Especuladores, lumpemburguesia, consultores comprados e ... desastre

Entre os especuladores e a lumpemburguesia?

Adam Smith já nos tinha alertado no século XVIII:

cada vez que os capitalistas de um mesmo ofício se reúnem para conversar, geralmente é para conspirar contra o público. Adam Smith não tinha visto nada. 

Alguns grandes especuladores nos mercados cambiais, que desde a abolição dos controlos de capitais se têm entretido a ganhar dinheiro à custa da devastação das economias, encontraram-se recentemente para jantar em Nova Iorque, segundo o "Wall Street Journal". No menu estava a aposta na desvalorização do euro e, qual profecia auto-realizada, a eventual implosão da zona euro.

 

 Saber que à frente da Comissão se encontra um neoliberal da estirpe de Barroso e que o BCE é dominado por fanáticos do monetarismo que hesitam em dar todo o apoio a quem se encontra em dificuldades deixa-nos ainda mais apreensivos.

No entanto, sigamos os apelos ao optimismo e concentremo-nos nas boas notícias nacionais. Em tempos de desemprego e de salários em atraso, não são só os bancos que apresentam lucros elevados:

 as empresas que controlam o sector da energia ou as auto-estradas também.

A fraude que domina o debate económico dá vivas ao empreendedorismo.

 

Trata-se, na realidade, de antigas empresas públicas privatizadas de forma míope pelo bloco central dos interesses para reconstituir grupos económicos com bases industriais subalternas, com reduzida consciência nacional e que operam em sectores que, dadas as suas características quase (monopólios) naturais, dão sempre grande poder de mercado:

 infra-estruturas públicas, muita distribuição, imobiliário, especulação financeira, pouca indústria e demasiada liquidez investida no estrangeiro.

 

Oscilam entre a expropriação financeira de outros sectores (perguntem aos verdadeiros empresários o que se passa na assimétrica relação com a banca, por exemplo), o rentismo fundiário, a captura de reguladores e de pessoal político, mais importação do que exportação:

uma lumpemburguesia criada por más políticas e que deu origem a uma economia dependente.

Perante a pressão da crise muitos salivam pela fruta doce: os serviços e as infra-estruturas públicas, da saúde aos aeroportos.

 

A economia portuguesa está então entre a espada dos especuladores desabridos e a parede de betão que abafa a burguesia empreendedora. Como sair daqui?

 Com política industrial selectiva, controlos de capitais à escala europeia, serviços e equipamentos públicos protegidos de predações privadas e maior controlo público da banca, à mistura com instituições europeias e Estados nacionais (com a Alemanha à cabeça) que assumam as suas responsabilidades.

 

Aliás, dada a importância dos mercados do Sul da Europa e o peso dos seus títulos de dívida no sector financeiro das grandes economias europeias, a "solidariedade" europeia traduz-se na protecção do seu smithiano interesse próprio...

 

- por João Rodrigues, 08.03.2010, ionline

 .......................................

 

O CAPITAL ESPECULATIVO ganha a dianteira do capital financeiro e retira do circuito económico recursos desviando-os para a especulação, exacerbando os riscos de sobrevivência económica.

 

A especulação é o acto de negociar instrumentos financeiros – divisas, acções, títulos, derivados financeiros- com o objectivo de fazer dinheiro. O capital especulativo sai fora do circuito produtivo e é o próprio circuito do capital-dinheiro a suster a actividade do capital especulativo.

 

O capital especulativo não é reinvestido na contratação de novos trabalhadores, mas em mercados cambiais, de divisas, de títulos e derivados.

O que começou como uma actividade de substituição de riscos privados transformou-se numa actividade de alto risco para toda a economia, à medida que cada vez mais recursos estão sendo desviados, da criação de emprego, de planos públicos de reformas ou de saúde, para alimentar a orgia especulativa.

 

Quanto às empresas há as que são capazes de criar dinheiro financeiro e conseguir privatizações, concessões, projectos, requalificações, e outras que não são... e que acabam ou sendo compradas ou absorvidas por aquelas.

 

- por A.Geraldo Dias, http://ensaiosimperfeitos.blogspot.com

 ...............

 

Consultor do capitalismo de desastre (ou 'economistas-consultores' comprados...)

 

É conveniente que se esqueçam como a crise começou: das desigualdades à especulação. A memória é perigosa, mas frágil.

 

Quando o Estado social enfraquece, aumenta o número de presos .

Vários estudos mostram que quanto maior é a desigualdade de rendimentos, maior é o peso da população prisional e mais intensos são outros problemas sociais. Grandes oportunidades de negócio à vista.

 

Peguem então num país já de si desigual. Fragilizem, com planos ditos de estabilidade, o seu fraco Estado social e o que resta das regras que protegem uma parte dos trabalhadores e dos grupos sociais mais vulneráveis.

