O Espaço e o Tempo

 

            O espaço e o tempo são fatores fundamentais em tudo o que é feito.

            De fora vem a promessa e ameaça que o Tribunal Europeu vai condenar a “golden share” do Estado na PT como impedimento à livre circulação de capitais.

            Claro, isso só poderia acontecer se os juízes europeus forem analfabetos em geografia, porque não está aqui em causa nenhuma circulação de capitais na Europa, mas sim no Brasil que, obviamente, não faz parte da União Europeia. A Vivo é uma empresa juridicamente brasileira e a “golden share” do Estado na PT existiu sempre desde a sua privatização, pelo que nenhum acionista pode dizer que desconhecia a situação e, de resto, não se vislumbram muitos protestos, a não ser o de Pedro Passos Coelho que não é 1º Ministro nem acionista da PT.

            Curiosamente, o Estado espanhol impediu com sucesso há anos que a Deutsche Telekom comprasse a Telefónica e os espanhóis de uma maneira geral fazem uma política nacionalista em quase todos os sectores de atividade, pelo que os últimos a queixarem-se a posição do Estado português não podem deixar de ser os espanhóis.

            Verdadeiramente asquerosa foi a posições de um jornal inglês que considerou a posição portuguesa como colonialista quando não estava em causa a aquisição total da Vivo por parte de uma empresa brasileira, mas sim pela espanhola Telefónica, cuja posição colonialista só pode diferir da portuguesa por querer ser totalitária.

            Todos os países desenvolvidos e emergentes possuem capitais fora das suas fronteiras. A cada esquina vemos uma loja chinesa em Portugal, o Santander possui três grandes bancos portugueses e há capitais estrangeiros em todos os sectores importantes em Portugal; são pois todos colonialistas.

            Os britânicos já tiveram muitos interesses em Portugal, mas estão agora na mais absoluta das decadências relativamente ao que foram há poucas dezenas de anos. Até nem têm mais uma indústria automóvel nacional, para não falar em muitos outros sectores.

            Quanto à questão do TEMPO, o Silva Tavares faz uma grande confusão no Expresso.

            Por exemplo, quando escreve:

            - Estádios de futebol: constroem-se; escolas: fecham-se.

            Ora, há aqui um intervalo de tempo de mais de dez anos. Os estádios começaram a ser construídos antes mesmo de 2000 para o Europeu de 2004 e a decisão foi bem antes, portanto, há mais de dez anos. As escolas com menos de 20 alunos fecham-se agora, dois anos depois de iniciada a maior crise económica mundial registada desde 1929.

            O mesmo com os submarinos, adquiridos, talvez erradamente, há uns oito anos atrás e a liquidação da marinha mercante e de pesca é igual à de quase todos os países europeus. Hoje só navegam navios com bandeiras de conveniência com tripulações terceiro-mundistas em que não é necessário pagar salários a dobrar e a quadruplicar nos quartos da noite ou então navios tão automatizados que o piloto continua a controlar a navegação quando está na retrete a fazer as suas necessidades através de monitores lá colocados, pois na ponte de grandes porta-contentores e petroleiros há uma única pessoa e na casa das máquinas não está lá ninguém. Os navios são conduzidos por um único piloto como se fossem automóveis. Mesmo assim, as companhias europeias só têm um navio com a bandeira do país para manter a sua condição de empresa de navegação nacional.

            Claro, noutros aspectos, Miguel Sousa Tavares tem razão, mas em épocas de crise como de guerra não se pode funcionar em termos de ter razão, as ondas da crise fazem balancear a barca independentemente da vontade da sua tripulação e é o que sucede em Portugal e em quase todos os países.

           



Publicado por DD às 23:56 de 03.07.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Genoma a 4 de Julho de 2010 às 00:04
Genoma do PSD é 15% Cavaco, 10% Camarate e 70% agência de empregos
O genoma do PSD, a informação hereditária contida no seu ADN político, já foi sequenciado e é constituído por 10% de Camarate, 15% de maiorias de Cavaco, 5% de autarcas, 2% do programa do professor Marcelo e 68% de fome pelas dezenas de milhar de lugares que agora são só do PS. Estes dados surpreenderam quem pensava que o ADN do PSD era 50% Cavaco, 49% Camarate e 0,00000000000001% Marmeleira. MB


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