17 comentários:
De . a 7 de Julho de 2010 às 10:13
Malsã Marsans - assobiamos para o ar?
[Publicado por AG, Causa Nossa]

Em Espanha os media têm falado pouco da falência - que se suspeita fraudulenta - do império turistico Viagens Marsans. Talvez porque no seu cerne esta o patrão dos patrões espanhóis, Gerardo Diaz Ferran, (Presidente da CEOE) que, com o sócio Gonzalo Pascual, levou a empresa à bancarrota (sendo até suspeito de lhe desfalcar a tesouraria em 238 milhões de euros). Um par que já levou à bancarrota outros negócios - Seguros Mercurio, Air Comet, Aerolineas Argentinas.
E talvez porque o próprio Governo espanhol se empenhou em persuadir os bancos credores (Santander, Caixa, Banesto etc..) a continuar a financiar a empresa para evitar uma catrefa de desempregados (mais de 2000 desde Janeiro), apesar de, pelo menos desde Novembro de 2009, ela ter sido declarada à beira da falência num relatório da Pricewaterhouse Coopers...
A Viajes Marsans acabou entretanto vendida a um estranho grupo empresarial (Posibilitum Business SL), dito re-estrutrurador, que tem como objecto o "comércio de aves domésticas e exóticas" e como sócios uns sujeitos pouco recomendáveis (um deles, Luis Fernando Linares, esteve preso em 2008, por corrupção num negócio de construção...)
Mas que rebentado o escândalo em Portugal, com milhares de portugueses a acrescer aos milhares de espanhóis prejudicados (clientes, empregados e fornecedores), pareceu-me no mínimo estranho que os media nacionais não estivessem a esfalfar-se na investigação das origens do polvo em Espanha e nas implicações em Portugal. Por isso esta manhã falei no assunto na rubrica "Conselho Superior" na RDP-Antena 1 e sugeri que as autoridades portuguesas pedissem explicações às espanholas - não só pela Telefónica, também pela Marsans.
Em privado, interroguei-me: será que o controlo dos media nacionais por interesses espanhóis já é tão dominante que também nos cala?
Felizmente, vejo agora, há mais quem esteja a falar e grosso: "É gravíssimo e lamentável, repito: um caso de polícia, que precisa de ser investigado", disse o deputado Vera Jardim, provedor da associação portuguesa das agências de viagens (APAVT), acerca da falência da Marsans, "surpreendido" com a caução de 25 mil euros, o valor mínimo legal, entregue ao Turismo de Portugal, quando a Marsans devia ter pago 250 mil euros pela venda de pacotes turísticos no valor de 10 milhões de euros.
Aguardemos reacções. Dos patrões e dos patrões dos patrões. E não só...


De a a 29 de Junho de 2010 às 12:37
TRIBUNAL CONSTITUCIONAL de privilegiados

Uma frota automóvel no valor de 665.504 EUR para um tribunal de nomeação política, que por esse facto resolveu comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para cada um dos 'Juízes' (13).

É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal).
[A propósito, nestes termos, há obrigatoriedade de retenção em sede de IRS.
Será que os senhores juízes se fiscalizam e cumprem, ou ainda não se deram conta?]
A que propósito? Pura ostentação!
Ninguém se indigna?! Será normal?
Quem é que autorizou este disparate? Como é possível? Isto só na República das Bananas ?!!!!!!!!

Direito a viatura para uso pessoal, certo e de acordo com a dignidade das funções exercidas. Que a viatura não seja um 'chaço', DE ACORDO! É lógico, compreensível.

Mas já passa a ser indignidade o Governo sobrecarregar os portugueses em geral e continuar a impor restrições aos seus servidores públicos
(já se esqueceram dos anos sem aumentos ou com aumentos sempre abaixo da taxa real de inflação)
e ao mesmo tempo comprar justamente as viaturas mais caras de super luxo para os seus apaniguados.

Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso serve apenas para sacar mais impostos e impor mais restrições aos desgraçados trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem poder refilar.

Os Poderosos do Poder dispõem de liberdade total para obterem os maiores benefícios.
Metem as mãos nos dinheiros públicos (de todos nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor.

Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente por pessoas que deviam ser as primeiras a darem o exemplo de seriedade?
Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes exemplos de saque?
Temos direito à indignação !!

Tal comportamento por parte do governo é inaceitável, numa democracia que eles tanto apregoam, mas que na prática é a verdadeira DEMOCRACIA DOS PORCOS !
Razão tinha GEORGE ORWELL (somos todos iguais... mas uns são mais iguais que os outros...)


