Afinal os Convidados do Crespo são Fascistas

Os habituais convidados de Mário Crespo na SIC Notícias, Medina Carreira e João Duque, desmascararam-se como fascistas ao elogiarem tanto o antigo e velho chamado “Estado Novo” salazarista. A Filomena Mónica, também presente no programa, disse que Salazar era honesto.

Salazar era honesto, não enganava o povo nas eleições, não aldrabou os resultados na eleição de Humberto Delgado, não mandou matar o general sem medo, não proibia aos outros aquilo que se permitia a si mesmo, ou seja, todo o tipo de propaganda política. Medina criticou as eleições actuais, mas não falou nas gigantescas burlas eleitorais feitas por Salazar e os seus capangas. Não falou num Artigo 8º da Constituição de 1933 que garantia todas as liberdades, mas que o aldrabão do António de Oliveira Salazar sonegava a todo um povo. Em termos eleitorais, Salazar era um gangster e nunca foi eleito democraticamente seja por quem for. Mas não, dizia o Medina, pagava a sua conta de electricidade e da água. Formidável????

A Filomena disse a dada altura que Cavaco é honesto. Crespo falou no negócio das acções não cotadadas do BPN que foram compradas por Cavaco a 1 Euros e vendidas a quem as comprou a 2.tal euros, dando um lucro enorme por serem mais de 100 mil. Medina desvaloriza e finge que se tratavam de acções cotadas na bolsa que tanto podem subir como descer e quem compra pode ganhar como perder. Medina deve ter lido o Expresso de hoje e deveria saber que não eram acções cotadas e que, no caso do Cavaco, foi uma forma de o corromper, dando-lhe uma boa maquia. O BPN tinha o hábito de vender acções da SLN aos seus accionistas com a promessa de as voltar a comprar passado um certo tempo e por um valor mais alto e predefinido. O assunto vem no Expresso de hoje e era uma espécie de Dona Branca, mas no caso de Cavaco foi a sério porque se tratava de um político importante e muito "sério", além de economista e, como tal, pessoa entendida nestas altas finanças.

O João Duque disse que os homens do direito do tempo de Salazar era melhores que os actuais. O pobre homem nunca soube da existência de medidas de segurança que levavam uma pessoa do contra a ser condenada a um ano de cadeia e ficar lá mais de dez por simples informação de um inspector da Pide. Não sabia da existência da censura prévia a tudo o que era escrito, falado ou visto. Enfim, Salazar era honesto, o sistema eleitoral era honesto, só podia ganhar a União Nacional. Não sabiam que um inspector (esbirro) da Pide tinha o poder de um juiz de instrução e podia prender seja quem for e mantê-lo preso sem ter de apresentar provas.

Medina Carreira ainda disse que o PM teria dito que se deveria resolver o problema do Mário Crespo, mas, enfim, a Filomena Mónica lembrou ao tarado que estavam ali na televisão frente a todos os telespectadores daquele canal. Crespo não foi saneado.

O estúpido do Medina Carreira chegou a defender o Condicionamento Industrial e confundiu essa legislação com a protecção aduaneira quando se tratava de um sistema corrupto de licenciamento interno de indústrias e empresas até aos táxis que permitia todo o tipo de falcatruas e negócios baseados em alvarás e que foi uma das causas do atraso português, principalmente logo após 1945 em que a Europa estava destruída e o pobre Portugal poderia ter atraído técnicos alemães para instalar muitas indústrias no País. Medina disse que o Condicionamento era necessário quando na verdade era um sistema de concessão de alvarás a uns tantos amigos de Salazar e que tendencialmente não consentia nada. Há histórias fantásticas de como o condicionamento chegou a fechar pequenas fabriquetas de pessoas que queriam fabricar rádios, amplificadores, condensadores, etc.

Depois defendeu a escola fascista que seria muito boa quando a Filomena teve a coragem de falar nos mais de 80% de “alunos” que guardavam cabras nas aldeias sem frequentar qualquer escola.

Mas, ninguém disse que na década de sessenta mais de dois milhões de portugueses votaram com os pés e emigraram para a França, Alemanha, Luxemburgo, etc., deixando as aldeias meio vazias, mas com divisas.

