Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Não acham que é, no mínimo, um termo esquisito?

Esquisito até pode ser mas não incorrecto dado que, uma coisa mal parada, é algo que deu para o torto, é qualquer acordou ou negocio que deixou de evoluir conforme estava previsto.

Contudo, no tocante a créditos, já há muito tempo era espectável que a bolha rebentasse, só quem viva na lua, quem viva de expedientes, quem viva de realidades virtuais é que não se daria (ou não se dá ainda) conta que tal viesse a suceder.

O ”crédito à sua medida” ou “o banco X oferece-lhe um cartão dourado” conjugados com o facilitismo e a irresponsabilidade na gestão da economia caseira, associados, ainda, às dificuldades e instabilidade no mercado de trabalho não poderiam, de todo, dar certo. É muito combustível em cima de uma fogueira a arder em lume brando que, a qualquer momento, se propagaria de forma incontrolado.

Os governantes e políticos que, directamente ou associados aos especuladores de diversa natureza muito em especial os financeiros, criaram condições, facilitaram o assedio usurário, são os maiores responsáveis da actual situação de banca rota mundial. O mais grave de tudo isto é que continuam com malabarismos de medidas sem nexo e inconsequentes e a permitir a existência das mesmas regras, das mesmas atitudes, das mesmas especulações o que comprova a existência de interesses coniventes.

É público que o crédito malparado voltou a disparar em Maio, dado que tanto as famílias como empresas estão a sentir cada vez mais dificuldades em cumprir as suas responsabilidades perante a banca que está, por seu lado, a apertar as condições de financiamento (maiores garantias reais e mais alto juro) e a restringir o acesso ao crédito.

Só o crédito particular (à habitação e ao consumo) representa 77% do total do malparado, que ascendeu a 3,955 mil milhões de euros. Destes, os créditos ao consumo, em situação de cobrança duvidosa, aumentaram 37%, passando de 382 milhões para 524 milhões de euros, no intervalo de Janeiro 2009 a Janeiro de 2010.

O crédito ao consumo representa cerca 9% do crédito total concedido em Portugal, ascendendo o seu saldo a 13,7 mil milhões de euros em Janeiro último.

O Banco de Portugal informou ainda que no mês passado, os bancos realizaram 4,1 mil milhões de euros em novos empréstimos, menos 23% que no período homólogo e com quebras em todos os segmentos: empresas, habitação, consumo e outros. O banco central referiu ainda que a taxa de poupança das famílias continua a subir.

Será que os cidadãos e as empresas começam a ter o juizo que tem faltado aos políticos e governantes? Que assim seja para bem de todos e do país.



Publicado por Otsirave às 11:32 | link do post | comentar

MARCADORES

administração pública

alternativas

ambiente

análise

austeridade

autarquias

banca

bancocracia

bancos

bangsters

capitalismo

cavaco silva

cidadania

classe média

comunicação social

corrupção

crime

crise

crise?

cultura

democracia

desemprego

desgoverno

desigualdade

direita

direitos

direitos humanos

ditadura

dívida

economia

educação

eleições

empresas

esquerda

estado

estado social

estado-capturado

euro

europa

exploração

fascismo

finança

fisco

globalização

governo

grécia

humor

impostos

interesses obscuros

internacional

jornalismo

justiça

legislação

legislativas

liberdade

lisboa

lobbies

manifestação

manipulação

medo

mercados

mfl

mídia

multinacionais

neoliberal

offshores

oligarquia

orçamento

parlamento

partido socialista

partidos

pobreza

poder

política

politica

políticos

portugal

precariedade

presidente da república

privados

privatização

privatizações

propaganda

ps

psd

público

saúde

segurança

sindicalismo

soberania

sociedade

sócrates

solidariedade

trabalhadores

trabalho

transnacionais

transparência

troika

união europeia

valores

todas as tags

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS