De 'vender os aneis e, depois, os dedos' !! a 28 de Junho de 2010 às 12:22
Grécia vende ou arrenda ilhas para pagar dívidas
JN, 2010-06-25

Míconos e Rodes, esta última na mira de Ramon Abramovich, são algumas das ilhas que os gregos querem transaccionar para ajudar a pagar a dívida pública.

O Governo grego planeia colocar à venda ou arrendar a longo prazo algumas das suas seis mil ilhas como medida para reduzir a dívida pública.

A crise que a economia grega atravessa terá levado o seu Governo a tomar medidas desesperadas, publica hoje, sexta-feira, o jornal “The Guardian”.

Uma das medidas centra-se na venda ou arrendamento das suas ilhas, entre as quais se encontra a famosa Míconos, um dos lugares de eleição do turismo.

A ilha de Rodes é alvo de interesse por parte de investidores, na sua maioria russos e chineses, entre estes Roman Abramovich, proprietário do Chelsea.

Em Março, deputados alemães tinham aconselhado a Grécia a vender as ilhas para reduzir o défice público. “O Estado grego deve desfazer-se de forma radical das participações em empresas e vender terrenos, como por exemplo, as ilhas desabitadas”, disse na altura, Frank Schäffler do Partido Liberal alemão.

Das seis mil ilhas, apenas 227 são povoadas. Este terá sido um impulso para esta iniciativa, uma vez que segundo o Governo, é “impossível desenvolver infra-estruturas básicas nestes locais”, de modo a atrair investimento.

Os preços variam entre os dois e os quinze milhões de euros. Por exemplo, a ilha de Nafsika, no Mar Jónico, com cerca de 1,253 hectares, poderia ser adquirida por 15 milhões de euros.

Segundo o diário britânico, com estas operações a Grécia consegue fundos para aliviar parte dos graves problemas que actualmente enfrenta.

Além disso, peritos do FMI e do governo grego já tinham proposto a possibilidade de venda dos terrenos com o fim de atrair investidores para gerir emprego e riqueza.

“É uma pena que se tenha chegado a este ponto, mas pelo menos demonstra que a Grécia está disposta a tomar as medidas necessárias para cumprir com as suas obrigações”, disse Gary Jenkins, analista.

Estas medidas surgem em resposta ao plano de resgate da União Europeia e do FMI, aprovado em Maio, com vista a evitar o colapso das contas públicas da Grécia e mediante o qual serão injectados mil milhões de euros na economia grega.


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