O Crespo, vá lá, ainda lembrou que Medina foi Ministro das Finanças e ele respondeu que nada fez então porque o País estava na mendicidade. Na verdade, não estava, mas os contribuintes eram então tratados como cães vadios. Medina não foi capaz de reduzir no mínimo que fosse a arrogância dos funcionários de finanças fascistas dos primeiros tempos da democracia. Nada pois que se compare com um funcionário de hoje.

Eles dizem que Portugal não tem um projecto. Por acaso a Filomena perguntou pelos projectos dos outros países ao que o Duque respondeu que não vivia nesses países. Qualquer pessoa ilustrada que acompanhe o noticiário internacional pela Internet e em jornais e revistas, etc. sabe o que se passa na maior parte dos países do Mundo e conhece os gráficos e números da actual crise e do passado, aqui como em Espanha, Reino Unido, França, etc. Na net é possível ler e ouvir noticiários da BBC e de todas as grandes rádios do Mundo e ler os mais diversos jornais "online" desde que saiba inglês, pelo menos, o que pode não ser o caso do Medina e do Duque.

Medina elogiou a China que teria um projecto de desenvolvimento. Tem sim o projecto de explorar ao máximo os seus trabalhadores que começam já a protestar e moverem-se em pequenas greves e reivindicações internas nas maiores empresas. Curiosamente, numa zona em que há fábricas da Toyota rebentou uma luta entre os capitalistas chineses que não querem ver a Toyota aumentar em 70% os salários dos seus trabalhadores.

Enfim, o facciosismo actual leva Crespo a ter convidados neo-fascistas que vestiram há tempos um fato de democrata que não correspondia às suas medidas, ou seja, às suas ambições e daí a raiva contra quem está no poder e quem pode vir a ocupar o poder pela via de eleições democráticas que nada têm a ver com as burlas eleitorais de Salazar.          


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Publicado por DD às 00:03 de 20.06.10 | link do post | comentar |

15 comentários:
De DD a 22 de Junho de 2010 às 23:54
No último Congresso do PS, organizei uma lista na Secção do Lumiar a favor de Margem Esquerda e fui eleito pelos nossos camaradas. Além disso, fiz uma Moção Sectorial e e discursei no Congresso. Com o Edmundo Pedro fomos os únicos eleitos pela Margem Esquerda por Lisboa e pelo País foram uns 13 ou 14.
Trabalhei para a elaboração da Moção da Margem Esquerda em muitas reuniões em Lisboa, Coimbra, Tomar, Aveiro, etc. e, mesmo assim, o líder colocou-me no lugar 30 e tal e o Congresso deu um número de votos suficientes para terem sido eleitos cerca de 25 elementos para a Comissão Nacional.
Fui empurrado para trás porque o sobrinho de um e o filho de outro, mais a amante de um e a mulher deste ou daquele tiveram de ir para a frente sem terem sido eleitos pelas bases e, menos ainda, escrito alguma Moção ou estarem no Congresso. Além disso, fartei-me de trabalhar para arranjar nomes para a imensa lista a apresentar à Comissão Nacional, dado que não tínhamos aqueles cento e não sei quantos ou duzentos nomes. No Congresso convenci o pessoal das secções do estrangeiro, principalmente de França e Alemanha, a entrarem na lista pois ficaram encantados por alguém se lembrar deles e estavam ali perdidos sem conhecer os camaradas do País.
Enfim, a Margem Esquerda foi só um jogo de empurra para o líder se colocar em cima e recebeu agora um importante cargo bem remunerado para não fazer muita oposição, o que não aconteceria comigo nem com o Edmundo Pedro, pois não temos experiência profissional para cargos directivos, nem idade, nem vontade ou necessidade e podíamos ser uma voz crítica mas rigorosa na Comissão Nacional.
Tal como tinha escrito na minha Moção, a crítica tem de ser sempre acompanhada por uma proposta alternativa.
Agora estou a escrever uma Moção para o próximo Congresso centrada naquilo que Portugal deve exigir da União Europeia e contra a ditadura germânica que ainda vai durar até 2014 quando as decisões forem tomadas por maioria. Na Europa é que está uma parte da solução dos nossos problemas e a outra internamente no desenvolvimento industrial, mas aí a minha experiência diz-me que nada se decreta, tudo depende de vontades e conhecimentos, além de perspectivas de colocação de produtos nos mercados.


