De DD a 12 de Agosto de 2010 às 18:37
As reformas ditas milionárias da Função Pública resultam de se calcular a reforma a partir do último ordenado e não, como no privado, a partir da média de toda a vida contributiva ou dos melhores dez anos dos últimos quinze como foi até há pouco tempo quando me reformei.
Sucede que uma mudança na lei para igualizar todo o sistema iria provocar grande celeuma , dado que afectaria a totalidade dos funcionários públicos que, ao longo da sua carreira, vão subindo de posto ou categoria.
Devido à minha actividade jornalística na Revista de Marinha tenho muitas reuniões no Clube Militar Naval , muito frequentado por oficiais reformados, e reparei que o número de vice e contra almirantes é enorme. A maior parte foi promovida a meses de atingirem a reforma para saírem o mais cedo possível e dar o lugar a outros. Claro, com boas reformas.
Se a reforma deles contasse com a média de todos os prés recebidos, desde guarda-marinha a vice ou contra almirante, o nível das reformas que recebem desceria bem para metade.
Pázinhos, isso daria lugar a uma revolução armada. O pessoal militar, militarizado e policial saia todo para a rua acompanhado pelos professores e todos os funcionários públicos. Tomavam conta do poder mais rapidamente que no 25 de Abril ou no 28 de Maio e organizavam eleições "democráticas" para colocarem um professor como PM que reconduzisse tudo à legalidade da reforma calculada a partir do último ordenado.
O professor iria poupar umas massas, fazendo com que uma série de oficiais fossem para Governadores Civis e presidentes de C.Municipais.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 13 de Agosto de 2010 às 08:14
Então de que é que estamos à espera?
Não somos todos 'iguais' nos direitos?
É o tal medo, miáufa ou cagufa?
Então as revoluções já não são possíveis na UE como aqui escreveu à tempos?
Ou é, mais uma vez, dois pesos e duas medidas?
E se são promovidos para a reforma, o sistema alinha? Não anula?
E carreira por antiguidade? Não por vagas e qualidade?
Então como é?
O tal '25 de Abril' já aconteceu?
Que é que lhe parece?
Vamos à luta ou pomos a fralda descartável?


De DD a 13 de Agosto de 2010 às 22:06
O 25 de Abril até partiu de uma questão de antiguidades em postos militares entre os oriundos da Academia e os milicianos que depois de várias comissões de serviço foram completar os seus conhecimentos na Academia Militar.

Recordo bem como são os militares. Há décadas, durante a guerra colonial, o governo quis retirar aos militares um suplemento de risco ao pessoal que estava em Luanda por considerar que aí não havia riscos nem combates. Logo a seguir começaram a rebentar sacos de granadas nos mais diversos locais da cidade que acabaram logo que o suplemento de risco foi reposto.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 14 de Agosto de 2010 às 10:08
Mais uma vez tem razão no que escreve, mas não aborda o essensial da permissa.
O 25 de Abril é um golpe militar contra os tais descontentamentos militares acumulados a outros reais e justificados descontentamentos. De acordo.
Mas isso é o acto militar do dia 25 de Abril de 1974.
E então o depois? Quando por arrastamento os políticos e os partidos políticos tomam contam do golpe e o transformam numa mudança de regime ou, se quiser, fazem do golpe militar uma revolução?
Onde está esse '25 de Abril'?
O '25 de Abril' do pensamento político de mudança de uma ditatura para um regime de democracia e igualdade entre cidadãos?
Era a esse que eu me refria e não ao golpe militar do tal dia.
Mas por este seu comentário, parece-me que continuamos na 'mão' dos militares, com medo das granadas a rebentar se lhes vão aos 'direitos'...
Torno a perguntar, vamos à luta ou pomos a fralda descartável?


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