8 comentários:
De $$ PSD e $$ PP não têm pátria...só negoc a 8 de Julho de 2010 às 15:15
COINCIDÊNCIAS

Depois de Aznar ter vindo a Lisboa dias antes da assembleia geral da PT para falar com Pedro Passos Coelho e Cavaco Silva é a vez do líder do PP ir a Madrid prestar vassalagem ao líder do PP, como manda a tradição do nosso PSD, e reunir com empresários espanhóis.
Bolas, nunca vi tanto intercâmbio político entre Madrid e Lisboa.


De Esp.It.Fr.Alem. tb 'contornam' mercado. a 8 de Julho de 2010 às 15:10
O CHEQUE E O XEQUE-MATE

«No meio do teatro de sombras em que se transformou o negócio PT/Vivo/Telefónica, o Governo espanhol achou que a Portugal estava reservado o papel de D. Quixote, o cavaleiro que não distingue a ficção da realidade.

Os ministros Miguel Angel Moratinos e Elena Salgado e a Telefónica, transformaram--se em anjos impolutos, escrevendo o argumento.
José Sócrates entendeu tarde demais o verdadeiro dilema da PT, entretido com o assalto à TVI numa lógica que um dia será melhor explicada.

Não se preparou, estrategicamente, para o que a Espanha queria e, por isso, a sua reacção foi tardia e disparatada. Mas talvez esteja a tempo de recuperar o equilíbrio político.
A sua entrevista ao "El País" mostra um renovado Sócrates que sabe separar o trigo do joio. E que entende o que efectivamente está em jogo, enquanto que atrás das cortinas se continuam a inventar cenários para que tudo pareça um conto de fadas.

O Governo espanhol e a Telefónica, tão amigos das regras de mercado, sabem o que fizeram à alemã E.on quando tentou entrar em Espanha.

E sabem como Berlusconi despachou a Telefónica quando esta estava tentada pela Telecom Itália.

As leis do mercado têm diferente valor em diferentes épocas.

Mas a ideia espanhola foi genial e lembra quando Maquiavel, para comemorar as vitórias de Florença, comissionou um mural em conjunto a Leonardo Da Vinci e a Michelangelo, sabendo que ambos se odiavam.

Conseguiu dividir o poder político e o económico português, enquanto acenava com o cheque.

Agora resta saber quem aplicará o xeque-mate.» [Jornal de Negócios], Por Fernando Sobral.


De os pequenos são palhaços forçados... a 8 de Julho de 2010 às 15:19
DURÃO e C.E. DEVEM ESTAR A GOZAR CONNOSCO

«O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje em Estrasburgo que a oposição do executivo comunitário à 'golden share' detida pela Estado português na Portugal Telecom é uma questão meramente jurídica, e não política "e muito menos ideológica".

Questionado sobre o assunto durante uma conferência de imprensa no Parlamento Europeu, Durão Barroso respondeu desta forma às recentes críticas do primeiro ministro José Sócrates, que acusou a Comissão Europeia de manter nesta matéria "posições ideológicas ultraliberais".» [DN]

Parecer: Esta de haver apenas Direito é mesmo para rir.


De Golden... direita e esquerda a 8 de Julho de 2010 às 10:26
A estratégia da aranha

