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De DD a 25 de Julho de 2010 às 20:41
É verdade, produzir bens e serviços dá muito trabalho, atendendo à concorrência dos países emergentes e até do Marrocos, Roménia, Bulgária, etc., apesar dos salários portugueses serem dos mais baixos da Europa. Mas também o é a capacidade dos nossos empresários e a tecnologia nacional salvo algumas honrosas exceções.
Veja-se a história que vem no Expresso de ontem.Um industrial de sapatos especiais de protecção tem tido bastante êxito e exporta mais de 800 mil pares de sapatos por ano, mas não foi investir os lucros em mais produção ou no alargamento dos seus mercados. Limitou-se a investir num hospital privado, tal como fez o BES e outros capitalistas da nossa praça.

Passos Coelho representa um fator positivo para a política nacional. Ele veio separar as águas e mostrar claramente que é de direita pura e dura, o que permite ao PS demarcar-se claramente como força de esquerda democrática que tem naturalmente de gerir a sustentabilidade do social numa época de crise económica grave de que se adivinha um longo período de estagnação na Europa associado ao contínuo crescimento chinês, em vias de se tornar na maior potência mundial em todos os domínios. A Europa segue as pisadas do Japão e nenhum economista ou teórico político estuda os dois casos paradigmáticos, o Japão e a China.
Repete-se pois a máxima de Lenine: o capitalista é capaz de vender a corda em que será enforcado. É isso que faz a Alemanha da Merkel.


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