Do subsídio de desemprego ao pagamento de horas extraordinárias, passando pelo rendimento social de inserção, ainda há muito que erodir.

Já está? Muito bem.

Um novo aumento do desemprego e da precariedade, que se segue à contracção da procura popular, ajuda a esfarelar solidariedades e a reduzir custos salariais.

É violento e dá uma trabalheira política, bem sei, mas têm de convir que a luta de classes que precede os vossos negócios nunca foi um chá dançante.

 

Arranjem bodes expiatórios:

dos imigrantes aos pobres, passando pelos funcionários públicos ou pelos sindicatos.

Estes últimos são perfeitos para a intervenção de alguns intelectuais públicos que servem de vossos idiotas úteis. Aliás, não se esqueçam de os contratar para estarem sempre na televisão, num monólogo de economia do choque e do pavor.

 

É bom que as pessoas tenham medo e se isolem nos seus tempos ditos livres. Lembrem-se que a depressão é outra boa oportunidade de negócio.

Também é conveniente que as pessoas esqueçam como esta crise começou:

do aumento das desigualdades à especulação financeira sem freios, depois de décadas das vossas liberalizações. A memória é perigosa, mas frágil.

 

E podem evitar prejudiciais mobilizações se conseguirem que as alternativas socialistas e democráticas tenham pouca visibilidade.

 

Depois é continuar a imitar o modelo do capitalismo de predação, ou seja, os EUA, a terra dessa liberdade:

construir prisões e investir na segurança e nos condomínios privados, excelentes negócios em sociedade fracturadas.

Quase um em cada cem adultos na prisão, como nos EUA? Talvez seja demasiado ambicioso, mas lembrem-se que o enfraquecimento do Estado social é o reforço do Estado penal.

 

Entretanto, mobilizem mais economistas convencionais:

é preciso exaltar as virtudes da grande empresa, perdão, do mercado. Aliás, digam sempre "os mercados" num tom ameaçador.

É que ainda há monopólios que podem arrebanhar a bom preço ou com bom financiamento público: dos correios à REN.

O Estado financia (paga) e vocês gerem (lucram) os novos equipamentos ditos públicos - as tais prisões, por exemplo -, como acontece nos EUA ou em Inglaterra.

De facto, as parcerias público-privadas são um dos grandes negócios que ainda se pode expandir neste capitalismo de crise em crise, como já vos disse várias vezes...

 

-por João Rodrigues, em 15.03. 2010, ionline.pt

...............

isto

é o resultado da iliteracia, do 'marketing', da apatia e alienação dos cidadãos do seu dever de participação na RES PÚBLICA...

é a ausência do Estado (minimizado e capturado) como entidade forte, responsável, transparente, reguladora e fiscalizadora;

é o 'deixa andar' o mercado livremente, como gostam de afirmar os neoliberais, e consoante os seus interesses.



Publicado por Xa2 às 00:07 de 02.07.10 | link do post | comentar |

9 comentários:
De . a 6 de Julho de 2010 às 12:13
Estado neutralizado? ou capturado?


Há sectores que querem desarmar e neutralizar o poder do Estado, acusa Jorge Lacão
por Agência Lusa, Publicado em 05 de Julho de 2010

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, atacou hoje as vozes que condenaram a intervenção do Governo no negócio da brasileira Vivo, acusando esses setores de pretenderem “neutralizar” os poderes do Estado, permitindo a desregulação e a especulação.

A referência do ministro dos Assuntos Parlamentares à intervenção do Governo, através da utilização da ‘golden share’, na tentativa de compra da brasileira Vivo pelos espanhóis da Telefónica foi feita no final da sua intervenção na sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem até terça feira na Assembleia da República.

“Estamos perante uma verdadeira parábola” em relação a este tema, considerou Jorge Lacão.

“Uma parábola entre os que acreditam que a construção de uma sociedade melhor implica capacidade do poder político tomar as decisões adequadas no tempo certo para defender uma visão estratégica; e todos aqueles que querem desarmar o Estado, neutralizando-lhe a capacidade de decisão”, apontou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

“Todos esses bem podem falar de modernidade, mas encaminhariam o país para um destino de mais desregulação e maior impreparação contra o quadro especulativo”, acusou.

Ainda num ataque aos setores mais liberais na sociedade portuguesa, o ministro dos Assuntos Sociais referiu-se a alguns dos episódios que marcaram o final de 2008 e o início de 2009, observando que “não deixa de ser curioso” que quem pediu nessa altura a intervenção do Estado face à desregulação dos mercados sejam os mesmos que, “também num movimento especulativo, ponham em causa outra vez o papel dos Estados na regulação para uma sociedade mais equilibrada e mais transparente”.


De . a 6 de Julho de 2010 às 12:12
€€$$ não tem Nacionalidade ..nem ética !

