4 comentários:
De . a 7 de Julho de 2010 às 10:39
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

--- Ferro Rodrigues, pré-OCDE, sobre o Pacto de Estabilidade e Crescimento, em 2003:

"Segundo Ferro Rodrigues, os governos da União Europeia deverão encontrar "uma solução para o PEC, de forma a que seja um instrumento de crescimento em vez de recessão e que permita a convergência real entre os países mais pobres com os mais ricos".

Para Ferro Rodrigues, o novo PEC deverá "dar um maior peso ao equilíbrio da dívida pública face ao critério do défice" e "observar que a qualidade de despesa é feita por cada Estado-membro".

Ou seja, segundo o líder socialista, importa "diferenciar o investimento público da despesa corrente primária". (Público, 10/12/2003)

--- Ferro Rodrigues, pós-OCDE, sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento, cujo objectivo é um défice de 3% em 2013, conforme o pacto de Estabilidade:

Apesar de Ferro frisar, como Soares, que os "grandes responsáveis" pelo "monstro" da crise são a ausência de regulação e a especulação, o embaixador na OCDE admitiu que Portugal não tem outra escolha se não "seguir as orientações europeias dominantes: consolidação orçamental credível e rápida, primado das exportações face à procura e paragem do endividamento externo".

Mas o ex-líder socialista notou que os planos de austeridade não devem escamotear a equidade social. E alertou: "As medidas que têm sido tomadas eram inevitáveis e com o número de desempregados que temos era imprescindível multiplicar os cuidados com a equidade social." Querendo dissipar quaisquer ilusões, afirmou: "A verdade é para se dizer: nos próximos anos o crescimento dos salários e a queda do desemprego não estarão no primeiro plano das políticas económicas." (Público, 06/07/2010)
- por Nuno Teles em 6.7.10 , Ladrões de bicicletas

Anónimo disse...

Mete dó ouvir o Ferro Rodrigues e outros ditos socialistas a dizer e a fazer coisas que qualquer politico de direita assina por baixo.

Esta é uma das razões pelas quais nunca iremos ter um país mais justo e mais fraterno onde a solidariedade não seja palavra vã, como aconteceu logo a seguir ao 25 de Abril e se manteve durante algum tempo.
O PS e os seus dirigentes passados e actuais disso se encarregaram (e melhor ainda do que o PSD), sempre, porém, apregoando o contrário.

São as novas realidades a que temos de nos adaptar, dizem eles.
É a inevitável (?) globalização dizem outros.

É a mentira, a aldrabice, a trafulhice, a manipulação, a corrupção, o compadrio e a fraude
feitos homens politicos sem vergonha, dirão outros e são muitos.


De Estado socialzinho... até ao selvagem. a 7 de Julho de 2010 às 10:25
PS diz não alinhar na Revisão constitucional...

... Para acabar com o Estado Social.

Para isso, o PSD não precisa de alinhamento. Basta ter o actual ministro das finanças no poder, que o Estado Social, em Portugal, já de si pequenino, vai caminhando para encontrar o seu próprio fim.

Todas estas ideias de plafonar despesas sociais, etc, que deu algum brado nas jornadas parlamentares do PS, vai no sentido de reduzir o Estado Social ao mínimo.

Nem se percebe esta fuga em frente. Agora preconiza-se a antecipação de um ano para fixar em 3% o défice orçamental. Com que objectivo? E não é atingível senão com maiores sacrifícios para quem já os está a sentir e com truques contabilísticos como este de uma empresa de Estado adquirir os prédios do Estado.

É evidente que é preciso avançar no combate ao défice, mas simultâneamente o caminho do desenvolvimento tem de ser descoberto e promovido e ideias não abundam, suportadas por estratégia coerente.

Essa é que é a grande questão deste País e não vejo muito de sustentável no que se preconiza que vá nesse sentido.

É evidente e positivo que se avance com as energias renováveis, mas isso não chega.