De Ramos secos a 22 de Junho de 2010 às 09:32
Não se põem em dúvida a honestidade e até as “verdades” que “DD” aponta.
O problema de “DD” é que, a forma como escreve, deixa a ideia (será que ele próprio acredita?) de que tais erros e maus comportamentos se não verificam actualmente.
Então e as “burlas eleitorais” dentro dos próprios partidos? Qual é a posição de “DD” sobre tais realidades dos nossos dias, em democracia?
“Porra! Aceitem que as burlas eleitorais são uma falta de honestidade e de carácter e um profundo desprezo pelo povo e que há muita coisa em Salazar e Caetano que nunca se chegou a saber.”, escreve “DD”
É verdade que “o português andava descalço pelas ruas e bem me lembro disso. Não se lembram como viviam os pescadores da Caparica numas barracas atrás das dunas. Claro, vocês não sabem nada disso e julgam que o gangster Salazar era honesto.” contudo era muito mais solidário e consciente dos seus direito sem se espezinhar mutuamente. O povo, os trabalhadores estavam imbuídos de um conjunto de valores que se perderam e disso esta “democracia”, estes partidos, estes políticos, são os grandes responsáveis.
Porra será difícil “DD” entender, também estas realidades?
Está visto que “DD” está de acordo com a actual situação porque se o não estivesse não escrevia como escreve e colocava toda a sua experiencia, o estatuto de “histórico” do PS para refundar o partido começando desde logo por promover uma lista para concorrer à secção de residência a que pertence. Menos conversa e mais acções, é o que faz falta.


De Ramos secos a 21 de Junho de 2010 às 11:59
O Salazar que, era um filho da p..ta, politicamente, um grande asqueroso e um pulha. Era honesto na medida que nem aos americanos quis ficar a dever, tendo sido o único governante a pagar a ajuda concedida a quando do chamado Plano Plano Marshall.

Poderemos discordar das pessoas e das suas ideias, mas eu creio que “DD” nutre uma aversão cega dada a controvérsia gerada pelo Crespo a partir do tal famigerado almoço de Socrates, como em relação ao Medina Carreira dada a posição que este passou a ter em ordem à governação do país. DD não tinha as mesmas posições em relação a estas figuras quando elas foram próximas e coniventes com posições do PS, porquê?

Nem sempre concordei, nem sempre concordo, com tais figuras, quer quando estavam coladas ao PS, como agora, mas há certas afirmações que não deixam de ser pertinentes, em qualquer circunstância, em qualquer momento. Quem não quizer ver é cego, não dos olhos mas do espírito, o que é muito mais grave.


