11 comentários:
De Zé T. a 18 de Agosto de 2010 às 11:41
E continuo alguns a pagar quotas para ver esta degradação da democracia interna ! (neste caso do PS)

Como já foi dito, há muitos telhados de vidro, muitos interesses económico-sociais (e familiares e tachismos) envolvidos, pelo que estes partidários não deixam nada para a livre e democrática militância, e recorrem a todos os meios para afastar concorrentes...

Esta política interna ainda é mais maquiavélica que a inter-partidária... ou , como dizia W.Churchill, « enquanto os meus adversários estão naquela outra bancada, os meus inimigos estão ao meu lado» !


De O velho e o novo PS a 17 de Agosto de 2010 às 11:50
As eleições federativas do PS estão ao rubro. No Porto, Coimbra, Guarda, não se poupam palavras nem estratégias para fazer vingar as soluções preferidas pelo líder.
Os novos e velhos turcos que pululam à volta de Sócrates mostram-se implacáveis na forma como impõem a união à volta do chefe. O Porto é um exemplo sintomático onde a anunciada expulsão de Narciso Miranda tem monopolizado as atenções. Ironia das ironias, Narciso é um velho rosto do antigo aparelho afastado pelo actual aparelho. A guerra do Porto, onde Sócrates vai dar uma ajuda ao seu velho amigo e aliado Renato Sampaio, porém, não é por Narciso que se mostra importante.

Uma militante socialista qualquer que circunstancialmente ocupa o cargo de governadora civil metia-se há dias na guerra entre Sampaio e o seu adversário, José Luís Carneiro, arrasando os apoios recebidos por este. Vera Jardim, um militante histórico e um dos melhores ministros da Justiça que o País teve, passa por ter uma "provecta idade" e, por isso, fazer opções "estranhas". Este novo PS, que tem no inenarrável André Figueiredo uma espécie de governanta do Largo do Rato, prepara-se para aniquilar qualquer réstia de oposição interna. Antigamente dizia-se que "quem se mete com o PS leva". Hoje, quem se mete com Sócrates leva!


De DD a 12 de Agosto de 2010 às 18:18
Ser militante é incompatível com a candidatura contra o partidos em que se está. Vem nos estatutos de todos os partidos portugueses e, provavelmente, de quase todo o Mundo.
Ninguém é obrigado a ser do PS e acho que ninguém deve utilizar o partido para se candidatar e ganhar eleições sem o acordo global do próprio partido e, mesmo, contra um candidato do partido.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 13 de Agosto de 2010 às 08:06
Então e nas últimas presidenciais?
Mário Soares x Manuel Alegre?
Quem é que foi contra os estatutos do PS e dos partidos de 'todo o mundo'?
Quem foi expulso do PS?
Como foi que se posicionou o camarada?


De DD a 13 de Agosto de 2010 às 21:59
A candidatura à Presidência da República é pessoal e pode ou não ter o apoio de um ou mais partidos, mas nenhum dos candidatos limita a sua prepositura ao seu partido de origem. Todos querem os votos de mais de 50% dos portugueses.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 14 de Agosto de 2010 às 09:57
Tem razão.


De O que terão a dizer? a 12 de Agosto de 2010 às 16:50
O que terão Mário Soares, Manuel Alegre, Ana Gomes, João Cravinho, Edmundo Pedro e outros destacados e históricos militantes a dizer de tais acontecimentos?

Será que não se pronunciam?

Os socialistas, em particular e a sociedade em geral , muito naturalmente, esperam , ansiosamente, ouvir tais pontos de vista.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 12 de Agosto de 2010 às 17:48
Infelizmente não concordo consigo. Gostava de concordar, mas já não acredito que se possa continuar à espera que sejam os habituais, mesmo esses que nomeou, que venham trazer algo de novo ou mesmo pronunciar-se pela clareza e pela legitimidade do que quer que seja. Estão todos conspurcados aqui e ali pelo percurso feito. Têm telhados de vidro. Uns com mais telhas outros com menos telhas de vidro...
A excepção só virá se lhes convier pessoalmente por qualquer interesse momentâneo. Aí aparecerão armados em paladinos da transparência e dos valores democráticos.
Hoje já não vivemos em democracia . Vivemos numa ditadura democrática Temos 'ditadores' democraticamente eleitos - quem nos governa acha que tem o direito de fazer o que lhe apetece porque foram legitimados pelo voto. E só são penalizados e responsabilizados pelo voto. E as oposições garantem-lhes por conivência a possibilidade da alternância. Para mim considero que são as novas formas de ditadura. As ocidentais ainda disfarçam, mas pensem bem na democracia de Angola ou da Venezuela , que são mais naifes ... Ou a da Itália com o Berlusconi ...
Estas novas ditaduras são apenas mais macias, estão travestidas de democracias. São como aquelas gajas lindas e bem vestidas que na noite lisboeta se vêm ali, por exemplo, para os lados do Conde Redondo... São visualmente do melhor do sexo feminino que já se viu, só que, na verdade, são homens.
Na política estamos na mesma. Modernices...
Tempos difíceis, estes que atravessamos!


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 12 de Agosto de 2010 às 09:58
Faz-me lembrar, aqui à uns anos, quando trabalhava numa agência de Publicidade, uma campanha que se fez para uma lista opositora a um presidente carismático de um grande clube de futebol do norte do país... Quem pagou essa campanha? O carismático presidente!
Como nos partidos políticos se imita tudo o que de mal se passa no fubetol... lá chegaremos.
Um dia teremos, nas secções ou noutros órgãos do aparelho partidário, listas de opositores inventados e pagos pelos caciques habituais, só para mostrar que somos democráticos e permitimos oposição interna. Lá chegaremos!


De Matosinhos e não só, é geral! a 12 de Agosto de 2010 às 09:56
Referindo-se às expulsões em concreto, Narciso explica o que aconteceu: «Em Matosinhos, o PS não abriu candidatura para que os seus militantes que assim o desejassem pudessem apresentar a sua candidatura interna, dentro do Partido Socialista, para se depois ganhassem na votação e no debate, poderem ser candidatos pelo PS. Em Matosinhos não houve este debate e muito menos houve votação».

É assim a democracia interna partidária, para mal da democracia...


De Cláudio Carvalho a 12 de Agosto de 2010 às 09:33
Artigo bastante lúcido da realidade. Muito bem!


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