Sábado, 26 de Junho de 2010

"Folheando o Diário Económico de hoje..."

«...o direito à gratuitidade é uma questão inalienável de cidadania, competindo aos decisores políticos, económicos e sociais encontrarem o modelo de desenvolvimento que garanta a criação de valor necessária para o sustentar:

investindo na inovação e criatividade, na qualificação dos cidadãos, na investigação e desenvolvimento e na internacionalização, potenciando as suas vantagens comparativas nos mercados vocacionais, como os nórdicos fizeram com sucesso. Todos sabemos que é mais difícil este caminho, mas é o único que permite traçar o caminho correcto» (Francisco Murteira Nabo)

«Um dia, mais tarde ou mais cedo, vai saber-se que a crise actual foi decidida num dos muitos centros de poder oculto espalhados pelo mundo. Um dia, alguém tem acesso a documentos de uma reunião de um clube privado tipo Bilderberg, a uma inconfidência por parte de uma fonte género Trilateral, a uma acta redigida e assinada por mãos invisíveis, e lá virá a lume a criação e implantação de uma estratégia da crise para acabar de vez com os direitos conquistados pelos assalariados desde a revolução industrial, para exterminar os direitos humanos de cariz social.» (João Paulo Guerra)

«A política [de austeridade] alemã é um perigo para Europa e pode destruir o projecto europeu. (,,,) Actualmente, os alemães estão a arrastar os seus vizinhos para a deflação. E isso poderá conduzir ao nacionalismo e à xenofobia. A democracia pode estar em risco.» (George Soros) 

 

... Caro Francisco,

Parece-me que deixamos o neoliberalismo ganhar o fôlego suficiente para renascer das cinzas... ...quando toda a gente vaticinava o fim da "fera", ela renasce com mais força do que tinha... E AGORA?!?!?

Vamos escrever mais uns artigos ou mandar mais uns amigos para a Assembleia da Republica e ficar à espera que nos chamem... para ... whatever ?

Já não acredito no Poder da caneta, mesmo que seja uma caneta digital !

O único Poder que é reconhecido é aquele que é exercido, de facto e não só de juris!

A única Autoridade que é reconhecida é aquela que é exercida, de facto e não só de juris!

Remember remember the fifth of November

Gunpowder, treason and plot.

I see no reason why gunpowder, treason

Should ever be forgot...   - Miguel

Pai Natal disse...

1. A gratuitidade da educação, mas também da saúde, e até certo ponto da justiça (e da segurança pública), são vectores fundamentais do desenvolvimento.

O facto do PSD vir agora pôr estes valores fundamentais em causa demonstra bem o tipo de politicos que temos, e domonstra bem como (esta) democracia não é um sistema adequado.

2. A teoria da conspiração ... misturar assuntos sérios com delirios literários.

3. Quanto ao comentário de Soros, ... está com medo de perder dinheiro com o pico do euro que ocorrerá entre agora e fim da moeda (provavelmente durante os proximos 5 anos) e portanto que a zona euro a desvalorizar em massa. Puro open show and sell, bem à moda de buffet.

L. Rodrigues disse...

Pai Natal, também não sou adepto das teorias da conspiração, mas os grupos referidos existem e reunem (com que intuito?) e o próprio Neoliberalismo teve uma raíz na Mont Pelerin Society. http://en.wikipedia.org/wiki/Mont_Pelerin_Society#Influence

Podemos achar que isto é delirio literário, mas quem financia os think tanks referidos no link, por exemplo, só pode dar o seu dinheiro por bem empregue. Ou seja, como dizem os espanhois, ''eu não acredito em bruxas, mas que as há, há''.


MARCADORES: ,

Publicado por Xa2 às 00:07 | link do post | comentar

17 comentários:
De a a 29 de Junho de 2010 às 10:57
VENDE--SE
ou ARRENDA-se
(por preço de amigo + comissãozita ou troca de tacho)

.. ex-ESCOLA,
em lugar privilegiado no centro da cidade, com jardim, grande terreno e amplas instalações , óptimo para Hotel, fundação ou sede de multinacional
- contactar PARQUE ESCOLARiL, sgps

.. ex- estação dos CORREIOS,
em lugar privilegiado no centro da cidade, com logradouro, amplas instalações, ... dá para tudo.
- contactar CPT, sgps

.. LOTES em ex-zona protegida,
excelente paisagem, óptimo para empreendimento turístico ... ou fábrica de investidores 'offshores' ou ''c.reciclagem e tramento valorizado''.
-contactar ICNP, sgps

.. GENTINHA dócil , bem parecida, diplomada, com e sem experiência, muito carente ...
-contacte PARXULOS, sgps

... mais anúncios e pormenores em data próxima


De Zé T. a 1 de Julho de 2010 às 11:12
Privado ou Público ?
ou
isto é um ASSALTO !! ?!!

( shiiuuuu ... ... é interno.... é uma 'festa' privada... é só para administradores e grandes accionistas... e já está em curso há bastante tempo ...)