De DD a 21 de Junho de 2010 às 21:55
Durante a guerra, Salazar mandava comida para a Alemanha Nazi e o povo português passava fome. Salazar foi sempre muito generoso à custa da pobreza do povo português. Perdoou as dívidas feitas pelos ingleses e não se preocupou com as dos nazis como até pagou as ajudas do Plano Marshall que eram oferecidas, mas o português andava descalço pelas ruas e bem me lembro disso. Não se lembram como viviam os pescadores da Caparica numas barracas atrás das dunas. Claro, vocês não sabem nada disso e julgam que o gangster Salazar era honesto.
Ninguém sabia naqueles tempos quem ganhava o quê. Nem Salazar nem ministros, governador do Banco de Portugal, deputados, etc. Recordo.me ter ouvido dizer quando era criança, há mais de 50 anos, que um deputado da Assembleia Nacional ganhava 12 contos, o que dá mais de 750 contos de hoje.
O Condicionamento Industrial e da Banca, Transportes, etc. era o maior sistema de corrupção mafiosa altamente organizada, mas corrupção legal, pois os alvarás deveriam ser concedidos pela concorrência (corporações), o que significa que não eram concedidos.
Portugal só desenvolveu em termos de exportação indústrias que não o eram durante os tempos do Condicionamento por serem fundamentalmente artesanais como as confecções de fatos, camisas, fabrico de calçado, etc. que eram no passado actividades individuais que lentamente foram passando a indústrias sem que os Melos e outros quisessem passar por sapateiros, costureiros ou alfaiates.
Depois desenvolveu-se a indústria de moldes porque o plástico aparece depois da vigência das leis do Condicionamento e não foi logo contemplado, pelo que durante algum tempo qualquer empresáqrio podia fazer uma fábrica de plásticos ou instalar uma oficina de moldes.
O resto que esteve condicionadao não existe hoje porque não se desenvolveu suficientemente para aguentar a concorrência.
Eu trabalhei numa empresa químico-farmacêutica que teve de comprar uma pequena empresa portuguesa para começar a fabricar no país os seus produtos farmacêuticos e outra fábrica de resinas para entrar nesse negócio. Ninguém podia fazer nada de nova nos tempos do f. de p. do Salazar e vocês não sabem que a sala do PS na AR era a do Salazar e, bem assim, os contínuos que me contavam como Salazar recebia pessoalmente os grandes banqueiros e dava-lhes a conhecer aquilo que ia fazer e em troca eles discutiam com Salazar se devia de emprestar a fulano ou cicrano.As dactilógrafas da AR trabalhavam antes para Salazar e Caetano e falei com muitas que me contaram muita coisa desses dois patifes. Até para certos construtores civis, Salazar mandava fazer uma ficha da Pide e só recebiam créditos se tivessem a ficha limpa de pecados políticos. Salazar e Caetano utilizavam os serviços da então AN como secretarias pessoais, não havia qualquer separação de poderes, nem sequer administrativa.
Salazar era o mais corrupto de todos os políticos e se pagava algumas contas pessoais da casa de S. Bento, isso não tinha nada de especial. O Sócrates nem vive naquela casa, mas limita-se a trabalhar lá. E nenhum banqueiro ou grande industrial se esquecia de dar uma maquia importante à União Nacional que não apresentava contas e de onde Salazar e os seus comparsas podiam sacar o que quisessem.Salazar perdeu de repente a consciência pelo que não se sabe se tinha alguma conta numerada na Suíça ou noutro local qualquer. Ele deveria pensar que poderia ser vítima de um golpe de Estado e ter de fugir, necessitando de dinheiro para viver. Eu até acharia normal uma preocupação dessas da parte de um ditador que tinha a consciência que até violava a sua própria lei nas burlas eleitorais.
Salazar não usava muito o carro, pois deixou de andar muito por aí desde que lhe puseram uma bomba debaixo da viatura em 1939 na Av. Barbosa du Bocage, à porta de um milionário em cuja vivenda havia uma capela onde assitia a uma missa privada só para o ditador e alguns amigos da alta finança....

Porra! Aceitem que as burlas eleitorais são uma falta de honestidade e de carácter e um profundo desprezo pelo povo e que há muita coisa em Salazar e Caetano que nunca se chegou a saber..


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 21 de Junho de 2010 às 22:14
De acordo.
E então porque é que não se fez o julgamento do salazarismo? E da Pide? E dos 'bufos'? E dos 'Ultra'? E de todo o regime fascista?
Quem após o 25 de Abril não permitiu o acesso e divulgação dos dossiers? Quem e com quem se acordou em abafar o regime deposto? Quem permitiu a destruição de documentação e braqueou este nosso passado recente? Onde foi feita a reposição dessas verdades que o camarada muito bem relembra? Onde está a justiça democrática e clarificação da nossa história recente?


De Zé T. a 21 de Junho de 2010 às 09:55
Desculpem lá a minha intromissão.
DD é isto ou aquilo... ou aqueloutro... - sim, e depois? Eu não sou obrigado a gostar do 'vermelho/ rosa', 'verde' ou 'azul'... - tudo bem.

Mas vamos ser momentaneamente 'daltónicos':
o post / pensamento aqui expresso por DD foi analisado/ criticado? desmentido? apoiado? escalpelizado? ...
Não. Então não sejam TAMBÉM facciosos ...

Posso não gostar de como DD escreve, posso não gostar de DD voltar sempre ao mesmo..., posso não gostar de DD sofrer de partidarite aguda, ...
e posso achar que a situação política e económica actual está muito mal e que os principais agentes partidários e sua carneirada deixam muito a desejar...

Mas, caramba !
o que DD escreve neste post sobre o Fascismo/ Salazarismo português (e, em muito menor grau, o marcelismo) corresponde à Verdade ...
e agradeço a DD que de vez em quando nos lembre (de preferência com esses pormenores de quem passou/viveu essa dura realidade) !!


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 21 de Junho de 2010 às 11:31
Olá Zé T., também concordo com que o aqui o DD postou é verdade na generalidade.
Mas a verdade é uma coisa muito subjectiva, não é?
E a maneira de ver o mesmo acontecimento, mesmo quando se concorda que aconteceu, pode ter várias leituras, não pode?
E eu que até não gosto, nem do Crespo, nem dos seus 'distintos' adversários, posso contudo olhar para o que eles disseram de uma maneira diferente do que o DD viu no mesmo programa, ou não?
E não querendo fazer nenhuma defesa dos 'Crespos' percebi o que eles queriam dizer sobre o Salazar ser honesto. Era honesto no sentido fora da política e ideologia. Não gamava, não enriqueceu com o cargo. Nunca foi apontado pelos seus opositores por ter estado envolvido em negócios onde era pecuniariamente beneficiado. Não tinha contas offshores, não vestia fatos de 4 mil contos de NY, não tirou cursos de credibilidade duvidosa, pagava as suas continhas, não mandava as contas para a empresa, etc... eu percebi onde eles queriam chegar, mas para mim vêm de carrinho, percebe. Que me interessa a mim se um gajo é nessas coisas um porreiro pá e se depois noutras é pedófilo, exerce violência doméstica, etc.. Claro que eu sei que ninguém é 100% perfeito. Todos transportamos em nós o bem e o mal, o certo e o errado, só que em doses percentuais diferentes, não é? E o Salazar era um político e para nós portugueses não é relevante se o gajo (como diz o DD) era em família um porreiro pá. Na vida dos portugueses foi sobretudo na metade final do seu exercício um ditador, um opressor e um obstáculo ao desenvolvimento e modernização do país. Mas os 'Crespos' também não são ingénuos, nem fizeram aquelas afirmações à toa. Tal como o DD não fez este post à toa. Movem-os intenções bem diferentes, mas á cegueira à mesma.
E enquanto os dislates dos neo-fachos a mim não me incomodam, os dos socialistas sim.
E daí os direitos de postar no Lminária existem, mas o direito de os comentar, também.
Um abraço.


De 1143 a 20 de Junho de 2010 às 18:42
"Todas as ditaduras são de direita e todas as democracias de esquerda" , depois disto não vale a pena perder tempo consigo , pensava que só os burros usavam palas .


De DD a 21 de Junho de 2010 às 00:40
Devo estar enganado?
Hitler, Estaline, Mussolini, Franco, Salazar, Antonesto, Ciaucesco, Mao, Tito, Fidel, Kim IL Sung, etc. eram de esquerda???? Fizeram muito pelos seus povos; fizeram montanhas de cadáveres.
Ninguém tem a coragem de criticar a violenta exploração de mais de 800 milhões de trabalhadores na China.


De Ressaca a 21 de Junho de 2010 às 07:45
De Zé das Esquinas o Lisboeta a 20 de Junho de 2010 às 11:03:

