Justiça de Rastos

Parece incrível que o caso Freeport tenha tido este fim inglório e vergonhoso para a Procuradoria Geral da República. O caso durou seis anos, sabendo-se de há muito não haver nada contra quem se queria atingir, o nosso camarda José Sócrates, que sai reforçado e mostrou dignidade e contenção no seu comunicado cheio de bem senso e muito comedido.

Sabia-se quase tudo desde que a empresa Carlyle adquiriu a Freeport há anos e ao fazer perícias contabilísticas detectou fraudes financeiras feitas pelo anterior administrador principal, o qual foi levado a tribunal e condenado, estando o processo acessível a quem o queira consultar. O referido administrador chegou a falar em dinheiros para subornos, mas nunca pronunciou o nome de Portugal e provou-se que o homem meteu mesmo muito dinheiro ao bolso.

O processo contra o administrador envolveu muitas mais perícias e análise de documentos contabilísticos, sem que tivesse sido detectado a existência de saídas irregulares de dinheiros para Portugal, tanto da Inglaterra como dos muitos Freeport que a empresa possui no Mundo. A Justiça portuguesa não ligou ao fato de se conhecerem em pormenor as contas da Freeport da altura em que foi licenciada a obra e podia ter requisitado o processo contra o anterior administrador, mas não quis porque não estava lá o nome de José Sócrates.

Os procuradores queria o nome do líder do PS para derrotar o partido em eleições. Os membros da justiça, incluindo o PGR, podem ser acusados de burla eleitoral quando fizerem vir o processo do Montijo para Lisboa, dando a entender que há procuradores de primeira em Lisboa e de segunda ou terceira categoria no Montijo. Aí, os procuradores sabiam que a carta anónima continha declarações falsas e foi elaborada por inimigos do PS, o chefe de gabinete de Santana Lopes e um deputado municipal do CDS.

 

Ao avocar o processo para o DCIAP e levá-lo à comunicação social um pouco antes das eleições, os procuradores cometeram uma burla eleitoral.

 

Ao mesmo tempo vemo estes casos gritantes de um assassino confesso de uma freira de mais de sessenta anos ter sido ilibado, mas condenado por ocultação do cadáver. O juiz imbecil concluiu que a confissão assinada não era elemento de prova contra um homem que não era detentor de qualquer cargo político, enquanto uma carta anónima adquire um relevo extraordinário por referir o nome de José Sócrates. O homem até mostrou o local em que tinha ocultado o cadáver da freira. É pena que o bispo auxiliar de Lisboa não se tenha indignado com este fato, até porque a vítima era uma santa servidora da Igreja Católica portuguesa que passou toda a vida a ajudar os outros.

 

Mais gritante ainda é a libertação recente de um duplo homicida, cujos três condenações foram anuladas por questões menores. O homem também não detinha cargos políticos. Agora, falta ilibar o homicida de três ou mais pessoas por falta de provas.

 

Portugal deve ser o país da Europa em que há mais homicidas ilibados que cometeram crimes perfeitos com a conivência de maus investigadores e juízes completamente imbecis que só se interessam pela política.


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Publicado por DD às 22:27 de 27.07.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 30 de Julho de 2010 às 07:37
Impunha-se a suspensão imediata destes dois procuradores com vista à sua expulsão do ministério pública e função pública, e ainda perda total de direitos adquiridos e de tempo de reforma.

Houvesse leis que os avaliassem e punissem a sério e teriam de certeza trabalhado melhor... e ter tento naquelas línguas.


De DD a 29 de Julho de 2010 às 22:03
As afirmações dos dois procuradores esquizofrénicos anti-Sócrates mostram como a justiça está de rastos.
Dizem que não há provas, mas se tivessem tido tempo tinham perguntas a fazer ao PM.
O processo está em investigação há quase sete anos e há mais de dois no DCIAP nas mãos daquelas duas bestas.
O que é que eles chamam tempo? Oito anos, dez anos ou, simplesmente, até chegarem as próximas eleições legislativas?
Os dois procuradores estão empenhados na prática continuada de BURLA ELEITORAL contra o PS e daí terem levantado dúvidas para que o caso Freeport não morra.
Assim, o PGR vão abrir um inquérito ao longo inquérito de quase sete anos para que o assunto continue a ser falado.
Os procuradores disseram que a PJ terminou a 21 de Junho a sua investigação. Então aqueles tipos não estiveram a fazer nada durante dois anos? Mandaram a PJ investigar e da parte deles não acompanharam a investigação não investigaram também? O Ministério Público não tem também funções de investigação? Os documentos apreendidos pela PJ há anos atrás não andaram a ser vistos pelos Procuradores Adjuntos e não chamaram o PM para ser ouvido.
Pais de Faria e Vitor Magalhães mentem descaradamente..e estão emprenhados em fazer continuar o processo até às próximas eleições.
São burlões eleitoriais e políticos, querem desalojar o PS do poder por uma via sem provas durante quase sete anos.


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