De entrevista a Iman de mesquita Lisboa a 3 de Setembro de 2010 às 13:14
iman da mesquita de lisboa diz que 'se tivesse sabido' teria ido à manif por sakineh (sentenciada à morte por apedrejamento, por adultério, no Irão)
f.

'Gostava que tivesse estado alguém da comunidade islâmica no protesto contra a lapidação. Se eu desconheço, se não fui, não significa que não concorde. Não fui informado, não soube. Se me disser que para a semana há uma manifestação dessas...'

'No caso do adultério o que conta não é os tribunais. É aquilo que se passou no tempo do profeta. Para acusar um adulto ou uma adulta de adultério o Alcorão diz que tem de haver 4 testemunhas oculares que têm de dizer exactamente o mesmo e de ter visto a penetração. E isso é impossível... Em todo o caso, mesmo que haja 4 testemunhas a pena de morte não é a pena adequada. Eu condeno a lapidação.'

'Se um homossexual da minha comunidade vier ter comigo eu não o vou condenar e mandá-lo para o inferno, não. Vou tentar saber um pouco mais, e se ele disser que é mesmo aquilo que ele quer, eu vou-lhe abençoar e dizer para ir em paz. E pode continuar a ser muçulmano e a ir à mesquita, claro. Um muçulmano só deixa de ser muçulmano quando decide assim, ele próprio.'

'O Alcorão não obriga as muçulmanas a usar o niqab e a burqa. Com o niqab, com o véu integral, a pessoa praticamente não tem identidade, há um problema de segurança, pelo que não sou contra a proibição. Mas também digo: até que ponto é que sendo eu livre, se eu posso vestir o q m apetece, se me estão a proibir não me estão a retirar uma certa liberdade?'

'Tenho 2 filhas e deixo ao critério delas. Uma acabou a licenciatura numa universidade de Lx, a outra está no 12º ano. Não andam de lenço, não andam de véu.'

'Se há integristas em Portugal? Há perguntas que me está a fazer para as quais não tenho resposta. Como é que eu posso saber? O que lhe posso dizer é que a comunidade islâmica é integrada, não é um gueto, são pessoas normais, que trabalham, que convivem normalmente com os outros, portugueses como nós.'

'Centro Islâmico em NY: Se é uma coisa privada, que se pode comprar e construir, se qualquer pessoa pode lá ir, por que não? E se não me engano quem está à frente é um iman que conheço pessoalmente e que considero um muçulmano equilibrado – é uma pessoa com quem já falei e aprendi imenso. Acho que se trata de algo que beneficia a humanidade.'

hoje, no programa agora a sério do canal q (15ª posição do meo), o sheik david munir, iman da mesquita de lisboa, fala sobre lapidação, julgamentos por adultério, mulheres, homossexuais e islão, a proibição do véu e da construção de minaretes e a polémica em nova iorque sobre a construção do centro islâmico junto ao ground zero

-por f. , em 31.8.2010, http://jugular.blogs.sapo.pt/2139616.html#comentarios


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