Pistola Metralhadora Lusa A2

Há muito que se sabia que Paulo Portas, enquanto Ministro da Defesa, vendeu o projecto, desenhos e máquinas-ferramentas para o fabrico da arma ligeira de 9 mm Lusa A2 destinada a forças militarizadas policiais, por 50 mil dólares quando a INDEP (Indústrias Nacionais de Defesa do Estado) tinham investido 15 milhões de dólares no projecto.

Portas adquiriu então cerca de dez mil armas semelhanrtes ao Chile por 1.100 dólares cada quando na altura os alemães ofereciam a G-36, uma poderosa arma de guerra, a 1.250 dólares. Foi dito então que a arma chilena não valia mais que uns 400 a 500 dólares e que a diferença foi para comissões encaixadas pelo então ministro Paulo Portas.

Dizia-se e houve quem tivesse escrito isso nos jornais e eu enviei cópia do artigo à PJ e à PGR, sem qualquer resultado prático, apesar de se tratar de crime público que deveria ser investigado como deverão ser os 300 milhões de euros gastos em engenharia financeira na compra dos dois submarinos alemães.

Por causa dessa "engenharia" montada pelo BES, os contribuintes vão pagar mais de mil milhões de euros em vez dos 700 milhões previstos pelos construtores.

Não foi este o único CRIME contra a indústria portuguesa.

Já o Conselho da Revolução, na época em que mandava nas Forças Armadas, decidiu adquirir 1.000 camiões DAF sob falsa mentira de que essa empresa holandesa iria montar uma fábrica em Portugal. Poderiam ter adquirido os camiões Berçiet-Tramagal que tão bem serviram nas guerras coloniais e para os quais continuava a existir um mercado em Angola, Moçambique e noutros países africanos. É evidente que a Metalúrgica Duarte Ferreira do Tramagal não estava disposta a pagar comissões aos senhores do Conselho da Revolução e estava em péssimas condições financeiras, apesar de nacionalizada, porque o Estado não pagava as dívidas contraídas com a empresa e com a Berliet francesa que fornecia parte dos componentes.

Enfim, a MDF acabou vendida à Mitsubishi para montar e fabricar algumas partes dos pequenos camiões Fuso e Canter.

 

Portugal não tem uma justiça independente e, menos ainda, magistrados competentes. Estão quase todos contra o PS/Sócrates por os ter obrigado a trabalhar um pouco mais e daí o Sr. Palma e companhia tomarem sempre partido contra o PS quando a justiça deveria ser imparcial em todos os aspectos e nunca se preocupar com partidos políticos, mas apenas com os factos, as provas, principalmente a nível da instrução criminal em que intervêm PJ, Procuradores e Juízes de Instrução Criminal. Não é verdade aquilo que um juiz disse que a sua classe nada tem a ver com a instrução e investugação quando há sempre um juiz de instrução criminal a avaliar o andamento das investigações.

 

Mas, a corrupção não é apanágio deste ou daquele partido. Não devemos esquecer um presidente comunista da C.M. de Sines que atacou na Televisão a instalação de um laboratório de química junto a um lago de resíduos tóxicos para analisá-los e verificar o que fazer com os mesmos à custa da Galp, já que a lei prevê que o poluidor seja o pagador e responsável pelos resíduos que lança para fora.

 Na altura, Sócrates era o Ministro do Ambiente e queria acabar com as lixeiras tóxicas em Portugal dando-lhes o único destino possível, a queima nas cimenteiras, onde, de qualquer maneira, são utilizados como combustíveis os resíduos que ficam da extracção de gasolinas, gasóleos, óleos lubrificantes, etc. das refinarias.

O presidente comunista obrigava-se a aceitar a poluição do seu Concelho a troco de avultadas verbas para o PCP. O homem era honesto e a dada altura disse ao PCP basta e saiu do partido, não se tendo candatado mais a qualquer cargo político de que não necessitava por ser um excelente médico. Jerónimo e companhia nem pestanejaram com a saída do autarca.

 



Publicado por DD às 14:29 de 06.08.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Tanta M...da a 6 de Agosto de 2010 às 16:10
Um excelente artigo não há duvida!!

Contudo o modo, aparentemente(?), inviesado de deitar o lixo para cima dos adversários politico deixa antever uma ideia que parece ter-se tornado pratica há muito tempo que é a seguinte:
Os outros tapam-se com a nossa trampa e nos tapamo-nos com a trampa deles. Será?

É por isso que a sociedade portuguesa já tresanda tanto a mérda que já nem a PGR escapa.

Está visto!


De DD a 9 de Agosto de 2010 às 11:15
Nenhum político português foi mais caluniado e atacado do que Sócrates. Daí justificar-se plenamente que se atirem pedras aos telhados de vidro dos outros e toda a gente sabe que Portas/Durão/Santana deixaram mais que o suficiente, nomeadamente no que respeita a material de defesa.
Claro, podemos eventualmente desculpar o Portas porque o que estava em causa era também acabar com a INDEP que fabricou as G-3 e quase todas as munições para as guerras coloniais e que num contexto de ausência de guerra não se justificava o tamanho e não era possível reduzir o pessoal à medida das necessidades muito menores das FA portuguesas e de alguma exportação.
A INDEP fabricou também muito para a exportação, nomeadamente para a guerra entre Irão e Iraque que eram fornecidos pela Indep com total imparcialidade.
É chato dizer, mas com uma política de maior adequação do pessoal às necessidades teria sido possível conservar muitas indústrias que desapareceram com o pessoal desempregado ou reformado antes de tempo. Talvez até pudesse ter continuado pois tinha muito pessoal à beira da reforma.
Na altura chegou a parecer que as guerras tinham acabado de vez. Hoje sabe-se que não é assim e as indústrias de defesa continua a trabalhar em força por toda a parte.
Faltou conhecimento de história recente.
Para melhor elucidação do passado é sempre conveniente ler o meu livro "Um Século de Guerra no Mar" que aborda também as questões políticas que conduziram às guerras do Século XX.
O livro está à venda na Livraria Barata na Av. de Roma, na Fnac, na Book House e noutras livrarias. O mais aconselhável é adquirir na Livraria Barata.


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