Núcleo duro de empresários?
Para defender os interesses do País?

Onde se viu isto?

Trata-se de uma realidade virtual que não existe. Indo ao fundo da questão, um núcleo duro é figurativo, não tem consistência. À mínima clivagem de interesses divergentes esboroa-se.

Foi o que sucedeu na PT. O núcleo duro de seu nome que tinha o Estado e uns quantos empresários/grupos económicos a fazer de conta, face à oferta da Telefónica e aos tempos que correm, pensou: entrem lá esses milhõezitos que nos dão um grande jeito.

O País? Um estratégia económica nacional? Uma empresa estratégica?

"Futurar" nesta base é no mínimo não ter os pés na terra.

Daí que se o Estado pretende defender empresas estratégicas da economia tem primeiro de definir quais são e depois pensar muito seriamente no modelo de ter voz activa na sua gestão estratégica.

Embora entenda que o governo fez bem em bloquear a venda da VIVO, mecanismos mais sólidos terão que ser encontrados para que as intervenções do Estado tenham maior rigor e sustentabilidade.

# posted by Joao Abel de Freitas , Puxa Palavra,


De . a 6 de Julho de 2010 às 12:11

Golden share (4)
[Publicado por Vital Moreira, Causa Nossa]

Tivesse o Governo prescindido de vetar o negócio da Vivo, usando o poder que os estatutos da companhia mal ou bem lhe conferem, e teria contra ele um coro tão grande como o que o critica por o ter vetado.

Suspeito mesmo que alguns dos que o criticam por "nacionalismo serôdio" por ter vetado, estariam entre os que o invectivariam por não ter defendido os interesses nacionais contra a "invasão espanhola".

Preso por ter cão, e por não o ter...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 2 de Julho de 2010 às 11:52
Se se der como certo que cabe ao Estado ter e subsidiar empresas que dão sistematicamente prejuízos,mas que são consideradas de caracter socializante ou de importância capital para a população, e estou a referir-me nomeadamente a empresas como a CP, REFER, Metro, TAP, RTP, etc... é natural que ao mesmo Estado deva ser permitido senão que mesmo 'obrigado' a ter também empresas, também elas de identica importância social, mas que são habitualmente rentáveis, e estou a referir.me nomeadamente à CGD, Galp, PT, etc...
Ou há aqui alguma incongruência neste racicínio?
Não é apenas e mais uma vez uma questão de bom sens?


De Zé T. a 2 de Julho de 2010 às 14:33
Concordo que o Estado deva ter empresas (de interesse estratégico, de interesse social, e ...outras) - e que não impeça outros, do sector privado ou do sector cooperativo, de concorrer livremente.

Quanto a empresas públicas ('...') cronicamente deficitárias (anos após anos com grandes prejuízos... e grandes endividamentos) isso exige uma avaliação aprofundada para verificar as causas e corrigir a situação...
até porque, muitas vezes, os défices NÃO são devidos por 'subsidiarem a sociedade' (ou as suas franjas mais carenciadas ou desprotegidas) ou por prosseguirem interesses estratégicos do Estado/Nação (de defesa, segurança, alimentação, saúde, ensino, investimento em novas tecnologias, inovação e investigação, ...),
mas, simplesmente, porque são MAL GERIDAS, com falhas/desvios de Missão, planeamento, organização, objectivos, reduzida dotação de meios técnicos e financeiros, ... mal contabilizados e, até, ROUBADAS ou BURLADAS por gestores, políticos tutelares, dirigentes, conselhos de administração (ou de fundação) e por 'boys'.

Haja TRANSPARÊNCIA !


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 2 de Julho de 2010 às 17:18
Os maus gestores devem ser demitidos.
Os gestores que as roubam e vigarizam devem ser prezos.
E devia de haver uma lei em que erros e gestões fraudulentas ou desleixadas deviam os seus gestores ser pecuniariamente responsabilizados.
Mas isso tanto para as empresas de estado como para quaisquer outras.
E concorrência? Então a CGD não tem concorrência?
E a RTP? E a Galp? E a Carris? Então e a EDP não tem pelo menos a Endesa?
Então o estado não deve acautelar quer as economias estratégicas quer as rentáveis? Terá que ser tudo à conta do contribuinte?


De . a 2 de Julho de 2010 às 11:20
De : Jumento a 28.6.2010

ESTADO DEVE CRIAR OS SEUS PRÓPRIOS BANCOS

«“Nos Estados Unidos entregámos à banca 700 mil milhões de dólares.
Se tivéssemos investido apenas uma fracção dessa quantia na criação de um novo banco teríamos financiado todos os empréstimos necessários”, explicou Joseph Stiglitz em declarações ao jornal “Independent”.
Na realidade, adiantou, teria sido possível atingir esse objectivo com muito menos.