De Bolas !! apertar cinto no pescoço a 29 de Junho de 2010 às 14:56
Os jogadores amam a Selecção por 800€/dia

Jogadores da Selecção ganham dois ordenados mínimos por dia durante toda a campanha do Mundial. Os pobres jogadores não prescindiram dos 800€ de pernoita????
Tiago Mesquita (www.expresso.pt), 28.05.2010

Compreendo perfeitamente a decisão do grupo de "heróis nacionais" de não abdicar da pernoita. Afinal de contas como iriam sustentar-se sem os 800€ por dia da selecção?
Iam andar a correr atrás de uma bola só para representarem um país querem ver...
e a seguir íamos pedir-lhes o quê?
Que soubessem cantar o hino?
Andamos muito exigentes.

Todos sabemos das dificuldades que esta malta do futebol passa. Há dias vi um deles na praia a molhar os pés com as chuteiras calçadas. Tive pena, confesso. Apeteceu-me dar-lhe um abraço e chorar ombro a ombro como o Mourinho fez com o Materazzi, aquele moço defesa central que é um poço de ternura e carinho. Uma cena maravilhosa. Quando vi Mourinho a chorar voltei a acreditar na humanidade. Depois adormeci e passou-me.
Há quem tenha visto jogadores da Selecção a passear no Colombo cheios de remelas nos olhos e com aspecto algo subnutrido. Se os virem por lá ofereçam-lhes um bolo. Pode ser uma pata de veado.

Ou os heróis ainda nos morrem de fominha nas escadas rolantes.
Em tempos de crise há que ser solidário. Ninguém quer que os jogadores acabem por aí a arrumar carros.

Contas feitas são 19 mil euros por dia e um total de 720 mil euros em pernoitas no final da festa que a Federação vai gastar com os prodígios.

E tudo por amor ao país.
Agora imaginem se fosse por dinheiro.
Sem contar com os prémios que cada um recebe caso ganhem alguma coisa para além obviamente dos 800€ dia para a bica, bollycao e meter uma moeda naquelas máquinas que têm um macaco lá dentro a abanar-se. Depois se sair um peluche bonito mandam-no à esposa, provavelmente em executiva ou num jacto privado.

Numa altura em que se pedem sacrifícios de toda a ordem e feitio aos portugueses,
apertos de cinto constantes com reflexo no pescoço de milhares de pessoas, famílias à beira da bancarrota, completamente asfixiadas e sem esperança,
os jogadores ricos da selecção de um pobre país não abdicam dos seus 800€ diários para irem passear à África do Sul.
Sim, eu repito: passear. E ainda por cima com tudo pago em regime de luxo.
Ninguém os obriga a ir. Vão antes com os miúdos à Eurodisney.

Alguns deviam pagar para vestir aquela camisola e não o contrário. A selecção não é um clube de futebol.
Isto revolta-me um bocadinho, provavelmente não será só a mim, mas não faz mal:
se estiverem como eu soprem na Vuvuzela que isso passa.


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 29 de Junho de 2010 às 18:13
Ou se estiverem como o maradona:
"Chupem-me"...


De DD a 29 de Junho de 2010 às 23:46
È pá, os gajos a partir de hoje já não ganham os dois ordenados mínimos por dia. Está todo contente, não é verdade?


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 30 de Junho de 2010 às 08:17
Não ó estúpido, não estou contente.
O facto de me desagradarem determinadas situações ou de ter ideias diferentes dos outros para o país ou para outros questões, não faz com que eu seja menos português, percebes pá?
Mais, a desgraça e a tristeza de alguém, nunca fez mim mais feliz. Consegues perceber ó anedota?
Não sou nem invejoso nem rancoroso, sabias ó velho ressabiado?
Posso e tenho outros defeitos, mas esses não tenho. Tás a perceber, mas mesmo que os tivesse não tinhas nada com isso e segundo palavras tuas, aqui escritas no Luminária, mesmo que tivesse era uma coisa natural. Porque segundo essa cabecinha oca e tonta "tudo o que o homem faz é natural". Tanta aparencia intelectual, mas és uma a fraude, pá.


De Hino Portuga a 29 de Junho de 2010 às 11:17
DES@INO.NACIONAL

Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
E mortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal

Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria
Cala-lhe a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria...

P’ra rua, p’ra rua
Quem te está a aniquilar
P’ra rua, p’ra rua
Os que só estão a chular

Contra os burlões
Lutar, lutar !