Portugal Telecom... PT ... PT internacional ... PT portugal ... PT provincial ... PeTazinha ... ...puf ...! desapareceu ...

com privatizações, com 'golden share' e mais privatizações, com 'parcerias' e 'internacionalização', com OPA ou OpusD., com supra-sumos CEOs/ presidentes/ administradores ...

- empresa pública É 'nacional', 'regional' ou 'municipal' ...
- empresa privada é PRIVADA, sem assumir oportunismos regionalistas ou 'nacionalismos'...
porque $$$ DINHEIRO €€€ NÃO tem PÁTRIA !! assumam isso de uma vez por todas !!

pelo que, se os Povos, Comunidades, Nações, querem (e DEVEM ) participar activa e colectivamente na Economia (produtiva, 'estratégica', ...), devem ter as suas próprias empresas públicas, a SÉRIO (com a totalidade ou maioria de capital público), sejam bancos, seguradoras, indústrias, comunicações, transportes, estradas, imobiliário, ... escolas, hospitais, habitação, ...

e o ESTADO /governantes devem deixar de intrometer-se na gestão privada (através de 'golden shares' e de nomeações de 'boys') ...
concentrando-se 'apenas' em FAZER BEM aquilo que devem:
GERIR o que é PÚBLICO (empresas, serviços técnico-administrativos e património),
DEFENDER o interesse Público (consumidores, contribuintes e todos os cidadãos),
ASSEGURAR a igualdade de acesso, a livre concorrência e transparência em todas as decisões (escolhas e actos públicos),
assegurar a Justiça e a segurança Pública,
a língua portuguesa, a coesão e solidariedade de todos os Portugueses,
a REN -Reserva Ecológica Nacional, a RAN-Reserva Agrícola Nacional, ...
e deve REGULAR, inspecionar e fiscalizar 'os mercados' e empresas.

para tal, o ESTADO tem de ser FORTE
(e não mínimo, facilmente 'capturado'/ serviçal/ dominado pelo capital e oligarquias, castas ou seitas...),
o Estado tem de ter adequados meios técnicos-administrativos, financeiros e tributários, inspectivos e judiciais, legislativos e coercivos, ...


De até as mães vendem... a 6 de Julho de 2010 às 12:47
Berlusconi põe Itália à venda para reduzir défice recorde no país
por Sara Sanz Pinto, I online, em 05.07.2010

Ilhas, palácios e castelos em nome do combate ao défice. Críticos alertam para a especulação

A ideia terá partido do caso grego: na semana passada surgiram rumores de que o país tinha posto à venda as suas ilhas como medida de combate ao défice. Horas depois, o porta-voz do governo grego Yorgos Petalotís desmentia a notícia avançada pelo "The Guardian", afirmando que se tratava "de uma falta completa de exactidão, fora da realidade e inclusive um insulto".

Mas Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, parece ter agarrado no conceito e milhares de tesouros nacionais, incluindo ilhas na lagoa de Veneza e na costa da Sardenha, estão agora à venda, com o objectivo de reduzir o défice italiano.

O valor total dos bens oferecidos para venda chega aos 3 mil milhões de euros. A lista inclui castelos, palácios, conventos, aquedutos, bem como alugueres de longa duração de praias, rios, lagos e montanhas.

Na lagoa de Veneza está à venda a ilha de Sant'Angelo della Polvere, onde se situa um mosteiro beneditino destruído em 1969, devido a uma tempestade.
Farhad Vladi, director de uma agência imobiliária especialista na venda de ilhas privadas, estima que a Sant'Angelo della Polvere possa ser vendida por 1,9 milhões de euros, caso seja permitido recuperar o mosteiro para construir uma casa grande.

Na zona de Roma são vários os monumentos que correm o risco de ser vendidos. Entre eles destaca--se um museu etrusco na Villa Giulia, partes do mercado Porta Portese e o terreno à volta da Villa Gregoriana no Tivoli.

A ideia de vender bens do Estado foi apresentada pelo movimento separatista do Norte da Itália, a Liga Norte, um dos aliados de Berlusconi.

Três quartos das receitas das vendas servirão para pagar dívidas das autoridades locais e o resto contribuirá para reduzir a dívida pública italiana, que alcançou o recorde de 1,8 biliões de euros em Abril deste ano, um dos maiores valores do mundo.

O governo tem sido criticado por vender bens que pertencem ao Estado há vários séculos e os críticos deixam um alerta, prevendo que haja permissão para construir em áreas protegidas.


De . a 6 de Julho de 2010 às 12:27
Estado vende 100 imóveis da Direcção-Geral de Impostos
Publicado em I on line, 06 de Julho de 2010

O Estado prepara-se para vender um conjunto de mais de 100 imóveis onde se encontram instalados os serviços da Direcção-geral de Impostos (DGCI).

Segundo avança a edição de hoje do Diário Económico, o negócio ascende aos 106 milhões de euros e irá ajudar a reduzir o défice orçamental deste ano, numa alienação feita a uma empresa do Estado: a Estamo, uma sub-holding imobiliária controlada pela Parpública.

A venda de património prevista para 2010 ascende a 419 milhões de euros.
O contrato prevê a possibilidade de arrendamento à DGCI após a alienação dos imóveis, soube o DE. O contrato de arrendamento deverá ser realizado até dois meses depois da transmissão de posse dos edifícios e terá a duração de sete anos e seis meses.