Este DD, este Crespo e convidados, estão bem uns para os outros.
Era como dizia o meu pai, só se estragava uma casa...
Cada um pela sua, manipulam as palavras e as 'verdades' conforme lhes convém (e no momento).
Pessoas aparentemente todas com conhecimentos, instruídas, etc, e, são o que se lê, vê e ouve, uma descaramento, e tratam os outros como se fossem estúpidos.
Oiçam, mesmos os estúpidos não gostam de ser tratados como tal.
Como disse no início, estão bem uns para os outros...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 21 de Junho de 2010 às 08:05
Eu até percebo o que o DD quer dizer com isto...
DD tal com, por exemplo alguns católicos, está-nos a querer convencer que as pessoas que vão à missa, comungam e batem com a mão no peito, são obrigatóriamente, boas pessoas, bons católicos... E que os que fazem 'maldades' às outras pessoas, são hereges...
Logo quem trata mal o povo é de 'direita' e quem trata bem é de 'esquerda'.
Não, DD não é ingénuo, nem estúpido.
É só mais um 'artista português' que para defender a sua 'dama', o seu 'benfiquismo' (PS), nos está a tentar meter o dedo no...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 20 de Junho de 2010 às 11:03
Este DD, este Crespo e convidados, estão bem uns para os outros.
Era como dizia o meu pai, só se estragava uma casa...
Cada um pela sua, manipulam as palavras e as 'verdades' conforme lhes convém (e no momento).
Pessoas aparentemente todas com conhecimentos, instruídas, etc, e, são o que se lê, vê e ouve, uma descaramento, e tratam os outros como se fossem estúpidos.
Oiçam, mesmos os estúpidos não gostam de ser tratados como tal.
Como disse no início, estão bem uns para os outros...


De DD a 20 de Junho de 2010 às 16:29
Não compreendo essa crítica a frases pró-fascistas de elogio a Salazar, o gangster eleitoral.
Em 1969 participei como delegado da CEUD nas eleições pretensamente democráticas de Marcelo e vi com os meus olhos como se aldrabavam e enganavam as eleições.
As freiras doroteias do Lumiar foram metidas num autocarro e foram votar no Lumiar e perseguidas por um amigo nosso numa motorizada foram depois votar em Odivelas, Loures, Benfica, etc. Passaram um dia inteiro a votar nos mais diversos sítios.
Era isso honestidade?
Com Salazar nem isso acontecia, pois a oposição não podia sequer organizar comissões eleitorais de um mês e os pides contavam nas mesas os votos como entendiam.
Eu sou PS sem qualquer ambição política que nunca tive e se fui deputado foi porque alguém pôs lá o meu nome. Não fiz nada para o ser e nunca organizei alguma lista seja para o que for. Participei em várias porque havia camardas que o queriam.
O meu Benfica é o PS e sou PS apesar de saber que não é mais um verdadeiro partido de esquerda,, mas na história do Século XX não identifiquei um só partido de esquerda no poder e desde que o Maoismo Comunista se tornou no mais gigantesco e inacreditável sistema de exploração dos trabalhadores cheguei à conclusão que o PS como partifdo quase de direita é um verdadeiro partrido de esquerda porque é democrático.
Todas as ditaduras são de direita e todas as democracias de esquerda, mais ou menos.


De Ramos secos a 20 de Junho de 2010 às 18:49
Estou de acordo com o “Zé das Esquinas o Lisboeta”, “estão bem uns para os outros”.

De benfiquismos e partidarite está o povo farto, do que ele precisa é de respostas para os problemas do país, e este PS como as aposições não são capazes de apresentar medidas de fundo que sejam capazes de alterar o paradigma económico, social e político em que estamos mergulhados.

Os partidos, tal como estão actualmente, já representam ramos secos de uma árvore doente a que um dia se chamou democracia.

Veja-se a pobreza franciscana em que se tornaram os grupos partidários nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais, na própria Assembleia da Republica.

Não creio que “DD” esteja senil, acredito, contrariamente ao que afirma, é que ele alimentou (e parece alimentar ainda) uma vaga esperança que os “donos” locais do PS lhe reservassem algum honroso lugar na Assembleia de Freguesia do Lumiar ou na respectiva concelhia partidária. Engano seu, essa gente partilha, ente si (alguns com algum valor, a maioria uns oportunistas) os poucos (deveriam ser ainda menos) lugares disponíveis de cargos políticos.
Estas são as verdadeiras e quase exclusivas razões que hodiernamente movem a maioria dos militantes socialistas e de todos os mais agrupamentos partidários. È a crise...


De Cataratas a 22 de Junho de 2010 às 00:49
E agora, por causa das cataratas já não vê falcatruas?


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