De jumento a 28 de Junho de 2010 às 14:17
ESTADO DEVE CRIAR OS SEUS PRÓPRIOS BANCOS

«“Nos Estados Unidos entregámos à banca 700 mil milhões de dólares.
Se tivéssemos investido apenas uma fracção dessa quantia na criação de um novo banco teríamos financiado todos os empréstimos necessários”, explicou Joseph Stiglitz em declarações ao jornal “Independent”.
Na realidade, adiantou, teria sido possível atingir esse objectivo com muito menos.

Para o Nobel da Economia, o problema dos Estados Unidos é que o estímulo fiscal não foi o que era necessário.
Depois dos ataques dos mercados financeiros à Grécia e a Espanha, o consenso aponta para a poupança por parte dos governos, critica Stiglitz que compara a situação actual com a dos Estados Unidos durante a presidência de Herbert Hoover.»
[Público]
Faz sentido.
: «Solicite-se um comentário aos que defendem a privatização da CGD.»


De 'vender os aneis e, depois, os dedos' !! a 28 de Junho de 2010 às 12:22
Grécia vende ou arrenda ilhas para pagar dívidas
JN, 2010-06-25

Míconos e Rodes, esta última na mira de Ramon Abramovich, são algumas das ilhas que os gregos querem transaccionar para ajudar a pagar a dívida pública.

O Governo grego planeia colocar à venda ou arrendar a longo prazo algumas das suas seis mil ilhas como medida para reduzir a dívida pública.

A crise que a economia grega atravessa terá levado o seu Governo a tomar medidas desesperadas, publica hoje, sexta-feira, o jornal “The Guardian”.

Uma das medidas centra-se na venda ou arrendamento das suas ilhas, entre as quais se encontra a famosa Míconos, um dos lugares de eleição do turismo.

A ilha de Rodes é alvo de interesse por parte de investidores, na sua maioria russos e chineses, entre estes Roman Abramovich, proprietário do Chelsea.

Em Março, deputados alemães tinham aconselhado a Grécia a vender as ilhas para reduzir o défice público. “O Estado grego deve desfazer-se de forma radical das participações em empresas e vender terrenos, como por exemplo, as ilhas desabitadas”, disse na altura, Frank Schäffler do Partido Liberal alemão.

Das seis mil ilhas, apenas 227 são povoadas. Este terá sido um impulso para esta iniciativa, uma vez que segundo o Governo, é “impossível desenvolver infra-estruturas básicas nestes locais”, de modo a atrair investimento.

Os preços variam entre os dois e os quinze milhões de euros. Por exemplo, a ilha de Nafsika, no Mar Jónico, com cerca de 1,253 hectares, poderia ser adquirida por 15 milhões de euros.

Segundo o diário britânico, com estas operações a Grécia consegue fundos para aliviar parte dos graves problemas que actualmente enfrenta.

Além disso, peritos do FMI e do governo grego já tinham proposto a possibilidade de venda dos terrenos com o fim de atrair investidores para gerir emprego e riqueza.

“É uma pena que se tenha chegado a este ponto, mas pelo menos demonstra que a Grécia está disposta a tomar as medidas necessárias para cumprir com as suas obrigações”, disse Gary Jenkins, analista.

Estas medidas surgem em resposta ao plano de resgate da União Europeia e do FMI, aprovado em Maio, com vista a evitar o colapso das contas públicas da Grécia e mediante o qual serão injectados mil milhões de euros na economia grega.


De VENDE-SE ...P... (contactar: PARPÚBLICA) a 28 de Junho de 2010 às 14:21
TESOURO:
FALHOU VENDA ATABALHOADA EM HASTA PÚBLICA

«Não correu como esperado a venda de 15 imóveis do Estado em hasta pública realizada na semana passada, que rendeu apenas 4% do previsto.
De acordo com as informações avançadas pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, a venda em hasta pública destes imóveis, realizada nos dias 22 e 23, rendeu ao Estado apenas 158 mil euros.
Um valor muito abaixo dos mais de 3,5 milhões de euros esperados pelo Ministério das Finanças.

Apesar do fracasso da operação, os mais de 300 milhões de euros que o Estado prevê arrecadar com a venda de imóveis em 2010 não estão em perigo, uma vez que serão garantidos pela empresa estatal Parpública (ver texto ao lado).

