6 comentários:
De Izanagi a 4 de Agosto de 2010 às 14:04
Seria uma atitude de humildade democrática que DD lembrasse que não é só Carvalho da Silva que tem lapso de memória; também João Proença, Líder da UGT; criada e vinculada ao PS e PSD, sofre do mesmo e mais grave, esses lapsos não se ficam pelas situações internacionais, mas estendem-se a situações de âmbito nacional.
Afirma DD “dessa fábrica do capitalismo comunista meio selvagem” Porquê é que para a China subsiste “um comunismo” ainda que, segundo DD disfarçado de capitalista e para Portugal não existe “um fascismo” ainda que disfarçado de Democracia? A lógica é a mesma. Pior, as práticas são idênticas.
Diz também DD que “City Desk”pagava salários que chegavam a 200 vezes mais.. Pagava? A quem? Hoje, mais que nunca , essa política de distribuição de rendimentos (salários) tem sido acentuada, sobretudo em médias grandes empresas, onde um qualquer gestor incompetente aufere mais de 200 vezes (Cá estão as 2oo vezes) que a média salarial. Mas DD, são só os administradores, porque os restantes trabalhadores continuam com salários miseráveis, política que é implementada por um governo dito socialista.


De DD a 6 de Agosto de 2010 às 11:18
A City Desk pagava mais de mil euros mensais à maior parte dos seus trabalhadores na altura em que na China se pagavam e pagam 20 euros ou menos.
Portugal não é um país fascista disfarçado. Isso é a maior ofensa que se pode fazer ao nosso regime democrático.
Temos todas as liberdades e governos resultantes de eleições e um Estado social que tem dificuldade na sua sustetabilidade financeira, além de 6 milhões de habitações para 3,9 milhões de famílias, mais de 5 milhões de carros, 2.300 km de auto-estradas, 3,6 médicos por mil habitantes que é mais que na Suécia, 150 mil professores para 1,4 milhões de alunos do ensino não superior, etc.
Infelizmente, não temos a liberdade de fazer chover euros e nos encostarmos às palmeiras sem fazer nenhum.
Portugal viveu (muito mal) há mais de 500 anos das especiarias, do açúcar brasileiro e do ouro e depois das colónias africanas, das ajudas comunitárias e do endividamento conseguido à custa do euro.
No futuro, queiramos ou não, teremos de viver (muito melhor) do nosso trabalho e pensar primeiro em ganhar o suficiente para alimentar o Estado social.
Temos de lutar contra a concorrência chinesa, indiana, etc. de mão de obra barata e contra a concorrência de países mais desenvolvidos tecnicamente e com mercados internos maiores e mais interessantes para as grandes empresas.
A tarefa não é deste ou daquele governo, mas de todos os portugueses.
Goste-se ou não e eu não gosto, mas a realidade é que todas as economias se baseiam na exploração de recursos, sejam naturais, sejam, humanos. O comunismo capitalista chinês apontou para a exploração do recurso humano e daí o seu gigantesco crescimento.
Portugal tem explorado bem a fileira florestal, principalmente do eucalipto, com a instalação de gigantescas máquinas que fabricam o melhor papel fino do mundo. Naturalmente contra a opinião dos ecologistas, pois se os acatássemos nem isso teríamos. Estamos a explorar o vento e as águas para a produção de electricidade, o que é limitado a pouco mais de metade do ano, mas já é um avanço.
Pretende-se entrar no capo das baterias e viaturas eléctricas, o que não é imediato e não dá a certeza de êxito pois muito se está a fazer nesse sentido em todo o Mundo.
Enfim, os críticos que façam também alguma coisa ou proponham algo de válido.
Neste momento, apenas redistribuir não chega por muito que nos custe como socialistas.
Quanto aos grandes salários, são imorais, mas auferidos por tão poucos que não dá para nada, além de que os gestores mais bem pagos criaram as primeiras empresas multinacionais portuguesas, coisa que nunca tivemos.
Na pequena Dinamarca como na Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Suíça todas as empresas significativas actuam em mercados multinacionais, dada a pequenez dos seus mercados internos. E Portugal tem de seguir o mesmo caminho.
A EDP é rainha nas eólicas, a PT foi pioneira nos telemóveis e é grande na produção de software para telemóveis, exportando para todo o Mundo, a Cimpor instalou-se em muitos mercados com grande êxito, a Galp está presente no Brasil, Angola e Espanha; Portucel/Soporcel, Altri dão cartas no papel.
Todas estas empresas e outras apontaram o caminho para o País sair da miséria e ninguém dá qualquer valor a isso, dada a mesquinhez de muita gente e falta de informação sobre as economias mundiais.


Comentar post