De DD a 29 de Junho de 2010 às 23:39
Curiosamente, o PSD sobe mais nas sondagens quando se posicionou como partido da continuidade, relativamente ao PS, querendo fazer pior o que o PS faz de mal ou é tido como mau.
Pedro Passos Coelho não necessitou de fazer qualquer propaganda ou apresentar um projecto de alternativa e isto por uma razão muito simples:
órgãos de informação, juízes, sindicatos e outros partidos de oposição conjugaram todos os seus esforços para denegrir Sócrates e o PS.
O caso Freeport prescrever no próximo dia 27. Os magistrados parece que querem que aconteça isso porque não conseguiram provar nada contra Sócrates, nada tendo que o torne suspeito sequer. Por isso agarraram-se agora ao caso difamação da difamadora Manuela Moura Guedes.
É um jogo de um contra dezenas.
Tudo foi considerado mal, até a anulação de um concurso para a compra de milhares de espingardas para substituir as G-3 foi considerado mal por um sargento comunista da respectiva associação sindical e teve largo tempo de antena na TSF.. Se a decisão fosse óposta, haveria muita gente a criticar o facto de nesta época de crise se estar a gastar dinheiro em armas que podem ser adquiridas mais tarde pois não há nenhuma urgência militar agora.
Enfim, o governo é criticado por gastar dinheiro e sempre por não gastar.
Há quem pense que uns impostos sobre os bancos e outros é suficiente para pagar as quase 100 milhões de receitas comparticipadas pelo SNS. Os bancos não têm dinheiro, apesar de terem ganho cinco milhões de euros por dia em 2009, ou seja, 50 cêntimos por cada português.

O conservador britânico que ganhou as eleições criticou tanto os trabalhistas por fazer importantes cortes nas despesas ao mesmo tempo de criticava as despesas e agora aparece com um plano de corte de 60 biliões de libras, mais do dobro daquilo que pretendiam os trabalhistas.

As críticas da eaquerda vão produzir um regresso da dirita ao poder porque uma parte do eleitorada quer o social sem o respectivo pagamento e vai-se convencendo que a direita pode reduzir um Estado que não existe, pois ninguém quer reduzir o Inem, os 50 mil bombeiros, os 200 mil professores de todos os remoas, os 36.600 médicos, os juízes, os enfermeiros, etc. Toda agente quer reduzir uma vasta massa de funcionários que nada fazem, mas que simplesmente não existem, salvo algumas raras excepções.


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