Para o Nobel da Economia, o problema dos Estados Unidos é que o estímulo fiscal não foi o que era necessário.
Depois dos ataques dos mercados financeiros à Grécia e a Espanha, o consenso aponta para a poupança por parte dos governos, critica Stiglitz que compara a situação actual com a dos Estados Unidos durante a presidência de Herbert Hoover.»
[Público]
Faz sentido.
: «Solicite-se um comentário aos que defendem a privatização da CGD.»


De Zé T. a 2 de Julho de 2010 às 11:19

Privado ou Público ?
ou
isto é um ASSALTO !! ?!!

( shiiuuuu ... ... é interno.... é uma 'festa' privada... é só para administradores e grandes accionistas... e já está em curso há bastante tempo ...)

Portugal Telecom... PT ... PT internacional ... PT portugal ... PT provincial ... PeTazinha ... ...puf ...! desapareceu ...

com privatizações, com 'golden share' e mais privatizações, com 'parcerias' e 'internacionalização', com OPA ou OpusD., com supra-sumos CEOs/ presidentes/ administradores ...

- empresa pública É 'nacional', 'regional' ou 'municipal' ...
- empresa privada é PRIVADA, sem assumir oportunismos regionalistas ou 'nacionalismos'...
porque $$$ DINHEIRO €€€ NÃO tem PÁTRIA !! assumam isso de uma vez por todas !!

pelo que, se os Povos, Comunidades, Nações, querem (e DEVEM ) participar activa e colectivamente na Economia (produtiva, 'estratégica', ...), devem ter as suas próprias empresas públicas, a SÉRIO (com a totalidade ou maioria de capital público), sejam bancos, seguradoras, indústrias, comunicações, transportes, estradas, imobiliário, ... escolas, hospitais, habitação, ...

e o ESTADO /governantes devem deixar de intrometer-se na gestão privada (através de 'golden shares' e de nomeações de 'boys') ...
concentrando-se 'apenas' em FAZER BEM aquilo que devem:
GERIR o que é PÚBLICO (empresas, serviços técnico-administrativos e património),
DEFENDER o interesse Público (consumidores, contribuintes e todos os cidadãos),
ASSEGURAR a igualdade de acesso, a livre concorrência e transparência em todas as decisões (escolhas e actos públicos),
assegurar a Justiça e a segurança Pública,
a língua portuguesa, a coesão e solidariedade de todos os Portugueses,
a REN -Reserva Ecológica Nacional, a RAN-Reserva Agrícola Nacional, ...
e deve REGULAR, inspecionar e fiscalizar 'os mercados' e empresas.

para tal, o ESTADO tem de ser FORTE
(e não mínimo, facilmente 'capturado'/ serviçal/ dominado pelo capital e oligarquias, castas ou seitas...),
o Estado tem de ter adequados meios técnicos-administrativos, financeiros e tributários, inspectivos e judiciais, legislativos e coercivos, ...


De . a 2 de Julho de 2010 às 11:01
GOLDEN SHARE (acção dourada, com direito de veto)
[- por Vital Moreira, Causa Nossa, 2.7.2010]

Há quem critique os grupos privados nacionais, com o BES à cabeça, que, sendo accionistas da PT, votaram a favor da alienação da Vivo à Telefónica, quebrando a solidariedade com o Estado.

Mas como bem se sabe, "o capital não tem Pátria", nem se pode pedir aos privados que sacrifiquem os seus interesses por razões extra-económicas...
.......
A ideia de que se podem privatizar empresas e manter o controlo governamental sobre elas é insustentável a longo prazo.

Se o Estado quer manter o controlo nacional sobre empresas que considera estratégicas só tem um caminho - manter uma participação accionista suficientemente importante para dissuadir tentações externas!
.......
Por mais argumentos que haja contra as golden shares e a sua própria legitimidade, a verdade é que os accionistas da PT são os últimos a poder queixar-se do veto governamental à venda da participação na Vivo,
pois quando concorreram à privatização da PT ou adquiram posteriormente as suas participações no seu capital, tinham de contar com a existência da golden share e com a possibilidade da sua utilização.

Não podem beneficiar do conforto que a garantia do Estado lhes dava contra "raids" externos e depois queixarem-se de que o veto governamental os impede de fazerem chorudas mais-valias.

De qualquer modo, como o veto não vai poder vingar, trata-se só de um adiamento...

...............
A utilização da golden share do Estado para travar a compra da parte da PT na Vivo brasileira pela Telefónica espanhola tem dois "pequenos" problemas.

Primeiro, mesmo que a venda pudesse ser vetada pela golden share (o que é duvidoso), a verdade é que as instituições da UE não aceitam as golden shares e a decisão vai ser seguramente impugnada na justiça europeia.

Segundo, enraivecida pela desfeita, a Telefónica pode bem retaliar e subir a parada, lançando uma OPA sobre a própria PT !


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