existem para ser alternativa governativa. Vivem da mediocridade da política vigente e virados para o que daí lhes advêm para si mesmo.
São reais e pena é que custem tanto dinheiro ao contribuinte... Pena que o virtual não chegue aos partidos.


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