No lote de imóveis que as Finanças pretendiam ter alienado na última semana destacava-se um prédio situado na Alameda D. Afonso Henriques - que tinha como base de licitação 1,5 milhões de euros - e três parcelas de terreno com 19 mil metros quadrados no complexo desportivo do Jamor, avaliadas em mais de dois milhões de euros.
No entanto, apenas dois imóveis foram adjudicados nos dois dias: um T2 em Odivelas por cerca de 68 mil euros e a fracção autónoma de uma terreno no Beato, por perto de 90 mil euros. Os restantes imóveis colocados em hasta pública não receberam qualquer licitação.

Para o falhanço desta venda em hasta pública muito terá contribuído o facto de, à última hora, terem sido retirados os terrenos do Jamor, destinados à construção de acessos viários para o Complexo do Alto da Boa Viagem.
O anúncio da venda destes terrenos foi alvo de uma forte polémica ao longo dos últimos meses e, depois de ter sido interposta uma providência cautelar para impedir a sua alienação, o secretário de Estado da Juventude e Desporto suspendeu a venda no dia 15, alegando que a condição de reduzir o trânsito na zona "não estava garantida".»
[DN]Parecer:
Cheira-me a alguma incompetência no processo.
«Solicitem-se explicações.»


De a a 29 de Junho de 2010 às 10:57
VENDE--SE
ou ARRENDA-se
(por preço de amigo + comissãozita ou troca de tacho)

.. ex-ESCOLA,
em lugar privilegiado no centro da cidade, com jardim, grande terreno e amplas instalações , óptimo para Hotel, fundação ou sede de multinacional
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.. ex- estação dos CORREIOS,
em lugar privilegiado no centro da cidade, com logradouro, amplas instalações, ... dá para tudo.
- contactar CPT, sgps

.. LOTES em ex-zona protegida,
excelente paisagem, óptimo para empreendimento turístico ... ou fábrica de investidores 'offshores' ou ''c.reciclagem e tramento valorizado''.
-contactar ICNP, sgps

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... mais anúncios e pormenores em data próxima


De Zé T. a 1 de Julho de 2010 às 11:12
Privado ou Público ?
ou
isto é um ASSALTO !! ?!!

( shiiuuuu ... ... é interno.... é uma 'festa' privada... é só para administradores e grandes accionistas... e já está em curso há bastante tempo ...)

Portugal Telecom... PT ... PT internacional ... PT portugal ... PT provincial ... PeTazinha ... ...puf ...! desapareceu ...

com privatizações, com 'golden share' e mais privatizações, com 'parcerias' e 'internacionalização', com OPA ou OpusD., com supra-sumos CEOs/ presidentes/ administradores ...

- empresa pública É 'nacional', 'regional' ou 'municipal' ...
- empresa privada é PRIVADA, sem assumir oportunismos regionalistas ou 'nacionalismos'...
porque $$$ DINHEIRO €€€ NÃO tem PÁTRIA !! assumam isso de uma vez por todas !!

pelo que, se os Povos, Comunidades, Nações, querem (e DEVEM ) participar activa e colectivamente na Economia (produtiva, 'estratégica', ...), devem ter as suas próprias empresas públicas, a SÉRIO (com a totalidade ou maioria de capital público), sejam bancos, seguradoras, indústrias, comunicações, transportes, estradas, imobiliário, ... escolas, hospitais, habitação, ...

e o ESTADO /governantes devem deixar de intrometer-se na gestão privada (através de 'golden shares' e de nomeações de 'boys') ...
concentrando-se 'apenas' em FAZER BEM aquilo que devem:
GERIR o que é PÚBLICO (empresas, serviços técnico-administrativos e património),
DEFENDER o interesse Público (consumidores, contribuintes e todos os cidadãos),
ASSEGURAR a igualdade de acesso, a livre concorrência e transparência em todas as decisões (escolhas e actos públicos),
assegurar a Justiça e a segurança Pública,
a língua portuguesa, a coesão e solidariedade de todos os Portugueses,
a REN -Reserva Ecológica Nacional, a RAN-Reserva Agrícola Nacional, ...
e deve REGULAR, inspecionar e fiscalizar 'os mercados' e empresas.

para tal, o ESTADO tem de ser FORTE
(e não mínimo, facilmente 'capturado'/ serviçal/ dominado pelo capital e oligarquias, castas ou seitas...),
o Estado tem de ter adequados meios técnicos-administrativos, financeiros e tributários, inspectivos e judiciais, legislativos e coercivos, ...


