Cavaco: a pré-confusão

Pode parecer tabu a não divulgação, por parte do actual PR, Dr. Cavaco Silva, da sua decisão de se recandidatar. Contudo, só quem andar muito distraído é que poderá considerar existir esse ... tabu.

As mais recentes intervenções, com ou sem “crispações”, já não podem deixar dúvidas que a decisão, pela afirmativa, já foi tomada.

As suas, mais recentes, declarações denotam uma clara politização do discurso e deixam a evidência de que o Presidente da República, se recandidatará a um novo mandato.

É natural que até o pé lhe fuja para a chinela e extravase, inadvertidamente, as suas naturais e próprias competências, invadindo as atribuídas à governação, ao governo. Os portugueses, cidadãos eleitores, dever-mos estar atentos.

O homem alerta, e faz muito bem, para a complicada situação em que o país se encontra, mas parece esquecer as suas próprias responsabilidades na condução de politicas que contribuíram para este estado de coisas. Quem se não lembra dos tempos das vacas gordas e dos barões do PSD por si próprio denunciados, mas não combatidos, no comício do Pontal, Algarve?


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Publicado por Zé Pessoa às 14:34 de 25.06.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De DD a 27 de Junho de 2010 às 19:56
Diariamente milhares e milhares de portugueses sentem na pele dentro dos seus carros a estupidez de Cavaco Silva.
Refiro-me à travessia diária da Ponte 25 de Abril e ao fato (nova ortografia) de a ponte Vasco da Gama não ser alternativa .
Almada e Concelhos limítrofes são uma vasta área residencial das classes médias trabalhadoras que se deslocam diariamente a Lisboa e às fábricas e empresas comerciais das linhas de Sintra e Cascais. Têm de pagar portagens elevadas para pagarem uma ponte que serve muito pouco e a situação não é pior porque os governos do PS conseguiram criar uma faixa adicional em cada sentido e colocar o comboio na ponte.
Se Cavaco tivesse sido uma homem inteligente teria feito a nova travessia do Tejo perto da actual Ponte 25 de Abril de modo a unir as duas grandes áreas urbanas, a de Lisboa com mais de 2 milhões de habitantes e a da Península de Setúbal com uns 850 a 900 mil habitantes. Mas, é estúpido aquele homem e ninguém conseguiu saber a razão porque a construção da ponte foi entregue à empresa britânica Trafalgar House, um pequeno escritório de comissões dirigido pelo marido da Senhora Tatcher que entregou a obra a um consórcio de empresas internacionais a um custo muito inferior.
O lucro foi tão grande, bem como as comissões pagas a não sei quem em Portugal, que a Trafalgar House fechou as portas logo que foi criada a Lusoponte .
Na Inglaterra, a Trafalgar House foi falada nos jornais por estar envolvida em negócios com equipamentos militares para receber avultadas comissões que dividia com os responsáveis dos países compradores.
Não devemos esquecer que foi a Trafalgar House ou a Lusoponte que trouxe a Freeport para Portugal. Queriam montar em Alcochete um importante centro de lazer e compras para levar mais viaturas a atravessarem a ponte.
O negócio falhou para a Lusoponte e para a Freeport porque o Ministério do Ambiente (Sócrates) não autorizou a construção de vários hotéis , centro desportivo, piscinas, uma marina à beira do Tejo, etc., tudo na zona do parque natural. O processo ainda está na justiça porque logicamente há magistrados corrompidos com avultados montantes para continuarem com o processo, esquecendo tudo aquilo que o então Ministério do Ambiente CORTOU.
A carta anónima foi, obviamente, uma vingança de quem não viu satisfeitas as suas ambições comerciais, pois o MA só autorizou a ocupação do espaço anterior da ex-fábrica de pneus Firestone que Cavaco, como 1º Ministro, deixou sair com as máquinas compradas com os apoios financeiros da UE e Estado Português.
A Firestone foi para Burgos com o dinheiro roubado a Portugal e hoje é a Bridgestone.


De Lobsang Rampa a 6 de Julho de 2010 às 12:58
Também tenho frequentemente a sensação de que muito se passará no segredo dos Deuses. Mas eu sou apenas um velho hippie cheio de ganzas na carola pelo que são mais que naturais estas sensações. Por exemplo tenho uma teoria (da conspiração) que diz que a campanha «Droga Loucura e Morte» na Lisboa dos anos 70 do antigo regime, foi um sinal de estímulo aos mercados. E apesar de hippie não crente no poder das pirâmides, por vezes tenho a vibraçaõ de que existe uma espécie de Triangulo das Bermudas funcionando entre as elites nacionais. cansadas da humilhação quando se comparam com o resto do Mundo. Os castelos do Loire estão-lhes TODINHOS atravessados na garganta. O Palácio Fronteira, a Bacalhoa e o Solar de Mateus sabe-lhes a pouco. Sonham mais alto..


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 27 de Junho de 2010 às 14:33
Ser Presidente da República é um cargo político, portanto não percebo porque é que o homem não há-de fazer discursos políticos.
Se o que esses discursos abordam é ou não dislates ou pertinente, é outra questão. Mas até aí, sendo o PR uma cargo unipessoal, lhe está permitido dizer o que lhe apetecer.
E até fazer tabu, seja lá o que isso for.
Por mim é patsholi... ou lá como se escreve....
Ou melhor 'sabão macaco' que é mais popular.


De Preparar a Cama a 25 de Junho de 2010 às 16:05
Cavaco não só já confunde o papel de PR com o de candidato à presidencia como prepara a cama para o Passos de Coelho se deitar.


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