9 comentários:
De . a 6 de Julho de 2010 às 12:13
Estado neutralizado? ou capturado?


Há sectores que querem desarmar e neutralizar o poder do Estado, acusa Jorge Lacão
por Agência Lusa, Publicado em 05 de Julho de 2010

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, atacou hoje as vozes que condenaram a intervenção do Governo no negócio da brasileira Vivo, acusando esses setores de pretenderem “neutralizar” os poderes do Estado, permitindo a desregulação e a especulação.

A referência do ministro dos Assuntos Parlamentares à intervenção do Governo, através da utilização da ‘golden share’, na tentativa de compra da brasileira Vivo pelos espanhóis da Telefónica foi feita no final da sua intervenção na sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem até terça feira na Assembleia da República.

“Estamos perante uma verdadeira parábola” em relação a este tema, considerou Jorge Lacão.

“Uma parábola entre os que acreditam que a construção de uma sociedade melhor implica capacidade do poder político tomar as decisões adequadas no tempo certo para defender uma visão estratégica; e todos aqueles que querem desarmar o Estado, neutralizando-lhe a capacidade de decisão”, apontou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

“Todos esses bem podem falar de modernidade, mas encaminhariam o país para um destino de mais desregulação e maior impreparação contra o quadro especulativo”, acusou.

Ainda num ataque aos setores mais liberais na sociedade portuguesa, o ministro dos Assuntos Sociais referiu-se a alguns dos episódios que marcaram o final de 2008 e o início de 2009, observando que “não deixa de ser curioso” que quem pediu nessa altura a intervenção do Estado face à desregulação dos mercados sejam os mesmos que, “também num movimento especulativo, ponham em causa outra vez o papel dos Estados na regulação para uma sociedade mais equilibrada e mais transparente”.


De . a 6 de Julho de 2010 às 12:12
€€$$ não tem Nacionalidade ..nem ética !

Núcleo duro de empresários?
Para defender os interesses do País?

Onde se viu isto?

Trata-se de uma realidade virtual que não existe. Indo ao fundo da questão, um núcleo duro é figurativo, não tem consistência. À mínima clivagem de interesses divergentes esboroa-se.

Foi o que sucedeu na PT. O núcleo duro de seu nome que tinha o Estado e uns quantos empresários/grupos económicos a fazer de conta, face à oferta da Telefónica e aos tempos que correm, pensou: entrem lá esses milhõezitos que nos dão um grande jeito.

O País? Um estratégia económica nacional? Uma empresa estratégica?

"Futurar" nesta base é no mínimo não ter os pés na terra.

Daí que se o Estado pretende defender empresas estratégicas da economia tem primeiro de definir quais são e depois pensar muito seriamente no modelo de ter voz activa na sua gestão estratégica.

Embora entenda que o governo fez bem em bloquear a venda da VIVO, mecanismos mais sólidos terão que ser encontrados para que as intervenções do Estado tenham maior rigor e sustentabilidade.

# posted by Joao Abel de Freitas , Puxa Palavra,


De . a 6 de Julho de 2010 às 12:11

Golden share (4)
[Publicado por Vital Moreira, Causa Nossa]

Tivesse o Governo prescindido de vetar o negócio da Vivo, usando o poder que os estatutos da companhia mal ou bem lhe conferem, e teria contra ele um coro tão grande como o que o critica por o ter vetado.

Suspeito mesmo que alguns dos que o criticam por "nacionalismo serôdio" por ter vetado, estariam entre os que o invectivariam por não ter defendido os interesses nacionais contra a "invasão espanhola".

Preso por ter cão, e por não o ter...


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 2 de Julho de 2010 às 11:52
Se se der como certo que cabe ao Estado ter e subsidiar empresas que dão sistematicamente prejuízos,mas que são consideradas de caracter socializante ou de importância capital para a população, e estou a referir-me nomeadamente a empresas como a CP, REFER, Metro, TAP, RTP, etc... é natural que ao mesmo Estado deva ser permitido senão que mesmo 'obrigado' a ter também empresas, também elas de identica importância social, mas que são habitualmente rentáveis, e estou a referir.me nomeadamente à CGD, Galp, PT, etc...
Ou há aqui alguma incongruência neste racicínio?
Não é apenas e mais uma vez uma questão de bom sens?


De Zé T. a 2 de Julho de 2010 às 14:33
Concordo que o Estado deva ter empresas (de interesse estratégico, de interesse social, e ...outras) - e que não impeça outros, do sector privado ou do sector cooperativo, de concorrer livremente.

Quanto a empresas públicas ('...') cronicamente deficitárias (anos após anos com grandes prejuízos... e grandes endividamentos) isso exige uma avaliação aprofundada para verificar as causas e corrigir a situação...
até porque, muitas vezes, os défices NÃO são devidos por 'subsidiarem a sociedade' (ou as suas franjas mais carenciadas ou desprotegidas) ou por prosseguirem interesses estratégicos do Estado/Nação (de defesa, segurança, alimentação, saúde, ensino, investimento em novas tecnologias, inovação e investigação, ...),
mas, simplesmente, porque são MAL GERIDAS, com falhas/desvios de Missão, planeamento, organização, objectivos, reduzida dotação de meios técnicos e financeiros, ... mal contabilizados e, até, ROUBADAS ou BURLADAS por gestores, políticos tutelares, dirigentes, conselhos de administração (ou de fundação) e por 'boys'.

Haja TRANSPARÊNCIA !


De Zé das Esquinas o Lisboeta a 2 de Julho de 2010 às 17:18
Os maus gestores devem ser demitidos.
Os gestores que as roubam e vigarizam devem ser prezos.
E devia de haver uma lei em que erros e gestões fraudulentas ou desleixadas deviam os seus gestores ser pecuniariamente responsabilizados.
Mas isso tanto para as empresas de estado como para quaisquer outras.
E concorrência? Então a CGD não tem concorrência?
E a RTP? E a Galp? E a Carris? Então e a EDP não tem pelo menos a Endesa?
Então o estado não deve acautelar quer as economias estratégicas quer as rentáveis? Terá que ser tudo à conta do contribuinte?


De . a 2 de Julho de 2010 às 11:20
De : Jumento a 28.6.2010

ESTADO DEVE CRIAR OS SEUS PRÓPRIOS BANCOS

«“Nos Estados Unidos entregámos à banca 700 mil milhões de dólares.
Se tivéssemos investido apenas uma fracção dessa quantia na criação de um novo banco teríamos financiado todos os empréstimos necessários”, explicou Joseph Stiglitz em declarações ao jornal “Independent”.
Na realidade, adiantou, teria sido possível atingir esse objectivo com muito menos.

Para o Nobel da Economia, o problema dos Estados Unidos é que o estímulo fiscal não foi o que era necessário.
Depois dos ataques dos mercados financeiros à Grécia e a Espanha, o consenso aponta para a poupança por parte dos governos, critica Stiglitz que compara a situação actual com a dos Estados Unidos durante a presidência de Herbert Hoover.»
[Público]
Faz sentido.
: «Solicite-se um comentário aos que defendem a privatização da CGD.»


De Zé T. a 2 de Julho de 2010 às 11:19

Privado ou Público ?
ou
isto é um ASSALTO !! ?!!

( shiiuuuu ... ... é interno.... é uma 'festa' privada... é só para administradores e grandes accionistas... e já está em curso há bastante tempo ...)

Portugal Telecom... PT ... PT internacional ... PT portugal ... PT provincial ... PeTazinha ... ...puf ...! desapareceu ...

com privatizações, com 'golden share' e mais privatizações, com 'parcerias' e 'internacionalização', com OPA ou OpusD., com supra-sumos CEOs/ presidentes/ administradores ...

- empresa pública É 'nacional', 'regional' ou 'municipal' ...
- empresa privada é PRIVADA, sem assumir oportunismos regionalistas ou 'nacionalismos'...
porque $$$ DINHEIRO €€€ NÃO tem PÁTRIA !! assumam isso de uma vez por todas !!

pelo que, se os Povos, Comunidades, Nações, querem (e DEVEM ) participar activa e colectivamente na Economia (produtiva, 'estratégica', ...), devem ter as suas próprias empresas públicas, a SÉRIO (com a totalidade ou maioria de capital público), sejam bancos, seguradoras, indústrias, comunicações, transportes, estradas, imobiliário, ... escolas, hospitais, habitação, ...

e o ESTADO /governantes devem deixar de intrometer-se na gestão privada (através de 'golden shares' e de nomeações de 'boys') ...
concentrando-se 'apenas' em FAZER BEM aquilo que devem:
GERIR o que é PÚBLICO (empresas, serviços técnico-administrativos e património),
DEFENDER o interesse Público (consumidores, contribuintes e todos os cidadãos),
ASSEGURAR a igualdade de acesso, a livre concorrência e transparência em todas as decisões (escolhas e actos públicos),
assegurar a Justiça e a segurança Pública,
a língua portuguesa, a coesão e solidariedade de todos os Portugueses,
a REN -Reserva Ecológica Nacional, a RAN-Reserva Agrícola Nacional, ...
e deve REGULAR, inspecionar e fiscalizar 'os mercados' e empresas.

para tal, o ESTADO tem de ser FORTE
(e não mínimo, facilmente 'capturado'/ serviçal/ dominado pelo capital e oligarquias, castas ou seitas...),
o Estado tem de ter adequados meios técnicos-administrativos, financeiros e tributários, inspectivos e judiciais, legislativos e coercivos, ...


De . a 2 de Julho de 2010 às 11:01
GOLDEN SHARE (acção dourada, com direito de veto)
[- por Vital Moreira, Causa Nossa, 2.7.2010]

Há quem critique os grupos privados nacionais, com o BES à cabeça, que, sendo accionistas da PT, votaram a favor da alienação da Vivo à Telefónica, quebrando a solidariedade com o Estado.

Mas como bem se sabe, "o capital não tem Pátria", nem se pode pedir aos privados que sacrifiquem os seus interesses por razões extra-económicas...
.......
A ideia de que se podem privatizar empresas e manter o controlo governamental sobre elas é insustentável a longo prazo.

Se o Estado quer manter o controlo nacional sobre empresas que considera estratégicas só tem um caminho - manter uma participação accionista suficientemente importante para dissuadir tentações externas!
.......
Por mais argumentos que haja contra as golden shares e a sua própria legitimidade, a verdade é que os accionistas da PT são os últimos a poder queixar-se do veto governamental à venda da participação na Vivo,
pois quando concorreram à privatização da PT ou adquiram posteriormente as suas participações no seu capital, tinham de contar com a existência da golden share e com a possibilidade da sua utilização.

Não podem beneficiar do conforto que a garantia do Estado lhes dava contra "raids" externos e depois queixarem-se de que o veto governamental os impede de fazerem chorudas mais-valias.

De qualquer modo, como o veto não vai poder vingar, trata-se só de um adiamento...

...............
A utilização da golden share do Estado para travar a compra da parte da PT na Vivo brasileira pela Telefónica espanhola tem dois "pequenos" problemas.

Primeiro, mesmo que a venda pudesse ser vetada pela golden share (o que é duvidoso), a verdade é que as instituições da UE não aceitam as golden shares e a decisão vai ser seguramente impugnada na justiça europeia.

Segundo, enraivecida pela desfeita, a Telefónica pode bem retaliar e subir a parada, lançando uma OPA sobre a própria PT !


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