............
( - para já, isto é para manipular as contas e diminuir, aparentemente, o défice do Estado, passando os imóveis do património directo do Estado para o de uma empresa pública o OGE regista uma receita...
- a seguir, o OGE vai ter mais uma despesa (com o arrendamento destes edifícios ocupados pelas finanças...
- futuramente, pode permitir umas belas negociatas com privados .... e lucros e comissões chorudas, para alguns... - em prejuízo do Estado !)


De Empresas públicas ... a 6 de Julho de 2010 às 12:32
Empresa pública endivida-se para comprar imóveis ao Estado
por Ana Suspiro, I online, em 26 de Abril de 2010

Parpública terá de recorrer a financiamentos externos para garantir o encaixe de 300 milhões ao Estado em 2010
´Parte do Hospital Curry Cabral em Lisboa foi alienada ao grupo Parpública em 2008

O grupo estatal Parpública está a recorrer a financiamentos externos para pagar, pelo menos em parte, o património imobiliário que tem vindo a comprar ao Estado. A Parpública, através da Sagestamo, tem sido a principal compradora dos imóveis que os vários serviços públicos tem colocado à venda nos últimos anos, e em que estão incluídos hospitais, quartéis e repartições de finanças, entre outros. Só no ano passado, esta holding foi responsável pela esmagadora maioria - mais de 90% - das receitas de 300 milhões de euros que o Estado encaixou na alienação de património. E o cenário deverá repetir-se este ano.

É a própria Parpública que o assume, no relatórios e contas de 2009. "No ano de 2010 prevêem-se também novas aquisições de imóveis ao Estado e a outros entes públicos num montante superior a 300 milhões de euros. Para o efeito, a Sagestamo recorrerá, tal como já fez em 2009, a financiamentos no mercado".

A dívida da Parpública ascendia a 3,7 mil milhões de euros em 2009, mas a empresa não adianta números para o endividamento associado ao imobiliário. Sublinha apenas que o sector "continuará a exigir mais recursos ao grupo, face à situação do mercado, ao programa de alienação do património do Estado e ao arranque do projecto Arco Ribeirinho Sul (requalificação urbana de terrenos industriais na margem Sul), entre outros".

Embora refira que parte do financiamento será assegurado com capital alheio", a holding estatal reconhece que será também necessário reforçar os fundos próprios das empresas do segmento "imobiliário, atendendo aos riscos envolvidos". Só em suprimentos, (empréstimos do accionista), o negócio imobiliário recebeu 423 milhões de euros. Um dos principais riscos que ameaça o negócio é a crise económica que se abateu sobre o mercado português de imobiliário e que a empresa descreve como a pior de sempre. Em 2009, as vendas caíram 58% para pouco mais de 150 milhões de euros. Esta evolução é explicada pela queda no número de contratos promessa, mas também pelo adiamento de escrituras e pela anulação de negócios, muitos deles por falta de condições do cliente, razões que levaram a empresa de promoção imobiliária Sagestamo a registar prejuízos de 5,6 milhões de euros. Apesar deste cenário, a Parpública qualifica de moderada a sua exposição ao imobiliário. De positivo, destaca-se a subida de 42% nos contratos de arrendamento. O património imobiliário do grupo estava avaliada em 1,4 mil milhões de euros no final do ano.

Investidores internacionais são opção
A Parpública não estima um grande progresso para 2010. E realça que se a conjuntura não permitir "dinamizar significativamente a colocação de imóveis em fundos imobiliários e encontrar investidores para as unidades de participação, ou ultrapassar a crise que afecta o mercado de promoção", será feita uma aposta em parcerias com privados. O principal objectivo é chegar aos investidores internacionais que ainda não estão no mercado nacional e propor a venda de imóveis já arrendados ou para promoção. Não foi possível obter um comentário da Parpública até ao fecho da edição.


Comentar post

MARCADORES

administração pública

alternativas

ambiente

análise

austeridade

autarquias

banca

bancocracia

bancos

bangsters

capitalismo

cavaco silva

cidadania

classe média

comunicação social

corrupção

crime

crise

crise?

cultura

democracia

desemprego

desgoverno

desigualdade

direita

direitos

direitos humanos

ditadura

dívida

economia

educação

eleições

empresas

esquerda

estado

estado social

estado-capturado

euro

europa

exploração

fascismo

finança

fisco

globalização

governo

grécia

humor

impostos

interesses obscuros

internacional

jornalismo

justiça

legislação

legislativas

liberdade

lisboa

lobbies

manifestação

manipulação

medo

mercados

mfl

mídia

multinacionais

neoliberal

offshores

oligarquia

orçamento

parlamento

partido socialista

partidos

pobreza

poder

política

politica

políticos

portugal

precariedade

presidente da república

privados

privatização

privatizações

propaganda

ps

psd

público

saúde

segurança

sindicalismo

soberania

sociedade

sócrates

solidariedade

trabalhadores

trabalho

transnacionais

transparência

troika

união europeia

valores

todas as tags

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS