A fúria neo-liberal que aí vem ... se nada fizermos !!

Complicar o que é simples , por Daniel Oliveira, 20.7.2010, Arrastão

Ainda não conhecemos em pormenor a proposta de revisão constitucional do PSD de P.Coelho. Sabemos pelo menos que quer :

aumentar os poderes do Presidente da República,

aumentar os mandatos do Presidente e da Assembleia,

retirar da Constituição a universalidade do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública, e

liberalizar completamente os despedimentos através da substituição da “justa causa” por “razão atendível” (que é tudo e coisa nenhuma).

...   ----------

Um dique para o que aí vem , por Daniel Oliveira, 19.7.2010, Arrastão

   ...

   Quem acompanha a vida política não pode deixar de notar os sinais.

Na política, como na vida, a hipótese mais simples é a mais provável. E o mais provável é irmos a votos e o PSD substituir o PS, nesta rotatividade enjoativa a que já todos nos habituámos.

    O PSD de Pedro Passos Coelho não é o mesmo PSD que conhecemos até agora. Claro que nele orbitam e continuarão a orbitar os interesses do costume, que vão buscar ao Estado os seus dividendos. Menos Estado para o País não significará menos Estado para quem nunca lhe sentiu a falta. Mas a diferença será evidente: estamos perante o primeiro líder da direita portuguesa a assumir o compromisso de atacar o Estado Social.

     Ele tem a convicção ideológica para o fazer. Ele tem o contexto económico de um capitalismo em crise de crescimento, que precisa urgentemente de se expandir para sectores garantidos pelo Estado, como a saúde, a educação e a segurança social. E ele tem o ambiente político para o impor: um centro-esquerda debilitado pela sua própria cobardia, o resto da esquerda indisponível para governar e um País e uma Europa bombardeados por uma campanha ideológica de emagrecimento do Estado.

     Engana-se, neste contexto, quem pensa que as eleições presidenciais são um pormenor.

Sendo público que Cavaco Silva e Passos Coelho não morrem de amores um pelo outro, não é expectável que o actual Presidente reeleito trave a fúria liberal que aí vem. Poderá temperar um ou outro entusiasmo momentâneo, mas não será um travão consequente.

     E é por isso mesmo que, ache o que se achar de Manuel Alegre (e eu já lhe fui publicamente critico muitas vezes), a sua eleição seria a única possibilidade de não vermos, no pior momento possível, o sonho da direita portuguesa realizado: uma maioria, um governo, um Presidente.

     E dá-se o caso de Manuel Alegre ser dos poucos protagonistas relevantes ligados ao PS com um compromisso claro com o Estado Social. Ninguém duvida, mesmo com todas as suas contradições, que não ficará de braços cruzados perante tentativas de secundarização do Serviço N. Saúde, de mercantilização da Escola Pública ou de semiprivatização da Segurança Social para alimentar o sistema financeiro, tão ávido de recursos.

      A vitória de Cavaco Silva é a mais provável. Mas se existir uma segunda volta (recordo que foi eleito à primeira por muito pouco) tudo fica em aberto e a sua não reeleição ainda pode acontecer.

      Para a esquerda que defende o Estado Social que começámos a construir há três décadas (e que agora é tratado como um luxo) as presidenciais não resolvem nenhum dos seus problemas estruturais. Mas podem construir um dique à inundação liberal que se aí vem. E, como veremos no futuro próximo, isso não seria um pormenor.     Publicado no Expresso Online 
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Um homem (a) sério , por Sérgio Lavos, 18.7.2010, Arrastão

      O progressivo vazio que se foi criando em redor de José Sócrates, no Governo e no PS, iria inevitavelmente conduzir à situação actual:

o PS vê-se ultrapassado nas sondagens pelo PSD e toda gente sabe que o tempo de Sócrates à frente do partido tem um final marcado. A situação trágica -a morte lenta de um Governo saído de eleições realizadas há menos de um ano – é agravada pela perpétua crise moral e a conjuntural (?) crise económica em que o país está mergulhado. Mas o cinismo da política não permite que o cadáver jaza morto e apodreça, como seria natural suceder.

     Já sabemos: Cavaco não pode dissolver o Parlamento nem demitir o Governo, ao PSD (ainda) não dá jeito avançar com uma moção de censura, e a esquerda vai tentando manter-se à tona das águas fétidas que, pela sua passividade, ajudou a criar. Paulo Portas, esse, vai farejando o poder qual sabujo à espera de um osso, venha ele da esquerda ou da direita – os valores do partido do táxi são tão flutuantes como os submarinos comprados quando era ministro da Defesa.

     Enquanto isso, Pedro Passos Coelho espera. Vai lançando aqui e ali umas ideias que acha serem de direita, afastando-se do conservadorismo que sempre caracterizou o PSD e aproximando-se de um liberalismo económico total. A questão é simples: dever-se-à levar a sério o “jovem” que lidera o PSD, ou será a sua agenda  apenas governada pelo soundbyte e pelo que lhe vão soprando os assessores? A resposta será um pouco complicada. Se é verdade que Passos Coelho não é um estadista e tão pouco parece ser um político daqueles à “antiga”, com uma ideologia definida e sem se preocupar com questões laterais como a imagem ou sondagens, a pouco e pouco vai-se percebendo o que poderá fazer quando (a questão não é “se”, mas “quando”) chegar a primeiro-ministro. E o que poderá fazer não vai ser nada agradável, podemos ficar seguros disso.

     A lição dos economistas reformados e dos comentadores indignados tem sido a cartilha onde o líder do PSD vai buscar as suas ideias. E são, vamos lá ver, assustadoras, próximas de um inopinado liberalismo radical que não lembra ao diabo (ou se calhar lembra). Desde a vontade de tornar o regime mais presidencialista, até à taxa única de IRS, passando pelo desaparecimento de várias medidas de apoio social, a privatização de sectores fulcrais da economia, o aumento da idade de reforma, mudanças no Código de Trabalho e uma reforma constitucional que expurgue, de uma vez por todas, o cheiro a esquerdismo tão odiado pelos herdeiros do 24 de Abril, tudo parece indicar que o cataventismo de que é acusado Passos Coelho tenha na realidade método, e que o político surja aos olhos da opinião pública como tendo “uma ideia para o país”.

     Este triste simulacro de político representa, contudo, e apesar das contradições que pouca gente se tem dedicado a analisar – o confessado (em várias entrevistas) liberalismo aceita medidas de carácter nada liberal, como a proposta de prolongar os mandatos do Governo e do Presidente ou a vontade de ter um peso maior nos negócios da Caixa Geral dos Depósitos, isto depois de ter criticado o Governo por ter usado a Golden Share no negócio da PT – uma ameaça que não julgaríamos possível depois do colapso do sistema financeira e da consequente crise económica: a de uma viragem ainda mais à direita, em termos económicos e sociais.

     A questão é: como é que a esquerda está a perder este combate? Há dois, três anos, quando tudo começou, parecia ser possível uma viragem, mas passado este tempo todo temos uma Europa a ser puxada por uma Alemanha de direita na direcção do abismo, sem piedade dos PIGS que caíram irremediavelmente na lama. Em Portugal, um PS inexistente tirou o socialismo da gaveta e guilhotinou-o definitivamente, tornando-se num partido submetido a um culto de personalidade inusitado, sem energia para combater a maré de direita que o futuro parece trazer. E à esquerda do PS, perdeu-se o norte, entre cassetes que se repetem, assentes na força da rua, e uma condução ziguezagueando entre a crítica e o apoio ao Governo, deste modo fragilizando qualquer posição de força a que seja necessário recorrer.

     A data para o golpe está marcada: algures depois das presidenciais e do começo do previsível segundo mandato de Cavaco. Até lá, a mesma paz podre e o reco-reco do Governo bicéfalo. O pior ainda está para vir.
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Performatividades… , por João Rodrigues, 19.7.2010, Arrastão

     O Banco Central Europeu declarou que há países “sem margem de manobra orçamental”, onde se incluiria Portugal. As declarações do BCE são performativas, ou seja ajudam a criar a desgraçada realidade que aparentemente se limitam a descrever. É que o BCE, apesar de não ter qualquer controlo democrático, tem poder monetário. O resto da minha crónica semanal no i pode ser lido aqui.



Publicado por Xa2 às 08:07 de 20.07.10 | link do post | comentar |

8 comentários:
De DD a 25 de Julho de 2010 às 21:16
A verdade é que o liberalismo do Passos Coelho não vai dar um cêntimo a seja quem for. Daí não virão fábricas de automóveis, aviões ou candeeiros.
Teoricamente sabemos que quanto mais baixos os salários maior a possibilidade fabricar seja o que for. Ver o exemplo da china comunista-capitalista que com salários de miséria tornou-se na primeira potência económica mundial.
Se pagássemos 50 euros mensais aos operários portugueses, toda a gente vinha investir em Portugal. Mas isso é para um Medina Carreria e outros convidados do Crespo pensarem. Não é concrerizável por ninguém e à partida nem proporciona votos para se chegar ao poder.

Nas empresas, os estúpidos sabem vender barato, mas vender a um preço justo, logo mais alto, é que carece de habilidade e inteligência e é isso que falta a muito empresário nacional.

Os chineses são na verdade os estúpidos do mercado mundial. Vendem o produto do trabalho dos seus trabalhadores a preços da ordem dos 5% do que ganham os portugueses. Assim, podem fazer tudo e vender a todos.

Sócrates é um granbde estadista que procura soluções dentro de uma certa equidade e sem desmontar o modelo social, o que é extremamente difícil e essa dificuldade é para os estúpidos a sua falha ou o seu fim como se outrros fossem capazes de fazer melhor. Eles nem querem para já o poder.


De Médicos ? a 21 de Julho de 2010 às 15:08

SERÁ POR ISTO QUE O PSD QUER ELIMINAR DA CONSTITUIÇÃO,
QUANTO AO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE,
A EXPRESSÃO "TENDENCIALMENTE GRATUITO" !? . . .

Diz um médico para outro:
- Esse paciente deve ser operado imediatamente.
- O que ele tem?
- Dinheiro.
__________

O paciente está deitado na cama, no mesmo quarto que o seu médico, advogado, esposa e filhos.
Todos eles esperam pelo último suspiro, quando de repente, o paciente senta, olha em volta e diz:
"Assassinos, ladrões, ingratos, canalhas."
Volta a deitar-se na cama e então o médico, confuso diz:
Eu acho que ele está melhorando.
- Por que você diz isso doutor? Pergunta a esposa.
"Porque ele nos reconheceu a todos."
_______
O médico diz ao paciente de uma forma muito forte:
- Nos próximos meses, não pode fumar, não pode beber, nem encontros com mulheres, nada de comer em restaurantes caros, e nada de viagens ou férias.
- Até que eu me recupere, doutor?
- "Não. Até pagar o que me deve!"
_______

Eles estavam operando um paciente. Quando de repente entra um médico na sala de operação e grita:
- Parem tudo! Parem o transplante. Há uma rejeição!
- Uma rejeição? - Do rim doutor? Pergunta um dos médicos.
- NÃO! Do cheque!... O cheque não tem fundos!
________

Doutor, você acha que, após esta operação eu vou andar de novo?
Claro que sim... Porque você vai ter que vender o carro para pagar a minha conta.
_________

Um homem espera o resultado da cirurgia de sua esposa.
Depois de um tempo, o médico saiu da sala de operação e disse que o caso era muito a sério.
Disse que o homem ia ter que dar de comer a ela na boca porque ela não podia mover mais as mãos, deveria levar ao banheiro, tinha que trocar de roupa, banhá-la, etc.
porque ela não podia mais se mexer.
O marido começou a chorar e o médico disse:
- Não chore. Eu tava de sacanagem homem! Ela já morreu!
________

Um mulher fez plástica de tudo: nariz, pescoço, mãos, pele, facial, etc.
No pós operatório o cirurgião pergunta
- E aí Sra? Quer mais?
- Sim. Gostaria de ter os olhos maiores e mais expressivos.
- Nada é mais fácil, minha senhora. Enfermeira: traga a conta por favor.
________

O cirurgião e o pós-operado:
- Doutor, eu entendo senhor estar vestido de branco, mas por que tanta luz?
- Meu filho, eu sou São Pedro ...
______

- Doutor o que eu tenho é grave?
- Não se preocupe meu amigo. Qualquer dúvida vamos esclarecer na autópsia.


De Enfraquecer os Trabalhadores . a 21 de Julho de 2010 às 14:39
Alegre acusa Presidente de sugerir "novas revisões das leis laborais"
[Lusa, 10-07-2010]

O candidato presidencial Manuel Alegre considera que Portugal tem de se "opor a novas revisões das leis laborais", sugeridas pelo Presidente da República, Cavaco Silva. Alegre referia-se, ontem, às delarações do Presidente, noFórum Cotec, sobre formas de aumentar a competitividade portuguesa.

O Chefe de Estado "falou da necessidade de ajustamentos do fator de trabalho, o que só pode ter, em meu entender, uma de duas leituras, ou as duas, ao mesmo tempo:
flexibilização dos despedimentos ou
desvalorização salarial"
, sustentou Manuel Alegre.

"Não é o tipo de reformas que a Europa precisa e muito menos o nosso país", vincou.

"As leis laborais já foram revistas, mas, neste momento, só pode significar flexibilização, enfraquecimento dos direitos dos trabalhadores e

isso é contrário aos princípios consagrados na Constituição da República", porque esta "não é neutra e protege o elo mais frágil da relação laboral, que são os trabalhadores", advogou Manuel Alegre.


De PSD de alguns ricos e Miséria geral a 21 de Julho de 2010 às 12:33
Pedro Passos Coelho

Parece que Pedro Passos Coelho quer transformar Portugal numa mistura dos EUA com o Burundi, os EUA para os ricos e o Burundi para os pobres.

Animado pelas sondagens e apoiado e incentivado por jovens idiotas propôs uma revisão constitucional que decide meter o país de pernas para o ar.
Cada vez é mais evidente que o líder do PSD não pensa pela sua cabeça, é um líder marioneta de interesses e de quem pensa por ele.

Pode ter conseguido captar grandes apoios financeiros junto dos empresários que aprovam as suas propostas, mas arrisca-se a perder o país mais depressa do que julga.
Ao responder às críticas dizendo que a sua proposta não é definitiva em vez de defender de forma consistente o que propõe torna evidente que o projecto de revisão constitucional não passa de uma encomenda.

«Passos Coelho quer riscar a expressão "justa causa" do artigo da Constituição que impõe limites aos despedimentos. O partido laranja substitui a expressão por "causa atendível".

A mudança, que abre a porta à flexibilização (total, depois de meia-aberta pelo PS com o novo Código Trabalho e alteração dos regimes de trabalho na FP) dos despedimentos, é um dos pontos da proposta de revisão constitucional que o PSD leva ao Parlamento até Setembro.

Paulo Teixeira Pinto explicou ao DN que "justa causa" é um conceito "muito apertado" e que "imputa culpa" no trabalhador.
O jurista, que presidiu à comissão de trabalho que elaborou o projecto, frisou, porém, que a nova formulação não é uma liberalização dos despedimentos.
"Não é admissível rescindir sem motivo", avisou, explicando que as razões atendíveis (:'não gosto da sua cara; 'não me quer lamber a...', qualquer coisa serve !) virão na lei ordinária.

