De
DD a 1 de Agosto de 2010 às 23:01
A EPUL esteve instalada num palácio e num anexo na Quinta dos Lilases no Lumiar. Por ordem de Santana alugou alguns pisos junto ao Estádio do Sporting ao próprio clube por uma verdadeira fortuna mensal e anual. O Costa fez a EPUL regressar ao edifício antigo que estava praticamente inutilizado, mas o presidente da Junta de Freguesia do PSD criticou vivamente este fato que permite poupar uns milhões todos os anos, pois queria o anexo para funções culturais quando a Junta tem o seu antigo edifício quase desocupado e onde não se verificam actividades culturais.
O PSD é contra qualquer economia e ao mesmo tempo critica o chamado despesismo público.
O regresso da EPUL às antigas instalações justifica-se até pelo facto de Telheiras estar quase toda construída e não haver muito espaço para a actividade essencial da EPUL que era construir ou mandar construir casas suscetíveis de serem colocadas no mercado dos jovens casais por preços módicos.
No fundo, a EPUL deve ser extinguida e o seu trabalho feito pelo departamento de urbanismo da CML.
As empresas municipais são na generalidade covis de ladrões municipais que se servem do carácter empresarial para usufruirem regalias e ordenados que não correspondem ao trabalho realizado.
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 31 de Julho de 2010 às 11:55
EPULs com este nome ou outro mas com idênticos objectivos, que são ver alimentar os primos e primas e ainda os enteados, há muitas.
Mas o sistema democrático precisa delas sejam EPULs, Fundações ou outras que tais.
E não basta denunciar nos jornais, blogues ou noutras formas de divulgação estas escandaleiras, porque não serve para nada. Já aqui afirmei que o sistema a que chegaram as chamadas democracias não se auto-regenera e continuo convicto disso.
Era o suicídio destes figurões a que hoje chamamos políticos. E eles alimentam-se deste sistema, sem estas empresas e cargos, não eram nada nem ninguém. Precisavam de muitos anos de esforço, sacrifício, trabalho, conhecimento e sorte para fazerem uma carreira profissional e se lá chegassem já eram velhos para ascender ao poder e ao reconhecimento público. Assim na partidarite política e de conveniência, é muito mais fácil e de rápida ascensão.
E o povo come e cala, mesmo quando há alguns, como nós, que aqui e ali, resmungam, denunciam...
Só a elite pode ser progressista e só o povo pode ser revolucionário.
Os governos são apenas aquilo que nós deixamos que sejam, somos todos co-responsáveis, nem que seja só moralmente.
Mas, torno aqui a afirmar - há soluções.
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