Confesso que me custa admitir, mas Sócrates fez uma jogada de mestre ao utilizar a "golden share" para impedir a compra da Vivo pela Telefonica. Ganhou em várias frentes:
-Deu um ar de esquerda, fortalecido com a entrevista ao "El País" em que acusou a CE de posições ultra-liberais.
- Demonstrou a incoerência e fragilidade argumentativa dos coelhistas, cuja única ideologia é o lucro fácil assente no princípio do "salve-se quem puder".
- Deixou a descoberto as fragilidades dos defensores do mercado livre e das teorias ultraliberais, ao "obrigar" os accionistas a desmascarar-se. O único objectivo dos accionistas da PT, da maioria dos empresários e dos oportunistas que apoiam Passos Coelho é o lucro. Estão-se borrifando para o país, apesar de passarem a vida a postar tiradas patrióticas, onde o ataque ao acordo ortográfico e a defesa da língua portuguesa surge como corolário saloio dos pobres de espírito.
-Finalmente, obrigou a esquerda a apoiá-lo.
É óbvio que a esquerda defende a utilização da golden share, mas não pode deixar de criticar Sócrates pela política de privatizações que conduziu a esta situação e aproveita para exigier a Sócrates que recue nessa matéria.
O lider do PS sabe, porém, que a comunicação social portuguesa -enfeudada que está aos grandes interesses económicos -não dará grande relevância às críticas da esquerda, pelo que a sua estratégia não será beliscada.
Postado por Carlos Barbosa de Oliveira às Quarta-feira, Julho 07, http://cronicasdorochedo.blogspot.com/


De 'Golden ... deputados' a 8 de Julho de 2010 às 10:24
Da Golden Share à vitória de Ângela Merkel

A bloga de direita e apoiante do liberalismo coelhista anda desesperada por Sócrates ter usado a golden share e inviabilizado a compra da Vivo pela Telefónica. À falta de melhores argumentos, há até uns patuscos visceralmente anti-comunistas que corroboram umas parangonas foleiras do Financial Times que apelida a medida de colonialista e criticam veladamente o Público por ter dado espaço a Sócrates para explicar a sua posição.
Na minha modesta opinião, se há alguém colonialista nesta história é a Vivo e não Sócrates, mas há quem nunca admita isso e, muito menos, que o modelo de globalização actualmente seguido é uma forma de colonialismo económico e financeiro, que deglutirá quaisquer empresas de sucesso de países pequenos como o nosso.
Não percebo, também, a posição do PSD. Se reconhece que o negócio era ruinoso para a PT e até para o país ( vá lá, pelo menos sempre percebe melhor do que alguns jornalistas de política internacional) porque razão condena a utilização da golden share? Pensará o actual PSD que a solução para o mundo está em dar roda livre ao mercado, mesmo que isso signifique prejuízo para o país? Assustam-me um bocado os defensores da política canibalismo, mas adiante…

Estranho que essa mesma bloga permaneça em silêncio depois do desastre que ontem abalou a Alemanha da senhora Merkel, não comentando as consequências e o significado de tão nefasto episódio para os liberais.
O candidato à Presidência alemã, apoiado pelo governo de coligação no poder, só conseguiu ser eleito à terceira volta, sendo incapaz de congregar todos os votos dos partidos da coligação. Parece-me óbvio que esta vitória fragiliza e põe em risco o governo empossado em Outubro e abre a porta a eleições antecipadas.
A difícil eleição do candidato governamental à presidência põe também em evidência duas questões:
- Qualquer partido no poder ( seja liberal, socialista, democrata cristão ou social democrata) sofre a erosão da crise e corre sérios riscos de ser obrigado a pedir nova legitimação popular para se manter no governo. Os liberais não são a panaceia para a resolução da crise. Como salienta o Nobel da Economia Paul Krugman, “estamos a caminho da Terceira Depressão, que resulta do fracasso das medidas tomadas a nível global e terá custos elevados para a economia mundial” . A direita liberal que neste momento dirige os destinos de grande parte dos países europeus e a União Europeia, não deixará , provavelmente, de ser penalizada por isso. Ora,se isso acontecer, é muito provável que quando Passos Coelho chegar ao poder, a Europa esteja em contraciclo, desiludida com a ineficácia do combate à crise e os europeus tenham usado a golden share do seu voto para exigir novas políticas.

- Outro aspecto que merece relevância relaciona-se com o facto de na Alemanha os deputados poderem votar pela sua cabeça, independentemente das decisões dos seus partidos. Nem numa eleição presidencial- na Alemanha o presidente é eleito pelos deputados da Câmara Baixa do Parlamento ( Bundestag) e representantes dos estados federados- se exige disciplina partidária. Seria estimulante, para a vida política portuguesa, que os líderes partidários e os deputados em geral percebessem a importância da liberdade de voto como forma de credibilização da democracia portuguesa, hoje reduzida ao triste panorama do clientelismo.

Postado por Carlos Barbosa de Oliveira às Quinta-feira, Julho 01, http://cronicasdorochedo.blogspot.com/


De Estado neutralizado? ou capturado? a 6 de Julho de 2010 às 12:08
Há sectores que querem desarmar e neutralizar o poder do Estado, acusa Jorge Lacão
por Agência Lusa, Publicado em 05 de Julho de 2010

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, atacou hoje as vozes que condenaram a intervenção do Governo no negócio da brasileira Vivo, acusando esses setores de pretenderem “neutralizar” os poderes do Estado, permitindo a desregulação e a especulação.

A referência do ministro dos Assuntos Parlamentares à intervenção do Governo, através da utilização da ‘golden share’, na tentativa de compra da brasileira Vivo pelos espanhóis da Telefónica foi feita no final da sua intervenção na sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem até terça feira na Assembleia da República.

“Estamos perante uma verdadeira parábola” em relação a este tema, considerou Jorge Lacão.

“Uma parábola entre os que acreditam que a construção de uma sociedade melhor implica capacidade do poder político tomar as decisões adequadas no tempo certo para defender uma visão estratégica; e todos aqueles que querem desarmar o Estado, neutralizando-lhe a capacidade de decisão”, apontou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

“Todos esses bem podem falar de modernidade, mas encaminhariam o país para um destino de mais desregulação e maior impreparação contra o quadro especulativo”, acusou.

Ainda num ataque aos setores mais liberais na sociedade portuguesa, o ministro dos Assuntos Sociais referiu-se a alguns dos episódios que marcaram o final de 2008 e o início de 2009, observando que “não deixa de ser curioso” que quem pediu nessa altura a intervenção do Estado face à desregulação dos mercados sejam os mesmos que, “também num movimento especulativo, ponham em causa outra vez o papel dos Estados na regulação para uma sociedade mais equilibrada e mais transparente”.


De €€$$ não tem Nacionalidade ..nem ética ! a 5 de Julho de 2010 às 10:40
Núcleo duro de empresários?
Para defender os interesses do País?

Onde se viu isto?

Trata-se de uma realidade virtual que não existe. Indo ao fundo da questão, um núcleo duro é figurativo, não tem consistência. À mínima clivagem de interesses divergentes esboroa-se.

Foi o que sucedeu na PT. O núcleo duro de seu nome que tinha o Estado e uns quantos empresários/grupos económicos a fazer de conta, face à oferta da Telefónica e aos tempos que correm, pensou: entrem lá esses milhõezitos que nos dão um grande jeito.

O País? Um estratégia económica nacional? Uma empresa estratégica?

"Futurar" nesta base é no mínimo não ter os pés na terra.

Daí que se o Estado pretende defender empresas estratégicas da economia tem primeiro de definir quais são e depois pensar muito seriamente no modelo de ter voz activa na sua gestão estratégica.

Embora entenda que o governo fez bem em bloquear a venda da VIVO, mecanismos mais sólidos terão que ser encontrados para que as intervenções do Estado tenham maior rigor e sustentabilidade.

# posted by Joao Abel de Freitas , Puxa Palavra, 3.7.2010


De . a 5 de Julho de 2010 às 10:32
Golden share (4)
[Publicado por Vital Moreira, Causa Nossa]

Tivesse o Governo prescindido de vetar o negócio da Vivo, usando o poder que os estatutos da companhia mal ou bem lhe conferem, e teria contra ele um coro tão grande como o que o critica por o ter vetado.

Suspeito mesmo que alguns dos que o criticam por "nacionalismo serôdio" por ter vetado, estariam entre os que o invectivariam por não ter defendido os interesses nacionais contra a "invasão espanhola".

Preso por ter cão, e por não o ter...


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