O documento, a que o DN teve acesso, é o esboço de uma autêntica revolução constitucional, com propostas de alteração em cerca de um terço dos artigos do texto fundamental (98 em 296).

Cumprindo a promessa de mexer (acabar ) no Estado social idealizado após a revolução, o PSD apagou a gratuitidade do acesso à saúde e à educação, e foi ao ponto de mexer no equilíbrio de poderes: Passos quer devolver ao Presidente o poder para demitir o Governo, mesmo sem usar a bomba atómica - dissolução da Assembleia - um ponto revelado este fim-de-semana por Passos, que mereceu já resposta de José Sócrates.

O primeiro-ministro acusou o seu rival de querer "regressar ao passado" por colocar o Governo na dependência do Presidente e pôr em causa as conquistas do Estado social. » [DN]


De Golpe de Estado ! a 21 de Julho de 2010 às 12:21
PROJECTO DE REVISÃO CONSTITUCIONAL DO PSD É UM GOLPE DE ESTADO

«Em declarações à agência Lusa, António Arnaut acusou o PSD e o seu líder, Pedro Passos Coelho, de defenderem 'uma subversão completa do modelo social' consagrado na Constituição da República Portuguesa.

'Ele pretende mudar o nosso modelo social de uma forma perfeitamente reaccionária e insensata', acrescentou.» [DN]

Parecer do Jumento:
Outra coisa não se esperava de um antigo participante nas manifestações da Falange (fascista) em Madrid.


De Janízaros das Jotas a 21 de Julho de 2010 às 10:33
Reformatar o país por encomenda

Animado pelas sondagens, ajudado por magistrados golpistas que insistem em ressuscitar o caso Freeport e embalado pela especulação promovida pelas empresas de rating Pedro Passos Coelho já não sonha apenas em governar, já quer uma maioria absolutíssima e como isso não basta quer reformatar o país. Começa a compreender-se porque razão foi incoerente ao deixar arrastar-se a comissão parlamentar de inquérito ou porque alguns jornais estão a ressuscitar o caso Freeport, é preciso destruir eleitoralmente o PS para que essa reformatação seja viável.

Pedro Passos Coelho quer governar sem oposição, com um mandato de cinco anos, um presidente de direita durante seis anos e uma constituição que seja uma extensão do seu programa político liberal.

Na economia nada se sabe de soluções para os problemas, sabe-se apenas que com o argumento liberal Pedro Passos Coelho quer financiar a saúde privada (coincidência ou talvez não a sua equipa parece uma agência do grupo Mello) recorrendo aos benefícios fiscais e desnatando o SNS, que passará a ser reservado a pobre.

Até agora Pedro Passos Coelho não propõe qualquer solução e quando é confrontado com decisões difíceis, como é o caso das SCUT, reage com indecisão, mais preocupado com o pecúlio eleitoral ou com as exigências dos seus autarcas do que com os interesses do país.

Pedro Passos Coelho é um modesto economista e não deve ter sido o emprego que lhe foi dado pró Ângelo Correia que lhe deu dimensão intelectual, no entanto parece ter uma visão para o país.
Ainda recentemente, nos debates das directas do PSD, Pedro Passos Coelho apoiou-se sempre num “grupo de estudo”, todas as suas ideias eram-lhe fornecidas por esse mesmo grupo.

Tanto quanto se sabe Pedro Passos Coelho sabe tanto de direito constitucional como eu sei de lagares de azeite, de repente aparece com um projecto de uma nova constituição, convencido de que a chantagem sobre o país por ocasião do orçamento para 2011 forçará o PS a aceitar o seu projecto.