De até as mães vendem... a 6 de Julho de 2010 às 12:47
Berlusconi põe Itália à venda para reduzir défice recorde no país
por Sara Sanz Pinto, I online, em 05.07.2010

Ilhas, palácios e castelos em nome do combate ao défice. Críticos alertam para a especulação

A ideia terá partido do caso grego: na semana passada surgiram rumores de que o país tinha posto à venda as suas ilhas como medida de combate ao défice. Horas depois, o porta-voz do governo grego Yorgos Petalotís desmentia a notícia avançada pelo "The Guardian", afirmando que se tratava "de uma falta completa de exactidão, fora da realidade e inclusive um insulto".

Mas Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, parece ter agarrado no conceito e milhares de tesouros nacionais, incluindo ilhas na lagoa de Veneza e na costa da Sardenha, estão agora à venda, com o objectivo de reduzir o défice italiano.

O valor total dos bens oferecidos para venda chega aos 3 mil milhões de euros. A lista inclui castelos, palácios, conventos, aquedutos, bem como alugueres de longa duração de praias, rios, lagos e montanhas.

Na lagoa de Veneza está à venda a ilha de Sant'Angelo della Polvere, onde se situa um mosteiro beneditino destruído em 1969, devido a uma tempestade.
Farhad Vladi, director de uma agência imobiliária especialista na venda de ilhas privadas, estima que a Sant'Angelo della Polvere possa ser vendida por 1,9 milhões de euros, caso seja permitido recuperar o mosteiro para construir uma casa grande.

Na zona de Roma são vários os monumentos que correm o risco de ser vendidos. Entre eles destaca--se um museu etrusco na Villa Giulia, partes do mercado Porta Portese e o terreno à volta da Villa Gregoriana no Tivoli.

A ideia de vender bens do Estado foi apresentada pelo movimento separatista do Norte da Itália, a Liga Norte, um dos aliados de Berlusconi.

Três quartos das receitas das vendas servirão para pagar dívidas das autoridades locais e o resto contribuirá para reduzir a dívida pública italiana, que alcançou o recorde de 1,8 biliões de euros em Abril deste ano, um dos maiores valores do mundo.

O governo tem sido criticado por vender bens que pertencem ao Estado há vários séculos e os críticos deixam um alerta, prevendo que haja permissão para construir em áreas protegidas.


De . a 6 de Julho de 2010 às 12:27
Estado vende 100 imóveis da Direcção-Geral de Impostos
Publicado em I on line, 06 de Julho de 2010

O Estado prepara-se para vender um conjunto de mais de 100 imóveis onde se encontram instalados os serviços da Direcção-geral de Impostos (DGCI).

Segundo avança a edição de hoje do Diário Económico, o negócio ascende aos 106 milhões de euros e irá ajudar a reduzir o défice orçamental deste ano, numa alienação feita a uma empresa do Estado: a Estamo, uma sub-holding imobiliária controlada pela Parpública.

A venda de património prevista para 2010 ascende a 419 milhões de euros.
O contrato prevê a possibilidade de arrendamento à DGCI após a alienação dos imóveis, soube o DE. O contrato de arrendamento deverá ser realizado até dois meses depois da transmissão de posse dos edifícios e terá a duração de sete anos e seis meses.

............
( - para já, isto é para manipular as contas e diminuir, aparentemente, o défice do Estado, passando os imóveis do património directo do Estado para o de uma empresa pública o OGE regista uma receita...
- a seguir, o OGE vai ter mais uma despesa (com o arrendamento destes edifícios ocupados pelas finanças...
- futuramente, pode permitir umas belas negociatas com privados .... e lucros e comissões chorudas, para alguns... - em prejuízo do Estado !)


De Empresas públicas ... a 6 de Julho de 2010 às 12:32
Empresa pública endivida-se para comprar imóveis ao Estado
por Ana Suspiro, I online, em 26 de Abril de 2010

Parpública terá de recorrer a financiamentos externos para garantir o encaixe de 300 milhões ao Estado em 2010
´Parte do Hospital Curry Cabral em Lisboa foi alienada ao grupo Parpública em 2008

O grupo estatal Parpública está a recorrer a financiamentos externos para pagar, pelo menos em parte, o património imobiliário que tem vindo a comprar ao Estado. A Parpública, através da Sagestamo, tem sido a principal compradora dos imóveis que os vários serviços públicos tem colocado à venda nos últimos anos, e em que estão incluídos hospitais, quartéis e repartições de finanças, entre outros. Só no ano passado, esta holding foi responsável pela esmagadora maioria - mais de 90% - das receitas de 300 milhões de euros que o Estado encaixou na alienação de património. E o cenário deverá repetir-se este ano.