Onde está o resto? O turismo, Requalificar o que existe, o mar? Sobre este último, o que se constata é uma grande pobreza de ideias. Talvez lá para o século XXII haja algo de novo.

Etiquetas: Estado social, fuga em frente, Teixeira dos Santos
# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra, 7.7.2010


De PS da caridadezinha e inimigos do Estad a 8 de Julho de 2010 às 17:14
Tectos para prestações sociais abrem ruptura no PS

Actuais e ex-dirigentes do PS avisam Sócrates que não aceitarão fixação de tectos às prestações sociais.
Mas a medida vai mesmo avançar e já no Orçamento para 2011.

[RUI PEDRO ANTUNES, DN, 06-07-2010]
No momento em que várias destacadas figuras do PS avisam que o Governo não pode esquecer o Estado social - uma das linhas comuns do arranque das jornadas parlamentares de ontem - um documento do Governo abre o que se pode tornar o mais duro confronto ideológico dentro do PS.
Trata-se da fixação de tectos a algumas prestações sociais, como o rendimento social de inserção, marcada já para o próximo Orçamento do Estado, em Outubro.

A medida constava já da primeira versão do Programa de Estabilidade, mas desapareceu por uns meses dos documentos do Governo.
Voltou agora, no Relatório de Orientação da Política Orçamental, entregue pelo Ministério das Finanças no Parlamento na sexta-feira. E já deixou vários dirigentes socialistas em tensão.

Um deles é vice-presidente da bancada socialista. Sérgio Sousa Pinto disse ontem ao DN que "a política social não deve ser discutida em termos de tectos, mas sim de critérios.
" Apesar de ainda não ter lido o relatório de Orientação Política e Orçamental, Sousa Pinto admite que "os critérios possam ser apertados, mas nunca será uma questão de tectos".

Acontece que a versão inscrita no documento não podia ser mais clara, definindo não só tectos para as despesas sociais (de 7100 milhões já em 2011), como especificamente para apoios como "o rendimento social de inserção, de 400 milhões em 2011".

Um limite que, a avaliar pelos primeiro cinco meses deste ano (onde já se gastaram 189 milhões, uma subida homóloga de 17,8% face a 2009), implicará um corte real na sua atribuição.

Mais longe foi o ex-dirigente do PS, Pedro Adão e Silva, que considera os tectos "uma aberração política". Adão e Silva nem sequer consegue "conceber" que sejam aplicados tectos às prestações sociais, pois "tal colide com aquilo que têm sido as bandeiras do PS nos últimos 10 anos".

O ex-dirigente socialista não compreende como esta questão "aparece em documentos oficiais" e diz mesmo que "se este tipo de medidas forem aplicadas, mais vale o PS sair do Governo".

Surpreendido com esta inscrição de tectos num documento oficial está outro ex-dirigente socialista, que hoje discursa nas Jornadas Parlamentares do PS: Paulo Pedroso
. "O que tem sido discutido são alterações e nunca o caminho da aplicação de tectos." Paulo Pedroso, tal como Adão e Silva, lembrou as declarações de ontem do ex-líder do PS, Ferro Rodrigues, dizendo:

"A aplicação de tectos discricionários seria o voltar à caridadezinha."

Ferro Rodrigues foi claro, ontem nas Jornadas Parlamentares do PS:
"Não se pode confundir tudo e ir a reboque dos inimigos jurados do papel do Estado no sistema social."
Ficou feito o aviso.

Já António Vitorino recusou que o PS vá pelo "caminho liberal",
e quer que o partido opte por "redução nas prestações sociais, com equidade, de forma a que estas se mantenham".
É neste sentido que um outro socialista aceita os ditos tectos:
é Vera Jardim que diz que essa é "a única maneira de salvar" essas prestações sociais.


De Izanagi a 6 de Julho de 2010 às 11:25
È giro ouvi-los falar como se não tivessem qualquer responsabilidade pela difícil situação que se vive. Passam como cão por vinha vindimada.
E o curioso é que os militantes fanáticos, que os há, tudo aceitam.


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