É cada vez mais evidente que Pedro Passos Coelho não foi apenas um político patrocinado ao longo de anos pela Fomentivest de Ângelo Correia, é um candidato a primeiro-ministro patrocinado por interesses económicos que querem um país à medida dos seus interesses. Parece que Pedro Passos Coelho quer reformatar o país por encomenda.

- por Jumento, 20.7.2010


De Laranjas ainda + azedas que rosas ! a 21 de Julho de 2010 às 10:14
Laranjas azedas

INCURSÕES [http://incursoes.blogs.sapo.pt/] é um blog que visito com regularidade e proveito, pelo que ele é no seu conjunto, naturalmente, mas também por ser o lugar onde nasce com frequência a prosa de um amigo, o Marcelo Correia Ribeiro. Passei por lá mesmo agora e deparei com um pequeno texto assinado por JSC , que, com a devida vénia, achei imperativo transcrever. Eis o texto :

"Que mais nos poderá acontecer"

"O ex- Presidente do BCP, arguido e condenado no processo BCP, ex- Opus Dei, presidente da causa monárquica, aposentado do BCP com uma reforma digna de príncipes, Presidente dos editores e livreiros

é a figura que o Presidente do PSD escolheu para presidir à sua comissão de revisão da Constituição da Republica, cuja proposta aparece agora nos jornais. [...]

Com um curriculum destes só poderia sair a confusão (e a preocupação) que se conhece e seguirá em crescendo.
Ou será que é mesmo esse o objectivo de Passos Coelho?"

- por Rui Namorado, O grande zoo


De Pela RES PÚBLICA : unir e lutar ! a 20 de Julho de 2010 às 18:11
La Marseillaise (Hino nacional da República Francesa)

«
Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé!
Contre nous de la tyrannie,
L'étendard sanglant est levé, (bis)
...
Aux armes, citoyens,
Formez vos bataillons,
Marchons, marchons !...
... »

Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou!
Contra nós vem tirania,
O estandarte ensanguentado se ergueu,(bis)
Rugirem esses ferozes soldados?
Vêm eles até aos vossos braços
Degolar vossos filhos, vossas mulheres!

Às armas, cidadãos,
Formai vossos batalhões,
...
O que quer essa horda de escravos,
De traidores, de reis conjurados?
Para quem (são) esses ignóbeis entraves,
Esses grilhões há muito tempo preparados? (bis)
Franceses! A vós, ah! que ultraje
Que comoção deve suscitar!
É a nós que consideram
retornar à antiga escravidão!

Às armas, cidadãos,
Formai vossos batalhões,
...

O quê! Tais multidões estrangeiras
Fariam a lei em nossos lares!
O quê! Essas falanges mercenárias
Arrasariam os nossos nobres guerreiros! (bis)
Grande Deus! Por mãos acorrentadas
Nossas frontes sob o jugo se curvariam
E déspotas vis tornar-se-iam
Os mestres dos nossos destinos!

Tremei, tiranos! e vós pérfidos,
O opróbrio de todos os partidos,
Tremei! vossos projectos parricidas
Vão finalmente receber seu preço! (bis)
Somos todos soldados para vos combater.
Se tombarem os nossos jovens heróis,
A terra novos produzirá,
Contra vós, todos prestes a lutarem!

Às armas, cidadãos,
Formai vossos batalhões,
...!

Franceses, guerreiros magnânicos,
Levai ou retende os vossos tiros!
Poupai essas tristes vítimas,
A contragosto armando-se contra nós. (bis)
Mas esses déspotas sanguinários,
Mas esses cúmplices de Bouillé,
Todos os tigres que, sem piedade,
Rasgam o seio de suas mães!

Às armas, cidadãos,
Formai vossos batalhões,
Marchemos, marchemos!
...
Amor Sagrado pela Pátria
Conduz, sustém nossos braços vingativos.
Liberdade, Liberdade querida,
Combate com os teus defensores!
...


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