É a própria Parpública que o assume, no relatórios e contas de 2009. "No ano de 2010 prevêem-se também novas aquisições de imóveis ao Estado e a outros entes públicos num montante superior a 300 milhões de euros. Para o efeito, a Sagestamo recorrerá, tal como já fez em 2009, a financiamentos no mercado".

A dívida da Parpública ascendia a 3,7 mil milhões de euros em 2009, mas a empresa não adianta números para o endividamento associado ao imobiliário. Sublinha apenas que o sector "continuará a exigir mais recursos ao grupo, face à situação do mercado, ao programa de alienação do património do Estado e ao arranque do projecto Arco Ribeirinho Sul (requalificação urbana de terrenos industriais na margem Sul), entre outros".

Embora refira que parte do financiamento será assegurado com capital alheio", a holding estatal reconhece que será também necessário reforçar os fundos próprios das empresas do segmento "imobiliário, atendendo aos riscos envolvidos". Só em suprimentos, (empréstimos do accionista), o negócio imobiliário recebeu 423 milhões de euros. Um dos principais riscos que ameaça o negócio é a crise económica que se abateu sobre o mercado português de imobiliário e que a empresa descreve como a pior de sempre. Em 2009, as vendas caíram 58% para pouco mais de 150 milhões de euros. Esta evolução é explicada pela queda no número de contratos promessa, mas também pelo adiamento de escrituras e pela anulação de negócios, muitos deles por falta de condições do cliente, razões que levaram a empresa de promoção imobiliária Sagestamo a registar prejuízos de 5,6 milhões de euros. Apesar deste cenário, a Parpública qualifica de moderada a sua exposição ao imobiliário. De positivo, destaca-se a subida de 42% nos contratos de arrendamento. O património imobiliário do grupo estava avaliada em 1,4 mil milhões de euros no final do ano.

Investidores internacionais são opção
A Parpública não estima um grande progresso para 2010. E realça que se a conjuntura não permitir "dinamizar significativamente a colocação de imóveis em fundos imobiliários e encontrar investidores para as unidades de participação, ou ultrapassar a crise que afecta o mercado de promoção", será feita uma aposta em parcerias com privados. O principal objectivo é chegar aos investidores internacionais que ainda não estão no mercado nacional e propor a venda de imóveis já arrendados ou para promoção. Não foi possível obter um comentário da Parpública até ao fecho da edição.


De FUGIR à responsabilidade do curto prazo. a 28 de Junho de 2010 às 10:49
A longo prazo ... estaremos todos mortos

Mais uma vez Krugman:

Por que é que não devemos centrar-nos no ciclo económico?
Sofremos a mais grave recessão desde a Grande Depressão;
em termos de desemprego e capacidade produtiva subutilizada, praticamente ainda não recuperámos nada do que perdemos.

Milhões de pessoas querem trabalhar e estão parados por falta de procura;
deixemo-los ficar inactivos e então transformaremos isto num problema estrutural, de longo prazo, quando neste preciso momento o que temos pela frente é um problema de curto prazo, um problema de ciclo económico.

Portanto, dizer que devemos centrar-nos no longo prazo, e não preocuparmos as nossas cabecinhas com coisas triviais como a taxa mais alta de desemprego desde a Grande Depressão, pode parecer sabedoria—mas na realidade é loucura.

Ah, e só mais uma coisa … sobre uns quantos políticos e economistas:
a tentativa de afastar a discussão do curto prazo não é, como frequentemente se ouve, um acto de visão ou de coragem.
Pelo contrário, é um acto de cobardia, uma tentativa de fugir à responsabilidade pelo desastroso estado de coisas que está nas nossas mãos eliminar, e escolhemos não o fazer.

Publicada por Jorge Bateira em 27.6.10


De DD a 26 de Junho de 2010 às 18:06
O João Paulo Guerra é um analfabeto; não sabe que a crise foi sendo construída lentamente por via dos astronómicos excedentes comerciais da China Comunista-Capitalista que destruíram milhões de postos de trabalho e inundaram a banca, principalmente americana, com os seus dólares, desequilibrando os fluxos monetárfios e comerciais.
A nível europeu, mas com uma dimensão menor por causa das suas importações, os alemães fizeram o mesmo, inundando também os mercados bancários com os seus excedentes-


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